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Documentário

Uma travessia musical com Milton Nascimento

Série de quatro capítulos sobre o artista, ‘Intimidade e Poesia’ estreia neste sábado (10), na HBO

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Obra. Nos episódios, série traz a visão de Bituca sobre o mundo, a importância da natureza de Minas em sua obra, além de trazer depoimentos de amigos
PUBLICADO EM 09/11/18 - 04h00

O canal HBO estreia neste sábado (10), às 21h, a série documental “Milton Nascimento: Intimidade e Poesia”, que começa no Carnaval, termina na apoteose e mostra na avenida todas as cores da vida e da obra desse artista genial, cujo acervo é essencial não só para a música brasileira como também no cenário mundial. O documentário, resultado da parceria da HBO Latin America com a Santa Rita Filmes, acompanha Milton em uma turnê pelos Estados Unidos, que começou em Nova York, na costa leste, e terminou em São Francisco, na costa oeste. A série estreia também em outros países da América Latina a partir do dia 13 deste mês.

Durante 19 dias, os diretores Leonardo Carvalhosa e Cleisson Vidal – da Terra Firme, que também assina a produção da série – acompanharam Milton em sua rotina e em seus shows. Os dois também realizaram entrevistas com o artista, sempre muito discreto. “Milton é um sujeito notoriamente reservado, e a gente colocou esse desafio de ouvi-lo em primeira pessoa”, conta Cleisson Vidal. Para o diretor, o mais importante no projeto era conseguir essa aproximação com o músico para ter a visão dele do mundo. “A gente queria saber quais são as coisas que falam forte no coração dele”, afirma Vidal. “A gente queria entender o Milton além da música”, completa.

Na estrada

Neste período em que estiveram na estrada com Milton, entre shows, bastidores e entrevistas, Vidal e Carvalhosa reuniram cerca de 50 horas de filmagem. “Quando eles chegaram ao Brasil, vimos que esse riquíssimo material bruto poderia ser lapidado em algo muito grandioso para ser uma homenagem à altura deste artista único que saiu de Minas Gerais para o mundo”, diz Marcelo Braga, da Santa Rita Filmes, coprodutor do documentário.

Quando levaram o projeto para a HBO, ele se concretizou na série documental dividida em quatro episódios. Além do material captado durante a turnê, há ainda filmagens posteriores feitas no Brasil.

A série começa justamente aqui no país, com cenas da homenagem que a escola de samba paulistana Tom Maior prestou a Milton em 2016. Logo depois, esse primeiro episódio destaca a turnê norte-americana do artista, realizada em 2014.

A intimidade do título chega no segundo e no terceiro episódios, em que Milton, que atualmente mora em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, fala sobre suas relações familiares e afetivas e revê suas raízes, suas memórias, suas crenças. É também o momento em que a série mostra a força que a natureza exerce sobre ele.

Depois de ouvir o artista em primeira pessoa, o quarto capítulo traz Milton sob a óptica de amigos, colegas e artistas. Há entrevistas com artistas de lá e de cá como Herbie Hancock e Lô Borges.

 

Atração mostra o músico na terra que adotou

Quando pensaram no documentário sobre Milton Nascimento, os diretores Cleisson Vidal e Leonardo Carvalhosa queriam retratar um artista do mundo, mas mostrando suas raízes mineiras. Por isso, optaram por filmar Milton não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil, mais especificamente em Minas Gerais, nos lugares importantes para o artista.

Entre os cenários escolhidos estão a cidade de Tiradentes e a região de Ibitipoca. “Queríamos mostrar como Milton coloca a natureza de Minas em sua música”, fala Vidal. Ele destaca essa questão como raiz, como corpo e como religião de Bituca. “A gente procura mostrar também a sinergia de todas essas forças na música dele”, conta.

A ideia da série é que o espectador perceba, assim, como essa paisagem mineira está dentro da música, da poesia e da vida do artista, com a força da montanha e da água.

Narrativa é costurada pelas músicas

Trilha. Os quatro episódios de “Milton Nascimento: Intimidade e Poesia” têm seu enredo guiado pelas músicas do artista, claro. Porém, elas não são somente colocadas ali. No roteiro de Lea Van Steen, tudo acontece como se a história fosse contada pelas letras das canções. A música é a voz da narrativa. Ela se junta com a história e se encaixa na conversa seguinte e assim por diante, criando uma cadência.

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