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O 'crazy samba' do Azymuth

Trio dá uma pausa em sua intensa agenda internacional para apresentação única e gratuita em BH, neste sábado (15), na praça Floriano Peixoto

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Ivan “Mamão” Conti, Kiko Continentino e Alex Malheiros integram a formação atual do Azymuth
PUBLICADO EM 14/09/18 - 03h31

“Uma usina de sons, uma combustão”. As palavras escolhidas pelo músico Kiko Continentino têm por objetivo definir o grupo que ele orgulhosamente passou a integrar: o antológico Azymuth. “Um trio que já foi apontado algumas vezes pela imprensa como ‘a maior orquestra de três homens’”, complementa o pianista, tecladista e compositor mineiro, que conversou com a reportagem de Barcelona, onde o Azymuth cumpria mais uma etapa de sua agenda europeia junto ao cantor e compositor Marcos Valle.

Com vários compromissos no horizonte – inclusive uma apresentação na república da Geórgia –, o Azymuth encontrou um respiro para um breve retorno ao Brasil. A boa notícia é que o hiato dá direito a uma apresentação, gratuita, em Belo Horizonte, neste sábado (15), a partir das 19h30, na praça Floriano Peixoto.

Na Catalunha, no momento da entrevista, como tem sido praxe, Kiko se flagrou “numa correria danada”. “Conseguindo mal dormir”, confessou o artista, que, mesmo cansado, exultava com o feedback aferido por lá, na Sala Apolo. “Pertinho das ramblas. Foi uma apresentação para pista, para a garotada – e teve casa lotada”, brinda ele, que também ressalta os shows nas casas Porgy and Bess, em Viena; no Bravo Caffe, em Bolonha; no New Morning, em Paris; e no Hideaway, em Londres (no caso, duas apresentações). “A estreia em Portugal foi linda, no Beleza, no Cais do Sodré. Ah, e também passamos pelo festival Dimensions, na Croácia, um evento com uma organização incrível, e depois Roterdã, onde fizemos um show, num parque público, lotado também, e Amsterdã”, enumera.

Continentino, vale lembrar, passou a responder pelo terceiro vértice do grupo – formado no Rio de Janeiro em 1973 – há três anos e meio.

Na verdade, após a morte de José Roberto Bertrami (aos 66 anos, em 2012, por insuficiência hepática), outros instrumentistas assumiram os teclados junto aos dois remanescentes da formação original, Alex Malheiros (baixo) e Ivan “Mamão” Conti (bateria), até Kiko assentir ao convite “com um misto de felicidade e responsabilidade”. Ambos os sentimentos são creditados, pelo próprio músico, ao vulto do Azymuth: “Eles têm uma carreira discográfica que abarca mais de 30 títulos, lançados ao redor do mundo, nos EUA, na Europa, no Japão e, claro, no Brasil. Tocaram em novelas (hits como “Na Linha do Horizonte”, que também integrou a trilha do filme “Bendito Fruto”), são referência mundial para músicos e, não bastasse, cultuados por DJs”.

O Azymuth, vale lembrar, tem em seu currículo credenciais como a de ter sido o primeiro grupo brasileiro a tocar no Festival de Montreux, na Suíça, em 1977. E já dividiu jams com o trompetista Dizzy Gillespie e o cantor Al Jarreau. No ano passado, o trio lançou o elogiado disco “Fênix”. O músico lembra que, nos dias atuais, o Azymuth vem participando de festivais tanto de jazz quanto de música popular ou eletrônica, seja em teatros, clubes de jazz ou boates. “Aqui, na Europa, é notório o fato de a garotada acompanhar o Azymuth. O grupo sempre teve o jazz presente, ao mesmo tempo em que agrega o groove, a música dançante, o soul, o rock’n’roll, o samba e outros ritmos brasileiros diversos. É ter um legado e, ao mesmo tempo, apontar para novas direções. O som é uma mistura disso tudo – a tal combustão que citei. Na Europa, fala-se em ‘crazy samba’”, finaliza.

 

Clássicas e novas no roteiro para BH

E é de tal vulto a agenda do Azymuth que Continentino pontua que, desde que entrou no grupo, já foram mais de dez viagens internacionais a bordo de três grandes turnês. “Daqui a duas semanas, por exemplo, vamos cruzar o oceano de novo, para ir à república da Georgia, para um show (dia 28, em Tbilisi) a convite do governo. E, mais uma vez, quem clama pela nossa presença é a juventude”, enfatiza.

Continentino adianta que, em Belo Horizonte, o trio vai mostrar pérolas como “Partido Alto” e “Linha do Horizonte”. “Mas também material fresco, do ‘Fênix’. Dele, vamos incluir ‘Villa Mariana’, parceria de nós três, e ‘Orange Clouds’, que dedico aos três formadores do Azymuth. E, ainda, ‘Papa Samba’, que o Mamão dedica ao Alex”, explica.

Para além desta apresentação, o Azymuth tem, em curso, vários projetos em associação com outros artistas – além do já citado com Marcos Valle, há ações programadas com Odair José, Hyldon, Carlos Dafé, Racionais MC’s e com o rapper Rincón Sapiência. “Em outubro, no Rio, vamos convidar Zélia Duncan para o projeto Sunset Caixa Instrumental. E estamos pensando em um disco com convidados diversos, gente que participou da trajetória do Azymuth em várias épocas. Enfim, são milhões de projetos”, afirma.

Em tempo: no show deste sábado, a abertura ficará a cargo de Matheus Barbosa e Marcus Abjaud.

Agenda

O que. Show do Azymuth

Quando. Sábado (15), a partir das 19h30

Onde. Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia

Quanto. Gratuito

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