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Sala Minas Gerais será inaugurada na próxima sexta 

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Teste de som da filarmonica
Christopher Blair rege a Filarmônica durante os testes
PUBLICADO EM 21/02/15 - 04h00

Com espaço de 32.464 m² e capacidade para 1.477 espectadores, a Sala Minas Gerais tem previsão de abertura para convidados na próxima sexta-feira, dia 27 e, ao público, no dia seguinte, dia 28. No dia 5 de março, começa a temporada 2015 da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, pela primeira vez em sua casa própria. O espaço, no Barro Preto, integra a Estação da Cultura Presidente Itamar Franco, que abrigará também as sedes da Rádio Inconfidência e da Rede Minas de Televisão.

Para Fabio Mechetti, a Sala Minas Gerais inaugura uma nova e frutífera etapa na história da Filarmônica. “Muitos falaram que dobramos o nosso número de concertos. Mas, na verdade, antes deixávamos de fazer metade deles por conta dessa falta de espaço. Agora, sim, teremos uma agenda ativa e um local que é nosso”, pontua o regente.

Mechetti destaca a importância da sala para o desenvolvimento da Filarmônica. “Quanto mais tocam, mais os músicos melhoram. E agora ninguém vai precisar sair da sala para ensaiar”, ressalta Mechetti, lembrando que o local conta com salas de estudos para os instrumentistas, divididas por naipes.

Para José Augusto Nepomuceno, responsável pela arquitetura e coordenador da equipe de acústica da sala, esse foi um dos desafios do projeto arquitetônico. “É complicado quando você tem que pensar em um espaço aberto ao público, mas que também é local de trabalho dos músicos. Deve-se ter cuidado para acolher a todos”, afirma. A Sala Minas Gerais ainda é formada por três amplos foyers para cada nível de acesso, todos com café e toaletes.

Com os testes acústicos – que ainda acontecem hoje e amanhã –, Mechetti se diz satisfeito com as primeiras respostas da sala, mas ressalta que a temporada de experimentações está apenas começando. “Na verdade, faremos testes ao longo de todo o ano, durante o programa”, diz.

Para o engenheiro de som norte-americano Christopher Blair, os músicos ainda estão aprendendo a tocar no novo ambiente. “É como tocar um Stradivarius pela primeira vez. Você não sai tocando, tem que aprender, observar as respostas do instrumento”, compara.

O pesquisador e cientista de acústica musical Michael Barron afirma que o trabalho de acústica é como a luthieria de um instrumento musical. No caso da Sala Minas Gerais, ele explica que se trata de uma estrutura híbrida, que combina as melhores características dos dois tipos mais clássicos de salas de concerto. “Ela não chega a ser tradicionalmente retangular, mas tem um espaço grande, que ajuda a difundir o som. Da mesma forma, não é uma arena, um terraço, mas tem um formato que facilita a distribuição da plateia. Em termos de divisão dos assentos, é sem dúvida uma das melhores do mundo”, conclui.

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