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Gengibre, inventividade e voilá! 

Aos 33 anos, o belo-horizontino Tony Harion é referência no Brasil quando o assunto são drinks

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Empresário Mineiro Tony Haryon dono de uma fabrica de Ginger A
Embaixador. Tony Harion é quem cuida do portfólio da Bacardi no Brasil
PUBLICADO EM 06/03/16 - 03h00

Talvez você não saiba, mas é de Belo Horizonte a produção de um dos ginger ales mais elogiados do mundo. É que na capital mineira reside o mixologista, bartender e empresário Tony Harion, 33. Embaixador do portfólio do grupo Bacardi no Brasil, o mineiro também é proprietário da Mixing Bar, empresa especializada em coquetelaria, que cria drinks inovadores para bares e eventos, além de vender insumos para a preparação de coquetéis. Entre os produtos, destaca-se o ginger ale – refrigerante produzido à base de gengibre e amplamente usado, ao redor no mundo, na preparação de coquetéis.

“O ginger ale sempre tendeu muito para a coquetelaria, porque, com ele, você consegue adicionar o gás, certa picância e uma nota cítrica num mesmo coquetel. É um mixer muito versátil”, afirma Tony Harion. “A gente chama de mixer, na coquetelaria, uma bebida à qual você consegue simplesmente adicionar um destilado e criar, assim, um coquetel longo. Por exemplo, na cuba-libre, a Coca-Cola é o mixer. No gim-tônica, a tônica é o mixer”, explica.

O especialista conta que a popularização do ginger ale deu-se décadas atrás, nos Estados Unidos, com o surgimento do Moscow Mule – coquetel que leva vodca, suco de limão e ginger ale e é servido em caneca de cobre. “O Moscow Mule surge na década de 40, quando a vodca não era popular nos Estados Unidos, porque o país não tinha uma relação das mais amigáveis com a Rússia. O drink nasceu do encontro entre o dono da Smirnoff, um cara que estava lançando uma marca de refrigerante de gengibre, e a namorada dele, que tinha herdado um galpão de copos de cobre”, conta Tony Harion.

Mas como o ginger ale veio parar em Belo Horizonte, tantos anos depois? “Eu estudei coquetelaria nos Estados Unidos e na Europa antes de trabalhar com bar no Brasil. Lá, você tem acesso a um número muito vasto de ingredientes que não existem aqui. Então, quando cheguei, decidi criar alguns deles. Comecei a fazer xaropes, infusões, licores e bitters. Anos depois, vieram o ginger ale e o refrigerante de baunilha”, conta Harion. O empresário afirma que vende, atualmente, cerca de 200 garrafas de ginger ale por semana para bares parceiros, que o ajudam a testar o produto. “Nossa produção do ginger ale é 100% artesanal. Tudo feito à mão. É um produto em fase experimental, e não pronto para o consumidor final. Estamos num regime de start-up para conseguir melhorias no processo de produção, junto a laboratórios especializados em engenharia de alimentos”, afirma.

Para Harion, o grande desafio é expandir a produção mantendo o caráter natural do produto. “Hoje, nosso ginger ale leva suco de limão, gengibre, água, açúcar e gás. Tem uma picância muito característica, e todos os ingredientes são naturais”, afirma. O ginger ale da Mixing Bar vem sendo elogiado no meio da coquetelaria e deve estar nas prateleiras de Minas Gerais até o fim do ano.

“Organizo, pela Bacardi, alguns encontros de top bartenders do mundo inteiro. Eles vêm para o Brasil e eu os levo para conhecer bares e produtos em Minas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na última dessas viagens, levei algumas garrafas do nosso ginger ale para provarem. E os gringos foram unânimes. Todos disseram que era o melhor que já haviam provado. Claro que não é um prêmio oficial, mas é um reconhecimento que deixa a gente muito satisfeito”, conta.

Na análise do especialista, Belo Horizonte tem tudo para se tornar uma das grandes capitais brasileiras da coquetelaria nos próximos anos. “Temos um grupo de especialistas que entendem muito do assunto. E hoje já vemos coquetéis mais gastronômicos, restaurantes investindo em drinks como opção de harmonização para carnes, como as bovinas e a de cordeiro”, conta. “O mineiro tem um paladar muito particular. Temos uma identidade gastronômica das mais fortes do país. E isso gera um tradicionalismo muito grande. Mas, aos poucos, temos implementado uma coquetelaria inovadora, que sai daquela coisa do drink rápido e batido”, defende.

Para mostrar um pouco do que há de novo em drinks, além de exemplificar a versatilidade do ginger ale, Tony Harion preparou para o Gastrô, no balcão do Bar e Restaurante 2015, cinco opções de coquetéis que levam o mixer. Confira! 

Serviço
Mixing Bar

Rua Penafiel, 370, Anchieta 
(31) 3286-0166
contato@mixingbar.com
www.mixingbar.com
facebook.com/mixingbar
Bar e Restaurante 2015
Rua Levindo Lopes, 158, Savassi
(31) 3327-6766
facebook.com/restaurantedoano

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