Começa este ano

Norte de Minas vai receber obras para ampliar abastecimento de água

Leilão nesta sexta-feira (1º) definiu o consórcio que ficará responsável pelo projeto, que será realizado no rio Jequitaí e vai beneficiar 650 mil pessoas

Por Alexandre Nascimento
Publicado em 01 de março de 2024 | 17:24 - Atualizado em 15 de abril de 2024 | 16:32
 
 
 

O consórcio Jequitaí, administrado pelo grupo A.R.G e pela empresa Fortaleza de Santa Teresinha Agricultura e Pecuária, será o responsável pela implantação do Projeto Hidroagrícola Jequitaí, que prevê investimento de R$ 1,5 bilhão no Norte de Minas para garantir o abastecimento de água em 19 cidades da região, incluindo Montes Claros, além da produção de alimentos e a geração de energia. O leilão ocorreu nesta sexta-feira (1º), na sede da B3, em São Paulo (SP). O consórcio fez a única proposta, de R$ 35 milhões pela outorga do empreendimento, e o martelo foi batido. A concessão será de 35 anos.

O investimento vai permitir a construção de duas barragens no Rio Jequitaí, um dos afluentes do Rio São Francisco. Uma vai armazenar água para garantir o abastecimento dos municípios. A outra irá produzir energia. 

Tambem serão implantados sistemas para a irrigação de áreas para a agricultura, com a estimativa de produção de 350 mil toneladas de alimentos por ano. Ao todo, o projeto deve impulsionar a geração de cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos.

Mapa mostra áreas das obras para abastecimento de água

Os prefeitos dos municípios que serão beneficiados disseram que essa obra era esperada há décadas. "Eu vou completar 49 anos e, desde criança, escuto falar sobre a necessidade desse projeto. Estou muito feliz", disse o prefeito de Jequitaí, Binha Caldeira (MDB). 

"Nós tivemos 11 meses de estiagem no ano passado na nossa região, precisando enviar caminhões-pipa para os produtores rurais. Essa obra vai garantir o abastecimento de água e a irrigação das áreas agrícolas", explicou o prefeito de Francisco Dumont, Eduardo Rabelo. 

A concessão do Projeto Hidroagrícola Jequitaí foi liderada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O diretor-presidente da companhia, Marcelo Moreira, disse que a obra terá início ainda em 2024 e que somente as barragens irão demandar um investimento de R$ 600 milhões, aproximadamente.

"Em três anos nós teremos a primeira barragem pronta. No final desse ano já estaremos iniciando essa obra, organizando os canteiros, gerando empregos, atraindo investidores e indústrias que vão visualizar o potencial daquela região para ali se instalarem. É uma indução do desenvolvimento que estamos buscando para o Norte de Minas".

Leilão do projeto hidroagrícola em Jequitaí, com presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no leilão do projeto. “Podemos dizer que, depois de décadas, o projeto Jequitaí enfim sairá do papel. Serão investidos R$ 1,5 bilhão na construção das barragens, que vão melhorar, e muito, as condições e a realidade do Norte de Minas, que há anos sofre com a seca", disse.

"As barragens vão permitir o desenvolvimento da agricultura irrigada em aproximadamente 35 mil hectares no Norte de Minas. O projeto também vai regularizar a vazão do rio e as reservas de água dos municípios da região, além de serem capazes de produzir cerca de 20 megawatts de energia limpa e renovável, o suficiente para abastecer cerca de 200 mil pessoas”, destacou o ministro.

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