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Política cultural

MinC lança seis editais voltados para TV e cinema

As linhas de fomento são parte de programa que pretende destinar cerca de R$ 1,2 bilhão para o setor audiovisual em 2018.

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Sá Leitão
Sá Leitão crê que editais estarão disponíveis até o fim do mês
PUBLICADO EM 13/03/18 - 03h00

RIO DE JANEIRO. Produtores independentes brasileiros receberam com cautela o lançamento de seis editais voltados para cinema e TV, no valor de R$ 471 milhões. As linhas de fomento foram anunciadas nesta segunda-feira (12), pelo Ministério da Cultura e pela Ancine, como parte do Programa Audiovisual Gera Futuro, que pretende destinar cerca de R$ 1,2 bilhão para o setor audiovisual em 2018. A expectativa, segundo o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, é a de que até o final do mês os editais estejam disponíveis para consulta, nos sites do MinC e da Ancine.

As principais preocupações dos profissionais giram em torno da linha de fomento de modalidade automática que vai destinar R$ 150 milhões para a produção de filmes. Nesta linha, serão contemplados projetos de empresas “aprovadas por desempenho prévio, tanto comercial quanto artístico”, segundo Sá Leitão. Ou seja, será analisado se a produtora tem um histórico de obras bem-sucedidas, o que, em tese, pode privilegiar produtoras grandes. “Tenho feito filmes com potencial para circular em festivais mundo afora, como ‘Benzinho’, selecionado em Sundance. Mas minha produtora não é grande. Ela poderá ser contemplada pela linha automática ou ficará de fora? A partir de que ponto eu serei uma produtora com um bom ‘desempenho prévio’? Quais são os critérios?”, questiona a produtora Tatiana Leite.

A linha automática, que tem a vantagem de desburocratizar o processo de seleção, não é uma modalidade de investimento nova. Mas, até então, apenas 20% da verba de fomento eram destinados a este tipo de linha, contra 80% para as do tipo seletivo, nas quais os projetos inscritos são aprovados por pareceristas e comissões. O que muda é que, a partir agora, cada tipo receberá 50%. A Ancine informou que só vai detalhar os critérios de seleção na sexta-feira.

Uma outra fonte de preocupação tem a ver com o teto de investimento que um único projeto ou empresa pode receber. Segundo as novas regras, o valor máximo por projeto é de R$ 6 milhões, na linha para produção. “Nós conhecemos a política original da RioFilme (Sá Leitão foi presidente do órgão até 2014): era de concentração. Mas queremos pluralidade de projetos”, ressalta Júlia Murat, produtora de “Las Herederas”.

O diretor Cacá Diegues considerou o pacote apresentado nesta segunda-feira como muito positivo para o mercado. Para ele, é a modernização de um processo antigo, que agora pode se tornar mais viável.

Na apresentação dos editais, segunda-feira, no Cine Odeon, o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, disse que a participação do Fundo Setorial do Audiovisual vai ser mais agressiva na distribuição, em alusão não apenas à linha de fomento que vai destinar R$ 28 milhões ao setor, mas também à dos R$ 150 milhões, que contemplará produtoras que tenham contrato firmado com distribuidoras.

Questionado se isso – somado ao fato de as linhas de modalidade automática deixarem de ter análise de mérito porque já terão o “crivo” de uma distribuidora, garantindo o lançamento da obra – não daria “superpoderes” às distribuidoras, ele negou.

Detalhamento

O diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, detalhou como serão distribuídos os R$ 150 milhões: R$ 62,5 milhões para produtoras proponentes e a mesma quantia para distribuidoras proponentes. Os R$ 25 milhões restantes serão reservados para produtoras e distribuidoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por determinação legal, assim como para a região Sul e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

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