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Ok, entendi.
Dançar para comemorar
Clássico, moderno e dança de rua na celebração dos 25 anos de história e transformação da Cia. de Dança Sesiminas
Por Joyce Athiê
28/05/15 - 03h00
Estreia. Cia. de Dança Sesiminas apresenta “Quinta Estação” como um passeio pela música de Piazzolla e em homenagem à história de transformação e amadurecimento da própria companhia mineira

Foto: guto muniz/divulgação
Convidado para se apresentar na inauguração do Centro de Cultura Nansen Araujo, o Grupo Oz acabou por se tornar em um corpo da instituição. Passados 25 anos, entre mudanças de bailarinos e propostas artísticas, o centro cultural comemora a trajetória que resultou na consolidação da Companhia de Dança Sesiminas, que estreia hoje o espetáculo “A Quinta Estação”, no teatro Sesiminas.
À época da inauguração do centro cultural, o Oz já havia se firmado com um grupo de profissionais, liderado por Cristina Helena. Ela conta que, como o propósito do Sesiminas era criar o primeiro Ballet Jovem do país, com compromisso educativo, os membros do Oz permaneceram com o grupo por curto período e logo foram ganhar o mundo. Um desses bailarinos foi André Valadão, um marco da dança no Brasil, que por muito tempo foi o 1º bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Antes de se instalar nos Estados Unidos como diretor da companhia oficial da Flórida, André foi também diretor do Ballet Jovem Sesiminas, grupo que ele havia visto nascer.
Com 12 bailarinos, o Ballet Jovem Sesiminas, logo em seu primeiro trabalho, dançou ao lado do estadunidense Fernando Bujones, um dos cinco primeiros bailarinos do mundo, segundo Cristina. Da sua criação em 1990 até 2013, o Ballet deu condições para que jovens bailarinos fossem incorporados em companhias profissionais como O Corpo, Cia. de Dança Palácio das Artes e grupos na França, Alemanha, Áustria e Cuba. Há dois anos, no entanto, a trupe voltou para o formato iniciado pelo Grupo Oz e tornou-se uma companhia profissional. Hoje, são 16 bailarinos, alguns da fase anterior e outros que foram contratados, vindos do Piauí, Brasília e até do Bolshoi.
“O Ballet Jovem teve uma grande missão. Aqui eles se formavam e iam logo embora, se aventurar em companhias profissionais. Quando o Ballet Jovem se transformou em companhia, recebemos isso como a consagração de todo esse processo, porque os bailarinos não queriam ir embora, queriam permanecer com a história que começou aqui”, conta Cristina Helena, que acompanhou todas as transformações do grupo. Para ela, o trabalho técnico e a diversidade são as marcas da companhia que se apresenta para públicos diversos, de fábricas a grandes teatros.
Estreia - Para o aniversário, a companhia apresenta novo trabalho, o segundo da fase atual. O primeiro foi “Lago Brasil”, realizado a partir do “Lago dos Cisnes”, tradicional balé que recebeu da companhia uma versão adaptada para instrumentos brasileiros. Agora, o grupo dança “As Quatro Estações”, do argentino Astor Piazzolla, em uma versão tocada ao vivo pela Orquestra de Câmara Sesiminas.
Intitulado “Quinta Estação”, o espetáculo é guiado pelo passeio que Piazzolla faz pelas quatro estações do ano. “Embora a música traga muitos tangos, a composição dá muita liberdade para a criação. Fazemos, então, clássico, moderno e um pouco de dança de rua. A nossa técnica é clássica, mas a expressão é de vanguarda”, conta a diretora. Segundo ela, o nome do espetáculo se refere ao clima do Brasil, que não possui as estações tão definidas. “O país é esta quinta estação e isso serve como uma homenagem ao perfil camaleão da companhia, mutante e único”.
Sem desapegar de seu dom educativo, a companhia foi à busca de 40 meninas adolescentes, entre 10 e 16 anos, de cinco cidades do interior de Minas Gerais para abrir o espetáculo. Elas dançam o pot- pourri com canções brasileiras executadas ao vivo pela pianista Pompeia. “Esse contato entre o amador e o profissional é importante. Escolhemos crianças que vão mostrar que um dia podem ser bailarinas da companhia. Que sabe?”, diz Cristina.
Agenda
O quê. Espetáculo “Quinta Estação”
Quando. Hoje, às 20h30
Onde. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Quanto. R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia).
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