Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Politica cultural

Troca de comando na Fundação Municipal de Cultura

Fabíola Moulin assume a Fundação Municipal de Cultura, no lugar de Romulo Avelar, que pediu exoneração

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Capturar.JPG
PUBLICADO EM 08/08/18 - 03h00

Durou menos de um ano a passagem de Romulo Avelar na presidência da Fundação Municipal de Cultura (FMC). Nesta terça (7), além de oficializar o desligamento de Avelar da fundação, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a artista plástica e atual diretora de museus da fundação, Fabíola Moulin, como sua substituta.

Ao justificar sua saída, Avelar disse ser “uma questão de fase de vida”. “Eu queria algo mais tranquilo. Lá (na fundação) é muito intenso e complexo. Estou fazendo uma opção de vida mesmo, deixando esse turbilhão e voltando à função de gestor cultural”, disse.

Fabíola não foi pega de surpresa, já que Avelar havia feito seu pedido de exoneração junto ao secretário de municipal de Cultura, Juca Ferreira, no dia 10 de julho. “Eu tinha duas opções: trazer alguém de fora da FMC ou efetivar alguém daqui. E a Fabíola é preparada, está integrada na secretaria”, afirmou Ferreira.

A nova presidente da FMC, que assume o cargo nesta quarta-feira (8), espera dar continuidade ao trabalho do antecessor. “A gente tem estruturado, já há algum tempo, o Circuito Municipal de Cultura, que é um dos projetos estratégicos da Prefeitura. Temos que pensar na cidade como um todo, pensar em todos os territórios, criar um circuito de diálogo. Tem também o programa da Pampulha (Bolsa Pampulha), o qual já demos alguns passos. E outros serão dados em breve. Há projetos já desenhados e discutidos com a sociedade civil, e a gente vai encaminhá-los”, declarou Fabíola.

O fato de uma mulher comandar a FMC também implica um novo olhar para área cultural da cidade. “Representatividade é sempre importante, assim como a diversidade”, enfatizou.

Para Fabíola, é importante manter uma cena cada vez mais efervescente em todas as áreas e preservar o diálogo com os artistas da cidade e os de fora que existe nos grandes festivais, como a Virada Cultural e o Festival Internacional de Teatro (FIT). “Na política cultural como um todo, é fundamental mesclar aquilo que a gente traz de fora com aquilo que reverbera aqui na cidade. É necessário esse diálogo”, destacou ela, que estava à frente da diretoria de Museus da FMC desde 4 de setembro de 2017.

Orçamento. Fabíola chega num momento em que ainda não está decidido quanto será destinado à cultura na cidade em 2019. No dia 25 de julho, o Conselho Municipal de Política Cultural (Comuc) aprovou um orçamento de R$ 75,3 milhões. Mas o valor ainda será analisado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão e, posteriormente, encaminhado para a Câmara Municipal, podendo sofrer alterações – e apenas parte dele será destinado à FMC.

Neste 2018, dos R$ 80,59 milhões destinados ao setor, quase R$ 60 milhões ficaram nas mãos da instituição, cerca de R$ 2,5 milhões a mais que o montante de 2017.

 

Classe artística aprova, mas quer resultados

A mudança de gestão da FMC repercutiu de diversas formas na classe artística da cidade. “Eu acho que é uma mudança positiva. A Fabíola já esteve em outras ocasiões na gestão pública municipal, além de ser uma profunda conhecedora da área do patrimônio e das artes visuais”, comentou o ator Leonardo Lessa.

Apesar da saída precoce de Romulo Avelar, há a expectativa, por parte de alguns, de um fortalecimento do corpo cultural da cidade. “Espero que ela (Fabíola) consiga ampliar e consolidar ações que vêm sendo feitas, como o Bolsa Pampulha”, opinou o artista plástico Lucas Dupin. 

Porém, nem todos são otimistas. Na visão do cantor e compositor Makely Ka, há muito a ser feito. “Atualmente existem demandas de setores sobre a instituição porque o governo estadual deixou a desejar em questão de investimento na área da cultura e acabou sobrecarregando o município. É preciso fazer mais”, disse.

 

Quem é ela?

Fabíola Moulin. Artista visual, curadora, educadora e gestora cultural; foi coordenadora de artes visuais do Museu de Arte da Pampulha entre 2007 e 2010; diretora de programação e gerente de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado entre 2010 e 2014; coordenou o projeto Noite Branca no Parque em 2012; diretora de Museus da FMC desde 4 de setembro de 2017.

 

Linha do tempo da FMC

1.1.2005. Instituída a Fundação Municipal de Cultura (FMC) de Belo Horizonte.

17.8.2017. O administrador, produtor e gestor cultural Romulo Avelar é anunciado como presidente da FMC; ele assumiria o cargo somente em setembro.

30.8.2017. É anunciada a criação da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

4.9.2017. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) oficializa a criação da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, tendo Juca Ferreira como titular da pasta. A FMC passa, então, a ser comandada por Romulo Avelar.

10.7.2018. Romulo Avelar comunica a Juca Ferreira sua saída da presidência da FMC.

7.8.2018. Fabíola Moulin assume a presidência da FMC.

O que achou deste artigo?
Fechar

Politica cultural

Troca de comando na Fundação Municipal de Cultura
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter