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Muito além da “world music” 

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PUBLICADO EM 06/07/14 - 03h00

Quando Igor Costoli e outros fundadores do programa “Invasões Bárbaras” começaram a produzir a programação que ia ao ar diariamente em pequenas pílulas, a partir de 2006, na rádio UFMG, uma visão em mente era evitar estereótipos. Encontrar a música de países espalhados pelo globo requeria, assim, um cuidado maior do que o apanhado sem nenhum critério identificado em torno do rótulo de “world music”.
 

“Essa expressão começou a ser usada para qualquer coisa, estabelecendo uma categoria de gênero que não dá conta da história do músico nem do pertencimento dele a determinada cultura local. Por exemplo, eu poderia chegar numa loja de discos na Argentina e encontrar na seção de ‘world music’ um álbum de um cantor angolano ao lado de outro de Milton Nascimento”, observa Igor Costoli.

De acordo com ele, o olhar que orienta a continuidade do projeto até o presente tenta evitar também alguns clichês, como o já batido repertório de “chansons” francesas ou a música eletrônica alemã. “Quando fazemos essas seleções, nós conseguimos, mesmo no gênero eletrônico, mostrar artistas da Alemanha sem passar pelo já conhecido Kraftwerk. Algo interessante identificado lá também é uma cena de reggae que pouca gente tinha notícia. Isso é o mais interessante para nós”, afirma ele. 

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