Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Literatura

Relato autobiográfico de como é ser mulher

Fernanda Young mostra suas impressões feministas em seu primeiro livro não ficcional, que será lançado nesta quinta (14)

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
k
Fernanda foi roteirista de “Os Normais” (2001), série da Globo
PUBLICADO EM 14/06/18 - 03h00

Fernanda Young, 48, sempre se sentiu à vontade na ficção. Autora de dez romances – dentre eles “Vergonha dos Pés (1995) e “O Pau” (2009) –, a escritora de Niterói até usa de suas experiências pessoais para compor suas histórias, mas os personagens são protegidos com a “desculpa que a ficção traz”, conforme aponta. 

Isso explica a risada nervosa que dá ao fim da resposta sobre como se deu o processo de escrita de “Pós-F: Para Além do Masculino e do Feminino”, sua primeira obra autobiográfica que será lançada hoje à noite, no auditório da Cemig, dentro do projeto Sempre um Papo. “Não foi fácil. Quando escrevo em primeira pessoa, não há mais desculpas, os equívocos não são desculpáveis”, afirma.

Ela, que logo no prefácio do livro adianta não ser “especialista em nada”, foi convidada pela editora Leya para colocar nas páginas sua visão sobre o feminismo. Sua inquietação advém do fato de ela escrever sob a ótica de mulher privilegiada. “Fico muito preocupada em falar algo que prejudique mulheres que não estão em uma mesma situação confortável que a minha”, comenta.

Para escrever sobre o tema, considerado delicado por ela, a escritora precisou aceitar que “falhas são possíveis”. Então, Fernanda prosseguiu na empreitada de redigir crônicas e reflexões dedicadas, especialmente, à desconstrução dos gêneros a partir da equidade. 

“Se não olharmos as coisas sem essa ótica binária, pode-se excluir os indivíduos. O homem está frágil em todas as camadas, e a mulher, mais frágil ainda porque é minoria”, analisa, destacando que o machismo faz mal para ambos os gêneros. 

Pós-feminismo. Ao escolher “Pós-F” para o título, a escritora quis empregar dupla leitura à letra F: Fernanda e feminismo. Para ela, “pós-F” significa um mundo em que gostaria de viver, pautado no amor, no respeito e na sustentação do próprio desejo. “O pós-feminismo é um mundo que sonhei aos 13 anos. Quando eu ia para o colégio, não podia botar um bóton no uniforme, mas eu sempre colocava, porque aquilo já era um ato político”, exemplifica.

Lançamento

Durante o lançamento de “Pós-F”, ocorrerá a entrega simbólica à Secretaria de Educação de mil caixas dos DVDs “Sempre um Papo 2017 – Cultura para a Educação IX”. Cada box contém cinco discos, com 15 palestras promovidas pelo projeto no ano passado.

Agenda

O quê. Lançamento de “Pós-F”, no Sempre um Papo, com Fernanda Young.

Quando. Hoje, às 19h30.

Onde. Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho).

Quanto. Entrada gratuita

O que achou deste artigo?
Fechar

Literatura

Relato autobiográfico de como é ser mulher
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

Comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter