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Açúcar

‘Epidemia doce’ entre crianças gera alerta sobre o consumo 

Organização deve lançar novas regras para o consumo nos próximos meses

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Juntos. Família de Maria Eduarda , 12, adotou hábitos saudáveis após o seu diagnóstico de diabetes
PUBLICADO EM 29/09/13 - 03h00

Refrigerantes, bebidas lácteas açucaradas, balas e chocolates. É tanta variedade em um mercado tão atraente para as crianças que a Organização Mundial de Saúde (OMS) está em alerta. A entidade anunciou que vai lançar, nos próximos meses, novas diretrizes sobre o consumo da substância. A previsão é que a recomendação seja para reduzir a ingestão de açúcar a menos de 10% das calorias diárias.

O grande problema é que o hábito de ter açúcar na alimentação está inserido na maioria das famílias. A estudante Janaína Andrade, 27, por exemplo, não gosta de restringir a alimentação da filha, Alessa, 5, que adora jujubas. “Sei que a saúde dela está boa, porque ela sempre faz controle no médico. Se vejo que ela está exagerando, corto, mas raramente”, conta a mãe.

Entretanto, é preciso aprender a evitar os doces, orienta o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Amélio Godoy. “É uma substância absolutamente dispensável para a alimentação de qualquer pessoa e traz uma série de problemas para a saúde”.

O principal deles é a relação direta entre o consumo excessivo de açúcar e o aumento do risco de obesidade infantil. “Os pais colocam açúcar até na mamadeira”, critica o médico.

Triglicerídios altos, redução do chamado bom colesterol, aumento da pressão arterial, inflamação sistêmica e chances elevadas de doenças cardiovasculares são outros problemas que podem ser impulsionados por essa “epidemia doce”. A ingestão excessiva também está associada às cáries.

Transformação. Apesar de ser difícil mudar, Cidinha Campos, presidente da Associação de Diabetes Infantil sentiu na pele que era preciso transformar o estilo de vida. A filha, Maria Eduarda, 12, tem diabetes tipo 1 – com predisposição genética – desde os 5 anos. Mas o problema foi um fator que motivou toda a família a mudar a alimentação.

“Aqui em casa só tem um pouquinho de açúcar, para oferecer para visitas ou para socorro, caso a Maria Eduarda tenha choque hipoglicêmico. Fora isso, é tudo zero. Do suco ao chocolate. E é tudo caro”, comenta.

Para começar a diminuir o hábito doce em casa, a primeira dica é que os pais ofereçam novas opções aos filhos, como sucos naturais de frutas doces, que não precisam ser adoçados, orienta a nutricionista Luiza Carvalho.

Ela destaca, porém, que o açúcar – para quem não tem restrições, e em pequenas doses – é importante para a produção de energia pelo corpo. “O importante é escolher bem a fonte desse açúcar. Frutas, leite e até o chocolate amargo são as melhores opções” diz. Além disso, uma das alternativas é trocar o açúcar refinado por adoçantes naturais, como mel, açúcar mascavo e os artificiais stevia e sucralose.

 

 

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