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Um bandido convincente

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Marca. Babu vê certa vantagem em interpretar um tipo bandido, pela carga expressiva que o papel oferece
PUBLICADO EM 20/05/08 - 18h05

A cara carrancuda, o farto corpo que carrega uma massa de 97 kg em 1,83 m de altura e o temperamento extravagante fazem do ator Babu Santana uma presença forte em cena. Seja no teatro, em espetáculos do grupo Nós do Morro, no cinema, nas várias produções em que o ator tem trabalhado nos últimos anos, ou na televisão, em seriados e na novela "Duas Caras", da TV Globo.

Apesar de na vida real Babu - nascido há 28 anos no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro - encarnar um personagem simpático, humilde, generoso e pai de Laura, 5, e Carlinhos, 4, aqueles elementos que caracterizam sua figura e que vão com ele para a cena têm lhe feito cair em uma série interminável de personagens maus, ligados à bandidagem. No cinema, começa com Roque, de "Uma Onda no Ar", que preferia o caminho do "dinheiro fácil" do crime para manter a rádio Favela, e chega até Bijú, o "chefe de cela" que abusa do poder em "Estômago", atualmente em cartaz nos cinemas de Belo Horizonte. "Antes eu até tinha medo de ficar estigmatizado. Porém, eu não classifico meus personagens de bandido e não-bandido, mas da colocação e do peso que eles têm na história. Além disso, tudo o que pode vir contra mim eu uso de mola propulsora", diz Babu, prevenindo-se de possíveis preconceitos. Ele vê ainda certas vantagens em interpretar o tipo bandido, pela carga expressiva que ele geralmente carrega e pelas "ferramentas" que exige em cena.

Babu Santana iniciou profissionalmente sua carreira de ator no grupo teatral Nós do Morro, fundado há 22 anos, no mesmo Vidigal. Mas apesar de se manter firmemente engajado no trabalho do grupo - inclusive, estréia em breve o espetáculo "O Alienista", musical adaptado do conto de Machado de Assis -, o ator parece ter encontrado no cinema a veia principal para injetar seu talento.

Em apenas 28 anos de vida, ele já participou de 17 produções, entre 2002 e 2008. "O cinema roubou meu coração. Não pelo volume de trabalho, mas como processo", declara Babu. "O teatro é quase uma religião pra mim. Mas eu me vejo muito como ator de cinema. Ali tem todo um movimento, desde quando surge o argumento na sua cabeça, a preparação do ator. É interessante também como o cinema agrega as pessoas numa produção que pode durar dois anos. E você se sente especial com o tanto de cuidado que recebe. Já o teatro é a higiene corporal do ator", diz Babu, que acaba de terminar as filmagens de "Plastic City", produção chinesa realizada em São Paulo, e se já prepara para começar as filmagens de "Chic no Último", que terá direção de Alain Fresnot.

Trajetória
Desde que iniciou sua carreira de ator, Babu Santana trabalhou em diversas obras,
cinematográficas, teatrais e televisivas.

Cinema

"Uma Onda no Ar" (de
Helvécio Ratton, 2002)
"Cidade de Deus" (de
Fernando Meirelles, 2002)
"Quase Dois Irmãos" (de
Lucia Murat, 2004)
"Redentor" (de Cláudio
Torres, 2004)
"Batismo de Sangue" (de
Helvécio Ratton, 2006)
"Estômago" (de Marcos
Jorge, 2007)
"Maré, Nossa História de
Amor" (de Lucia Murat,
2007)
"O Estado do Mundo" (de
Ayisha Abraham e Chantal
Akerman, 2007)

Teatro

"Burro sem Rabo, ou..." (do
Nós do Morro, 2004)
"Sonhos de uma Noite de
Verão" (do Nós do Morro,
2005)

Televisão

"A Diarista"
"Duas Caras"

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