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Música

Oswaldo Montenegro: nostalgia, afeto e serenata

Oswaldo Montenegro apresenta show que reúne obras em homenagem ao espírito seresteiro

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Oswaldo volta a BH, terra que desperta nele um arsenal de saudades
PUBLICADO EM 10/08/18 - 03h00

Aos 8 anos, Oswaldo Montenegro mudou-se com os pais do Rio de Janeiro para São João del Rei. Nostálgico, o cantor e compositor lembra dos anos que passou na cidade histórica mineira, onde deu seus primeiros passos em direção à música.

Foi em São João que aprendeu os primeiros acordes de violão com o mestre Mendes, viveu a experiência como carregador do contrabaixo de Chico Bagunça e se encantou com as canções italianas de Francesco Caputto.

“A serenata é 50% da minha obra, está na fundação. É a base do que faço e do que sou. Foi lá que aprendi a ligar a música ao afeto”, revela o artista.

Neste sábado (11), no palco do Palácio das Artes, o eterno Menestrel apresenta “Serenata”, show em que reúne parte de seu repertório para homenagear o espírito seresteiro e o clima das noites do interior mineiro.

Montenegro conta que foram as personagens boêmias da bucólica São João que o inspiraram a se tornar um artista. “Eram figuras doces e loucas, muito ligadas a esse aspecto mais carinhoso do ser humano”, afirma o músico.

Ele recorda com bom humor de uma peculiar semana em que, ao lado de Chico Bagunça, saiu tocando em frente a várias casas a pedido do amigo, que dizia estar à procura da noiva. No entanto, ainda criança e ingênuo, Montenegro não perceber que as casas diante das quais tocavam era da zona de meretrício.

Aos 15 anos, Montenegro mudou-se novamente, desta vez para Brasília.

Para ele, foi um choque cultural absoluto. “Brasília era o avesso de São João del Rei. São João com suas ruas estreitas, e Brasília com aquela ruas imensas, parecendo autorama. São João remetendo ao passado, e Brasília pretendendo apontar o futuro. Em São João não havia solidão, já em Brasília a gente sentia a solidão quase estrangular”, diz.

Para ele, voltar a Belo Horizonte desperta saudades do período que morou no Estado. “Minas é minha terra preferida, não me conformo de não morar aí. Minas é sempre alegre e doce, mas com uma ponta de melancolia que essas montanhas -rovocam”, afirma.

Na tela. Montenegro está trabalhando também em um projeto na TV, no Canal Brasil, no qual assina a direção da série “De Sonhos e Segredos”, em que a vida de pessoas comuns é interpretadas por atores em uma sessão de terapia em grupo. A série está na segunda temporada. Ele também caminha para a estreia de seu próximo longa, dedicado ao público infantil: “A Chave do Vale Encantado”.

De cenário intimista, composto por lampiões, “Serenata” aproxima artista e público, e ele promete atender pedidos da plateia. Certo mesmo no repertório, “Lua e Flor”, “Bandolins” e “A Lista”. Em cena, ao seu lado, Sergio Chiavazzoli (bandolim), Madalena Salles (flauta) e Alexandre “Meu Rei” (viola de 12 cordas).

Serviço. Oswaldo Montenegro, sábado (11), às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 11, às 21h. A partir de R$ 110 (inteira)

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