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'13 Reasons Why'

Sem tirar o dedo da ferida

Polêmica série da Netflix ganha nova temporada, que será disponibilizada para o público na sexta (18)

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PUBLICADO EM 17/05/18 - 03h00

São Paulo. Por que fazer uma segunda temporada de uma série sobre uma garota que tirou a própria vida? Especialmente quando tanto a morte quanto os motivos que a levaram ao suicídio foram totalmente destrinchados no primeiro ano. “Que história tem pra contar?” é o que boa parte dos fãs de “13 Reasons Why” (Netflix) se perguntam sobre a decisão do serviço de streaming de produzir os 13 episódios que estreiam na sexta-feira (18).

Alisha Boe, que vive a jovem Jessica Davis, responde. “Há tantas histórias a serem contadas”, diz a atriz. Após uma primeira temporada focada em Hannah (Katherine Langford), ela acredita que os personagens que a cercam merecem ter as próprias histórias ouvidas. “A vida continua depois que Hannah morre e estamos explorando esse lado”, pontua Alisha, que esteve na semana passada no Brasil, acompanhada dos colegas Christian Navarro, que vive Tony Padilla, e Brandon Flynn, intérprete de Justin Foley, para divulgar a série.

Nesta segunda temporada, o foco é o julgamento iniciado pela mãe de Hannah, a garota que comete o suicídio, contra a escola Liberty, onde ela estudava. O objetivo é provar, usando como referência as 13 fitas cassetes gravadas pela jovem em vida – o mote da primeira temporada –, que sua morte veio em decorrência do bullying sofrido por ela no colégio, além de ter sido abusada sexualmente por um colega de classe, que também atacou uma amiga sua, Jessica – a personagem de Alisha Boe, que assume o protagonismo da história. Nos novos episódios, Hannah faz aparições em que dialoga com a consciência do amigo Clay (Dylan Minnette).

Com o fim das fitas, os criadores conseguiram dar fôlego à produção, usando agora fotos polaroides, que podem levar a um crime.

Polêmicas. A discussão sobre abuso sexual vem no momento em que Hollywood fala sobre o tema, após denúncias contra o produtor Harvey Weinstein e outros nomes do entretenimento, como o autor do livro que deu origem a “13 Reasons Why”, Jay Asher, que não tem envolvimento com a produção. “O louco é que o roteiro ficou pronto duas semanas antes de começarmos a gravar, que foi quando saíram as notícias”, relembra Alisha. “Tudo isso me fez perceber como essa história é importante, especialmente para essa geração, que são os próximos líderes”, afirma. Ao mesmo tempo em que repudia a demora histórica para o assunto vir à tona, ela se diz aliviada: “Sou uma jovem atriz nessa indústria e, por causa de todas as mulheres que denunciaram, provavelmente nunca vou lidar com isso na minha carreira”.

Na primeira temporada, além da crueza das cenas de estupro, o momento em que Hannah tira a própria vida causou grande polêmica e fez serviços de prevenção ao suicídio, de vários países, se manifestarem contra a série. “Só queremos que as pessoas tenham conversas abertas sobre saúde mental”, diz Alisha. “Queremos ser uma plataforma para pessoas perceberem que têm responsabilidade sobre elas mesmas”, completa Brandon Flynn.

Diante da gravidade do tema, a Netflix criou alertas. Antes de iniciar os episódios, um vídeo com o elenco anuncia o site 13reasonswhy.info, que direciona os espectadores para centrais de apoio.

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