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CRÍTICA

Uma excelente história de ação em "X-Men: Dias de um Futuro Esquecido"

Wolverine viaja no tempo para salvar o mundo em novo filme dos mutantes

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Evan Peters
Notável. Evan Peters interpreta o mutante Mercúrio, protagonista de uma das cenas mais divertidas
PUBLICADO EM 22/05/14 - 03h00

Depois do desgaste que a imagem dos X-Men sofreu com o último filme da primeira trilogia, “X-Men – O Confronto Final”, ficou difícil acreditar que outros longas sobre os mutantes pudessem ser bem-sucedidos. Então, veio “X-Men: Primeira Classe” (2011), dirigido por Matthew Vaughn, que surpreendeu com as bem-executadas cenas de ação e enredo consistente, que misturava fatos reais à história dos mutantes. Essa fórmula continua (muito bem aplicada) em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, que estreia hoje nos cinemas brasileiros.

Nem a mudança de diretor – desta vez o longa é assinado por Bryan Singer – prejudicou a continuação da saga, pelo contrário. Singer conduziu sobriamente a conflituosa relação entre Charles Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) sem a tornar cansativa e a inserção de Wolverine (interpretado pela sétima vez por Hugh Jackman) como um protagonista que não ofusca, pelo menos não completamente, a aparição de outros relevantes personagens da história.

A trama começa em um futuro apocalíptico, no qual tanto humanos quanto mutantes são caçados e escravizados pelos robôs conhecidos como Sentinelas. Alguns mutantes, porém, continuam livres e lutam pela sobrevivência. Aí, logo de cara, ocorre uma impressionante luta, que não só apresenta os cultuados personagens dos quadrinhos Bishop (Omar Sy), Blink (Fan Bingbing), Mancha Solar (Adam Canto) e Apache (Booboo Stewart), mas também indica o nível técnico que permeará o longa.

Sem esperanças de vencer as Sentinelas, Charles Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) concordam em enviar a consciência de Wolverine de volta ao passado utilizando o (novo) poder de Kitty Pryde (Ellen Page). O herói de garras deve evitar que o responsável pela criação dos robôs, Bolivar Trask (Peter Dinklage, de “Game of Thrones”), seja assassinado por Mística (Jennifer Lawrence) e, assim, impedir o desenvolvimento e dominação das máquinas.

De volta a 1973, sem o esqueleto de adamantium mas com o mesmo senso de humor, Wolverine tem que persuadir os então jovens Charles Xavier e Magneto a lhe ajudarem a deter Mística. Nesta fase de “recrutamento”, que poderia ser inteiramente massante para os olhos dos espectadores acostumados com enredos baseados em uma viagem do tempo para salvar o mundo, dois fatores não permitem que isso aconteça: os entrelaçamentos são rapidamente resolvidos e a aparição de Pietro Maximoff/ Mercúrio (Evan Peters).

O personagem, cujo poder é o de se mover em uma velocidade imperceptível aos olhos humanos, algo em torno de 400 metros por segundo, não havia aparecido até então devido a embates legais entre a Fox e Marvel. Com a questão resolvida (além de aparecer na saga dos “X-Men”, que é da Fox, estará também no filme “Os Vingadores 2”, da Marvel), ele estrelou, apesar de sua ligeira participação, com a cena de ação mais legal e divertida de todas as franquias.

Chama atenção também a insinuação do envolvimento de Magneto com o assassinato do presidente John F. Kennedy (1917-1963). Não é algo fundamental para o desenvolvimento da trama, mas é um importante conector entre o esqueleto da narrativa e caracterizações e cenografia. As impactantes cenas de ação são um espetáculo à parte. Destaque paras lutas que se passam no futuro, nas quais qualquer piscadela pode gerar uma perda de algo importante, e para o momento em que Magneto levanta um estádio de futebol.

Com tudo isso, “X-men: Dias de um Futuro Esquecido” não só prova que Singer soube dar continuidade ao elogiado trabalho de Vaighn, como coloca o longa com um dos melhores filmes de super-herói já produzidos. E uma dica: aguarde o término da apresentação dos créditos para assistir ao teaser que apresenta o vilão do próximo filme.

Repercussão. A movimentação em torno do novo filme dos X-Men é tão grande
que o grupo hoteleiro Hotelpar decidiu promover em Belo Horizonte uma sessão especial na segunda-feira (26), às 19h20, no Diamond Mall. O evento será para 200 convidados.

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