BRASÍLIA - O veto do presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), à candidatura de Cleitinho (Republicanos-MG) para o governo de Minas Gerais, reiterado nesta terça-feira (4/8), não impediu a continuidade de articulações para garantir o senador na corrida eleitoral. Amparado pelo presidente do partido em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos), Cleitinho manteve conversas com aliados em reunião que durou mais de nove horas após o encerramento da convenção nacional do Republicanos. 

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O encontro terminou sem definição, mas com plano original mantido: Cleitinho candidato tendo Luís Eduardo Falcão (Republicanos) como vice. O acordo é costurado com Marcelo Aro, cotado como candidato ao governo, e prevê a construção de uma frente ampla de centro-direita em Minas Gerais com Progressistas (PP) e União Brasil, em federação, Republicanos e o Partido Liberal (PL).

A composição esbarra, primeiro, em uma indefinição interna. Cleitinho exige Falcão na chapa, enquanto PP e União Brasil pretendem ter, além do vice, o Senado, cujo candidato seria Aro. O segundo obstáculo é Marcos Pereira, ainda reticente sobre a candidatura de Cleitinho. Entretanto, o presidente do Republicanos estaria disposto a aceitar a candidatura de Cleitinho se os partidos chegarem a um acordo. 

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Pela manhã, ele repreendeu o senador ao rejeitar seu pedido para concorrer. "Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que, ora pensa uma coisa e, cinco minutos depois, pensa outra. Voltar atrás todo mundo tem direito. Eu já voltei atrás muitas vezes, mas não pode ser inconstante nesse nível", afirmou. "O senador Cleitinho ora dizia que era candidato, ora dizia que não era candidato. Nunca assumiu o papel de liderança de uma candidatura", declarou. 

O presidente do partido manteve a posição durante o dia, mas, a interlocutores, se dispôs a aceitar que articulações acontecessem. Sem representante na reunião de Cleitinho à tarde, o PL participou à distância com intervenção de seu candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), e do coordenador da campanha dele, senador Rogério Marinho (RN).  

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Uma chapa encabeçada por Cleitinho fortaleceria Flávio em Minas Gerais garantindo a ele um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país. A rodada mais recente da Genial/Quaest mostrou que o senador lidera todos os cenários em que seu nome foi testado para o governo de Minas, e ele chega a acumular 35% das intenções de voto. Segundo relatos, quem também intercede por Cleitinho no contato com Marcos Pereira é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal quadro do partido. 

A decisão foi adiada para quarta-feira (5/8), último dia para realização das convenções partidárias pelo calendário da Justiça Eleitoral. Se a frente ampla se confirmar com Cleitinho à frente, o martelo precisará ser batido até a data indicando a coligação destes partidos em Minas Gerais, ainda que o registro das candidaturas possa ser feito até 15 de agosto.  

Além de figuras políticas, artistas do universo sertanejo intervêm por Cleitinho. Além de Gusttavo Lima, o cantor Leonardo e a dupla Zezé di Camargo e Luciano também levantam bandeira pela candidatura do senador para o Palácio Tiradentes.