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Rio de Janeiro

Polícia investiga roubo de obras de arte que estavam a caminho de BH

Cerca de 50 peças do artista Isaque Pinheiro, que vinham para BH, estavam em caminhão interceptado por bandidos

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Acervo. Entre os itens roubados estavam obras de arte esculpidas em madeira por Isaque Ribeiro
PUBLICADO EM 05/12/18 - 03h00

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar o roubo de cerca de 50 obras do artista português Isaque Pinheiro, no dia 27 de novembro, na rodovia Presidente Dutra, na altura de Belford Roxo, cidade da região metropolitana da capital fluminense.

As obras estavam sendo trazidas em um caminhão para Belo Horizonte e fariam parte da exposição “AcorDo Rei”, da dotART Galeria, aberta ao público no dia 1º. “É muito triste, um sentimento ruim, porque ali estavam presentes matrizes talhadas em madeiras de trabalho que eu não vou conseguir reproduzir. Você cria uma relação afetiva com a obra”, lamenta Pinheiro. Segundo ele, foram roubadas 45 gravuras, além de cinco esculturas que deram origem às obras. Ele avaliou a coleção em aproximadamente € 60 mil (cerca de R$ 260 mil).

As peças estavam expostas no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e seguiam para a capital mineira, onde se juntariam a outros objetos que compõem a exposição “AcorDo Rei”. “Sobraram algumas lâminas, que não estavam no Paço Imperial e que já estavam expostas aqui, na galeria”, comenta Wilson Lázaro, diretor executivo da dotART. “O transporte e o cuidado com as obras são responsabilidade nossa. Nós fizemos tudo dentro dos parâmetros da lei”, completa.

Para ele, apesar do grande prejuízo financeiro para a galeria, quem perde mais é o artista. “Se a gente pensa no futuro, é o artista o mais prejudicado. Pois ele fica sem currículo, sem ter obras para circular e, consequentemente, sem participar de outras mostras em espaços artísticos”, ressalta Lázaro.

Apesar da tristeza com a perda de suas obras, Ribeiro se mostra otimista e diz que a recuperação dos trabalhos daria uma ótima narrativa para sua carreira. “São essas histórias que ficam. Tomara que as obras sejam recuperadas para que isso se transforme numa grande história para ser contada”, torce o artista.

Isaque Pinheiro nasceu em Lisboa, em 1972, e vive na cidade de Porto, onde fica seu ateliê. O artista trabalha com esculturas e faz uso de objetos do cotidiano descontextualizados, valendo-se da técnica do ready-made, de Marcel Duchamp.

O crime

Segundo a assessoria da dotART Galeria, o motorista do caminhão foi abordado pelos criminosos e obrigado a sair do veículo, que foi encontrado pela polícia poucas horas depois, no Complexo do Chapadão, que fica a cerca de 10 km de Belford Roxo.

A dinâmica do roubo ainda não foi esclarecida. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 

Peças furtadas voltam à Biblioteca Nacional

O Instituto Itaú Cultural devolveu nesta segunda-feira (3) mais quatro obras raras que haviam sido furtadas da Biblioteca Nacional em 2004 e que estavam em sua coleção “Brasilianas”, na avenida Paulista, em São Paulo.

As peças são a litografia “Rio de Janeiro Pitoresco” (1842-1845), de Buvelot e Moreau, e três desenhos que retratam a Amazônia, feitos entre 1865 e 1868, por Franz Keller-Leuzinger.

As quatro obras haviam sido vendidas ao Itaú Cultural pelo colecionador Ruy Souza e Silva, que ajudou a formar a coleção e que também é ex-marido de Neca Setubal, uma das herdeiras do banco. Ao jornal “O Globo”, Souza e Silva se disse “indignado” com as acusações, que ele afirma ser “inteiramente mentirosas”.

Ajude!

Quem tiver informações sobre a localização das peças pode escrever para contato@dotart.com.br. Pistas podem ser repassadas de forma anônima pelo WhatsApp ou Telegram do Portal dos Procurados do Rio de Janeiro, no telefone (21) 98849-6099, e pela Central de Atendimento, (21) 2253-1177.

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