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Palco Hip Hop ‘migra’ para o Rio

Artistas mineiros vão se apresentar na primeira edição fluminense de festival com raízes em BH

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Douglas Din é um dos principais nomes da história do Palco Hip Hop
PUBLICADO EM 10/10/18 - 03h00

Douglas Din não demora mais que um verso na canção “Político” para dar seu recado – “Me diga a que causa tu adere” –, mas não fica só nisso: ele é seguido por uma avalanche de questionamentos sociais e, obviamente, políticos. Esse espírito de contestação e resistência que acompanha o rapper e tantos outros do estilo, crucial para fomentar uma cena no Estado, fica evidenciado em eventos como o Palco Hip Hop – festival que agora vai ampliar suas fronteiras e levar essas reflexões e poesias provocadoras para o Rio de Janeiro, em sua primeira investida em solo carioca, de sexta-feira a domingo.

Criado em 2011 e tendo que superar muitas adversidades para se manter, como a falta de verba que impediu a realização das edições de 2013 e 2014, o Palco Hip Hop vem tendo um 2018 verdadeiramente produtivo e que culmina nesse diálogo com a cena do Rio.

“A gente conseguiu efetuar duas etapas do festival em Belo Horizonte neste ano. E, na raça, veio essa possibilidade de circulação do projeto fora do Estado, algo que raramente acontece diante de dificuldades de custo e de articulação que se impõem”, destaca o idealizador e gestor do projeto, Victor Magalhães.

A escolha dos artistas que se apresentarão no Rio se deu por meio de uma curadoria. A lista de representantes mineiros engloba nomes como Eduardo Sô, DJ Roger Dee, Silvia Kamyla e o já citado MC Douglas Din, um dos membros da Família de Rua, coletivo responsável pela criação do Duelo de MCs. Eles se juntarão a fluminenses como Luciana Monnerat, Bia Monteiro, DJ Evehive e DJ Seduty. E, junto com tantas atrações desse porte, está a missão que acompanha o hip hop há 45 anos, quando a vertente se originou.

“O rap é a música mais contestadora que existe. Ele nos abre os olhos. É missão do estilo promover reflexões às pessoas. Acredito que sempre foi assim, e o Palco Hip Hop tem esse papel também”, pondera Magalhães, que aproveita a deixa para ressaltar que o evento no Rio debuta de forma ainda mais urgente.

“O hip hop é resistência. O atual momento no país é delicado, e o hip hop sempre vai estar do lado de quem é vítima desse processo todo de opressão em que vivemos. As minorias sempre vão estar juntas para lutar por seus direitos. Vamos redobrar essa militância e seguir acreditando em tempos melhores”, destaca o idealizador do evento.

Saiba mais

Viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, o Palco Hip Hop edição Rio acontece na Arena Carioca Dicró e no Oi Futuro Labsônica. Além dos shows, haverá workshops. A entrada é gratuita.

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