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Residência de performance

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PUBLICADO EM 19/07/12 - 18h29

De hoje até a próxima quarta-feira, quatro artistas estrangeiros, vindos de diferentes países da América Latina, vão criar e apresentar performances que dialogam com o espaço urbano, além de trocar ideias com pesquisadores locais, incumbidos de acompanhar e registrar as ações que serão desenvolvidas. Essa é a proposta da 10ª edição do projeto Perpendicular - Encontros na Cidade, que vai promover quatro apresentações abertas ao público, hoje, no domingo, na terça e na quarta-feira da próxima semana. Criado e coordenado por Wagner Rossi Campos, o Perpendicular já teve edições realizadas em cidades como Berlim, na Alemanha, e Bilbao, na Espanha, além de Belo Horizonte e de outras capitais brasileiras.

Os quatro artistas convidados para essa residência criativa de seis dias na capital são o equatoriano Juan Montelpare, o mexicano Yury Hernando Forero, o chileno Gustavo Solar e a argentina Soledad Sánchez Goldar. Farão dupla com eles, respectivamente, os pesquisadores Júlio Martins, Daniel Toledo, repórter do Magazine, o próprio Wagner Rossi Campos e Eduardo de Jesus, todos residentes em Belo Horizonte. "A ideia é que os artistas que vêm de fora se encontrem com esses convidados daqui da cidade para que aconteça a troca entre o olhar estrangeiro e o olhar local. Juan Montelpare, Yury Hernando Forero, Gustavo Solar e Soledad Sánchez vão criar e apresentar performances nos locais previstos. Os pesquisadores vão acompanhar e eventualmente pensar junto essas ações", diz Campos.
Ele destaca que a formação de duplas se presta a incitar a troca de percepções e aproximar a teoria da prática. "Isso é muito importante, porque a performance pede uma lapidação do pensamento. Não se trata só de trazer artistas de fora, como se fosse um festival, mas de criar uma possibilidade de reflexão mais profunda. A função do pesquisador não é só observar e escrever depois, mas entrar no universo do artista que vai acompanhar", diz, acrescentando que tanto a escolha dos artistas quanto dos pesquisadores locais obedeceu a critérios subjetivos.

"Com relação aos convidados de fora, queria que fossem de países diferentes da América Latina, e também que tivessem discursos e pensamentos distintos, porque nos interessa a união entre as diferenças. Tem dentro dessa proposta uma liberdade grande na escolha dos artistas, passa por uma questão subjetiva, e não apenas baseada nas práticas de trabalho deles. Com relação aos pesquisadores, primeiro eles teriam que ser de Belo Horizonte e, segundo, que também tivessem linhas de pensamento diferentes. A maioria deles, aliás, nem é ligada diretamente à questão da performance", aponta.

Essa 10ª edição do Perpendicular vai gerar um catálogo ou livro - o que Wagner ainda vai resolver - e um registro audiovisual das ações propostas. A previsão é de que esses produtos sejam apresentados ao público em fevereiro do próximo ano.

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