Uma ala do PL insiste para que haja união da direita em Minas em torno de uma candidatura ao governo estadual. Esta aliança incluiria o Partido Liberal, o Republicanos e a federação União PP. O PL decidiu que ainda vai esperar, até esta quarta-feira (5/8), por uma resposta do Republicanos sobre a candidatura do senador Cleitinho. Essa continua sendo a primeira opção da legenda: estar junto do senador que lidera as pesquisas de intenção de votos, em uma chapa que poderia ter como candidatos ao Senado, o deputado federal Domingos Sávio (PL) e o ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP). 

Nesta terça-feira (4/8), entretanto, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, descartou totalmente a possibilidade de o senador concorrer. Mas durante todo o dia e durante a noite, um grupo se mobilizava para tentar reverter a decisão do presidente do partido para que Cleitinho ainda possa entrar na disputa. Se a resposta de Marcos Pereira for mesmo não, o PL decidiu que lançará candidatura própria. Não foi informado ainda, oficialmente, qual o nome vai encabeçar a chapa.

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"Diante da posição do Republicanos em não permitir a candidatura de Cleitinho pela legenda, a direção nacional do PL caminha no sentido de lançar candidatura própria", afirmou um interlocutor à reportagem de O TEMPO. "Devemos buscar apresentar a candidatura unindo forças de direita e centro direita, pois uma divisão poderia favorecer o PT, que seria o pior cenário para Minas", disse outro interlocutor.

Nos bastidores, a informação é que a direção nacional do PL já havia decidido lançar um nome próprio ao governo mineiro. A estratégia, porém, foi temporariamente suspensa após um pedido do deputado federal Domingos Sávio (PL), candidato ao Senado, a Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

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Domingos Sávio teria convencido a direção nacional a conceder mais 24 horas para tentar viabilizar a aliança com Cleitinho, hoje líder das pesquisas de intenção de voto em Minas.

O argumento apresentado por Domingos Sávio ao comando do PL, conforme interlocutores, é que uma fragmentação das candidaturas de direita em Minas poderia beneficiar o PT na disputa pelo governo estadual e enfraquecer o palanque de Flávio Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do país.

Essa união da direita, defendida por alguns integrantes do PL, deixa de fora o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD). Ele sempre defendeu que deveria haver uma frente ampla para enfrentar a esquerda em Minas. Entretanto, como ele se comprometeu a estar junto de Romeu Zema (Novo), que disputará a presidência, o entendimento do PL era de que não seria possível estar com o governador, já que o partido precisa também de um palanque em Minas para o seu candidato, o senador Flávio Bolsonaro.

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Reviravoltas em menos de 24 horas

A indefinição ganhou novos capítulos nesta semana. Na segunda-feira (3/8), Cleitinho apareceu ao lado dos presidentes nacional e estadual do Republicanos, Marcos Pereira e Euclydes Pettersen, para anunciar que desistia da candidatura ao governo.

Menos de 24 horas depois, durante a convenção do partido na manhã desta terça-feira (4/8), o senador pediu a palavra e fez um apelo público por "mais uma chance" para disputar o Palácio Tiradentes. 

O pedido, porém, foi rejeitado imediatamente pela direção do Republicanos, que reafirmou a decisão de não lançar candidatura própria e manter as negociações para apoiar um aliado — hoje, com preferência pelo ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP).

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Reuniões em Brasília para destravar impasse

Após a nova investida de Cleitinho, lideranças nacionais passaram a discutir uma saída para o impasse. Reuniões em Brasília, com a participação de nomes como Valdemar Costa Neto, Marcos Pereira e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), buscaram uma solução que preserve a unidade do campo bolsonarista em Minas.

Apesar da disposição de parte das lideranças em reabrir a discussão sobre a candidatura de Cleitinho, Marcelo Aro, que rompeu com o governador Mateus Simões (PSD) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo), não demonstra disposição para abrir mão da candidatura.

O temor e a tentativa de um acordo é para evitar que o campo da direita chegue às urnas dividido entre Cleitinho, Marcelo Aro e Mateus Simões, cenário visto por dirigentes do PL como um risco para a estratégia nacional da campanha de Flávio Bolsonaro, diante da possibilidade de pulverização dos votos conservadores em Minas Gerais.