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Uma guinada na representação do Homem-Aranha

Sucesso de crítica e de público (custou US$ 90 milhões e já rendeu US$ 275 milhões), “Homem-Aranha no Aranhaverso” chega ao Brasil hoje em alta

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Aranhaverso
Longa abre espaço para vários personagens na pele do herói
PUBLICADO EM 10/01/19 - 03h00

Esqueça tudo que já foi feito do herói (talvez com exceção dos dois primeiros filmes dirigidos por Sam Raimi): “Homem-Aranha no Aranhaverso” é o melhor longa do personagem em décadas. Sucesso de crítica e de público (custou US$ 90 milhões e já rendeu US$ 275 milhões), “Homem-Aranha no Aranhaverso” chega ao Brasil hoje em alta. O filme ganhou o Globo de Ouro de melhor animação e já faturou outros 23 prêmios mundo afora. Não bastasse, ainda concorre, como favorito, ao Oscar de animação.

O reconhecimento não é para menos. Criado por Brian Michael Bendis e Sara Pichelli ainda em 2011, o Homem-Aranha negro tem conquistado espaço nas diversas mídias e no coração dos fãs. Já apareceu em desenhos animados, games e, agora, ganha sua história de origem no cinema para o grande público.

No filme, somos apresentados ao personagem Miles Morales: um adolescente afro-americano que admira o Homem-Aranha e tenta se adaptar à sua nova escola de elite e atender às expectativas de seus pais. Enquanto faz um grafite em uma parede de uma estação abandonada do metrô, Morales é picado por uma aranha geneticamente modificada e desenvolve habilidades parecidas com as dos aracnídeos.

O longa é cheio de momentos memoráveis, que ganham brilho extra pela animação estilosa. Apesar de perder um pouco de seu ritmo na metade do filme, na medida em que caminha para o final, “Homem-Aranha no Aranhaverso” recupera o fôlego e apresenta uma conclusão frenética, com reviravoltas emocionantes, superando – e muito – todas as produções do herói até hoje.

Isso porque torna a marca Homem-Aranha algo relevante para a pauta contemporânea de inclusão racial que Hollywood quer preencher. Após anos e anos de negligência por parte das grandes produções, agora a criança de pele escura tem com que se fantasiar sem se sentir desconfortável ou excluída pelo tom de sua pele ou por seus traços étnicos.

E não para por aí. Se utilizando do conceito de “multiverso”, onde várias versões do herói são permitidas, somos apresentados também a uma Mulher-Aranha, uma Menina-Aranha japonesa, um Aranha “dark”, tipo Batman, e um Porco-Aranha. Ainda temos tempo também para o Homem-Aranha meio fim de carreira, que aparece como mentor e seria o mais identificável com os fãs de longa data do personagem, concluindo a gama de inclusão e tornando o filme acessível para todas as idades e todas as gerações de fãs do herói.

“Aranhaverso” talvez se eleve como a animação mais importante da temporada, pela sua relevância dentro da cultura pop e pelo atual contexto, onde a representatividade e as minorias se sentem ameaçadas por motivos que vão além do escapismo fornecido pela película.

*Acir Galvão é ilustrador do jornal O TEMPO e mantém o blog Putz’N Grilla

 

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