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Novela

"Tempos Modernos" ainda não cativou o telespectador

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Pontos altos. Os casais formados por Leal e Hélia e Zeca e Nelinha são apontados por especialistas como os pontos fortes de
PUBLICADO EM 18/02/10 - 19h47

São Paulo. Pouco mais de um mês após a estreia, "Tempos Modernos’’ parece não ter conseguido segurar em frente à TV o público da antecessora, "Caras & Bocas’’. A novela de Bosco Brasil estreou em 11 de janeiro e registra até agora média de 22 pontos, a pior do horário se comparada às últimas cinco tramas das 19h.

Elementos incomuns na teledramaturgia e personagens que estão distantes do cotidiano da vida real, como a vilã Deodora, que luta o tempo todo, são citados pelos especialistas como algumas razões para a trama ainda não ter decolado.

Para Claudino Mayer, especialista em novelas da USP, o problema é a falta de equilíbrio entre ficção e realidade. "As cenas de luta, por exemplo, estão muito fora da realidade. O núcleo da galeria não se parece em nada com roqueiros de verdade’’, afirma.

Newton Cannito, doutor em TV digital pela USP e criador do programa "9MM’’, afirma que a trama errou ao ousar "pela metade’’. "É importante dizer que o Bosco tem um texto muito bom, só que muitas vezes o texto é mais inovador do que a direção’’, avalia o especialista.

"Meu personagem, por exemplo, tem vários diálogos em que fala de esoterismo, e isso pode ser algo a que o público não está acostumado’’, diz o ator Otávio Müller, que vive dr. Bodanski.

O ator Antônio Fragoso, intérprete de Zapata, completa. "Acho o texto do Bosco muito inteligente e ágil. O público tem de ver mais um pouquinho para gostar, não é uma novela em que você vê um capítulo e já gosta".

Thiago Rodrigues, que vive Zeca, o mocinho da trama, diz que a audiência não preocupa o elenco. "As pessoas têm de parar com essa cobrança quase olímpica. O importante é que a gente adora a novela e se diverte fazendo’’, fala o ator. A trama dele com Nelinha e a de Leal com Hélia, aliás, são citadas como os pontos fortes da novela, pelo dinamismo que carregam ao longo da história das 19h.

Embora nesta semana tenha acontecido um grupo de discussão sobre a trama, nenhuma reestruturação foi confirmada. "Esses grupos são regra na Globo desde 1970. Sempre acontecem na terceira ou na quarta semana de exibição e na segunda metade da novela’’, diz Aguinaldo Silva, supervisor de texto da trama.

A Globo justifica com fenômenos naturais a audiência. "O calor é um dos motivos para a queda no número dos televisores ligados. Em São Paulo, a chuva também tem influenciado. A novela está seguindo seu curso normal. O dinamismo que pode ser visto nos últimos capítulos faz parte do desenvolvimento natural da história’’, disse a emissora em comunicado.

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