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Morre Nina Horta, colunista de gastronomia da 'Folha', aos 80 anos

Escritora e empresária mineira já ganhou o prêmio Jabuti de Gastronomia em 2016 com o livro " O Frango Ensopado da Minha Mãe"

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Nascida em Minas Gerais, estudou na Faculdade de Educação da USP
PUBLICADO EM 07/10/19 - 11h32

 A colunista da Folha de S. Paulo Nina Horta morreu na noite deste domingo (6), aos 80 anos, em São Paulo, em decorrência de uma infecção generalizada.

Nascida em Minas Gerais, estudou na Faculdade de Educação da USP. Nina escrevia sobre gastronomia no jornal desde 1987.

Escritora e empresária, ganhou o prêmio Jabuti de Gastronomia em 2016 com o livro " O Frango Ensopado da Minha Mãe" (Companhia das Letras), que reúne algumas de suas crônicas.

"Não É Sopa", sua primeira coletânea de crônicas, foi lançada em 1995.
Viúva, Nina deixa três filhos, três netos e um bisneto. O velório acontece na manhã desta segunda (7) e o enterro, às 11h, no Cemitério do Morumbi.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Companhia das Letras lamenta profundamente o falecimento de Nina Horta, colunista de gastronomia da Folha e autora de "Não é sopa" e "O frango ensopado da minha mãe". Luiz Schwarcz, CEO da editora, escreveu um texto em sua homenagem, "Uma grande escritora que cozinhava tão bem quanto escrevia". Leia abaixo: Acabo de saber que morreu Nina Horta. Foi antes de mais nada uma grande amiga, da família. Ela cozinhava como escrevia, maravilhosamente bem. Suas receitas pareciam feitas para serem degustadas das duas formas, na boca e no papel. Cozinhava crônicas deliciosas que publicava na Folha, no UOL e na Companhia das Letras. Durante muitos anos foi responsável por todos os jantares para escritores estrangeiros em nossa casa. Nessas ocasiões eu tinha que arrastá-la para a sala, e ela ou me evitava, ou vinha por um minuto e escapulia. Muitas vezes saía antes da festa acabar para evitar a peleja comigo: “Nina você é nossa autora, está aqui em duplo papel, é nossa convidada”. Ela sorria timidamente e voltava para acompanhar a feitura do buffet. Seu texto era totalmente singular, cheio de humor e, como toda boa literatura, trazia surpresas, preparava o inesperado como o último toque de um prato perfeito. Muitas metáforas culinárias serviriam para defini-la: tinha um olhar doce, sorriso farto, humor ácido, inteligência deliciosa. Nenhuma delas porém chega aos pés das crônicas da Nina, nem explicam a grande falta que ela fará. #ninahorta #nãoésopa #ofrangoensopadodeminhamãe #companhiadasletras

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