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Artes cênicas

Prefeitura garante FIT em 2010

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Sentimento. Os curadores Richard Santana e Eid Ribeiro se dizem frustrados com os acontecimentos
PUBLICADO EM 30/03/10 - 18h23

Em um período de apenas cinco horas, das 10h às 15h de ontem, vários fatos mudaram o rumo da história que se refere à realização da 10ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH).

A manhã de terça-feira começou com entrevista coletiva dos curadores do evento, Eid Ribeiro e Richard Santana, que informaram suas respectivas demissões do cargo. Os dois encaminharam uma carta aberta à presidente da Fundação Municipal de Cultura, Thaís Pimentel.

Diante da demissão de seus companheiros de equipe, Carlos Rocha, coordenador geral do FIT, mais conhecido como Carlão, disse ao Magazine, por volta das 12h, que teria que reavaliar como se daria a produção da edição que aconteceria em 2011, já que profissionais importantes para a realização do festival haviam se desligado- incluindo a diretora de produção, Ana Luiza Bosco, que se demitiu em fevereiro. Mas, três horas depois, a Prefeitura e a FMC anunciaram, em comunicado oficial, a manutenção da edição deste ano do FIT, sendo que Carlão não foi consultado ou sequer informado de tal decisão. Isso quase levou a mais uma baixa na equipe, com a saída de Carlão da coordenação do evento, mas ele voltou atrás em sua decisão após reunir-se com a presidente da FMC na tarde de ontem e disse que irá fazer seu "último exame de consciência" até dar sua resposta definitiva, mais tardar até o início da tarde de hoje.

Segundo Thaís Pimentel, após perceber a reação da classe artística e da sociedade civil diante do adiamento da 10ª edição, ela e o prefeito Marcio Lacerda decidiram rever a decisão anunciada há duas semanas. "O anúncio do adiamento não foi um ato impensado. Mas, diante das reações ao que dissemos, foi necessário avaliar todas as situações que se colocavam. Anunciamos o adiamento achando que seria a melhor atitude, mas, ao fazê-lo, escutamos o retumbar dos tambores, o que nos deixou atentos", justifica a presidente da FMC sobre a mudança de posição da instituição.

"Avaliamos também internamente sobre aquelas questões que a curadoria dizia ser intransponíveis para a realização do evento e chegamos à conclusão de que podem ser superadas. Eles nos falavam que, no entendimento deles, o FIT estaria comprometido. Avaliamos que é possível reverter esse quadro, existe uma pré-produção realizada por eles, que foi fundamental e será uma base para o nosso trabalho. Eles trabalhavam com o que seria desejável, e vamos partir da ideia do possível", diz a presidente da FMC.

Thaís disse ainda que houve um ruído de comunicação com Carlão e que se reuniria com ele no fim da tarde de ontem. Mas que, se a demissão do coordenador do FIT for confirmada, terá que pensar novos nomes para o cargo, assim como para a curadoria. "No serviço público é assim, as pessoas entram e saem", justifica ela, que, ainda assim, garante que a edição deste ano será realizada mesmo que tenha que ser criada uma nova equipe de trabalho. "O único meio que eu tenho como garantia é a minha palavra", diz.

Carlão se reuniu com a diretoria da FMC e com a presidente da Fundação, quando ouviu pedidos para que continuasse no cargo. "Vou conversar com o Roberto (Teixeira, diretor de logística), para saber até que ponto essa missão impossível será possível, quais as companhias tenho para fazer. Sozinho não tem jeito", diz Carlão.


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