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Nem tudo que borbulha é champanhe

Entenda as diferenças entre os principais espumantes e saiba como comprar, abrir e conservar a bebida das festas

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PUBLICADO EM 29/12/19 - 03h00

Diante das prateleiras das lojas de vinhos ou dos supermercados, não é raro o consumidor hesitar na hora de escolher a bebida para celebrar o fim do ano. E as denominações nem sempre ajudam: afinal, espumante é tudo igual? Bem, na verdade, nem tanto. Fato é que, assim como o queijo de leite cru produzido no Serro, região Central de Minas, possui uma denominação de origem – que agrega valor ao produto e protege a região – os vinhos espumantes cava, na Espanha; champanhe, na França, e prosecco, na Itália (para ficar nos mais famosos), foram denominados segundo suas características.

Além da localidade, um fator que diferencia as bebidas borbulhantes mais desejadas do mundo é a forma de produção.

Elaborado na região que leva seu nome, o champagne utiliza o método champenoise. “O vinho passa primeiro por uma fermentação em tanques de inox. Em seguida, é fermentado dentro da garrafa, o que confere aromas que lembram pão, brioche e biscoito”, explica a somelière e gerente do Cabernet Butiquim, Gabriela Dias. “Todo vinho com duas fermentações é um espumante. Agora, nem todo espumante é um champanhe”, sentencia. Mas não é somente a dupla fermentação e o local de produção que faz um vinho espumante ser um champanhe: é necessário utilizar três uvas de safras diferentes: chardonnay, pinot meunier e pinot noir.

Um dos principais concorrentes em popularidade com o francês, o prosecco é produzido com a uva glera, originária da região de Vêneto, no Nordeste da Itália. Elaborado pelo método charmat, cuja segunda fermentação é realizada em tanques de inox, o prosecco é classificado de acordo com o seu teor de açúcar, tendo variedades como brut (menor teor), extra-dry, seco e demi-sec (maior teor). “Como é fermentado somente em tanques de inox, o aroma é quase floral”, explica a enóloga e somelière do Alma Chef, Ana Borges.

“Já o cava segue o método champenoise, mas a legislação exige menos tempo de maturação”, compara Ana. Apesar de sua elaboração não estar restrita a uma única região, as uvas devem ser originárias de vinhedos autorizados – e 95% deles estão localizados na Catalunha, no Nordeste da Espanha. As mais utilizadas são as brancas macabeo, xarel.lo, parellada, malvasía, chardonnay, e as tintas carnacha, monastrell, pinot noir e trepat. “Como o clima da Espanha é mais quente que as regiões do Vêneto e de Champagne, os espumantes cava são mais frutados. Ele é um meio termo entre o francês e o italiano, com um ótimo custo-benefício”, diz Ana.

Mais

Além do cava, do champanhe e do prosecco, existem dezenas de variedades de espumantes. “Para ser um deles, basta ter perlage (conjunto de borbulhas). No entanto, a dica é fugir de espumantes que tiveram o gás artificialmente colocado. É furada”, orienta Ana.

Para o sommelier da Casa Rio Verde, Renato Vinhal, os espumantes nacionais são uma boa alternativa. “O clima do Rio Grande do Sul, mais frio, aliado à boa adaptação das uvas chardonnay e pinot noir e ao domínio das técnicas de elaboração resultam em espumantes de muita qualidade”, salienta.

Na hora da compra

Região

“Quanto mais acidez, melhor. No rótulo, não vai ter isso claro, mas dá para saber pela região de origem”, afirma Ana Borges. “Qualquer cava, prosecco e champanhe que você escolher terá boa qualidade”, indica.

Como armazenar

Guarda

Nada de deitar a garrafa. “A pressão interna é muito grande por conta do gás. Ao armazená-lo deitado, há o risco de a rolha sair, mesmo com o arame seguran- do”, explica a especialista Gabriela Dias. “A garrafa deve ficar, se possível, na geladeira ou na adega”, completa.

A taça correta

Na mão

De acordo com os especialistas, a melhor taça para saborear o espumante é a de vinho branco. “A flute é a mais usada, mas não concentra os aromas adequadamente”, diz Ana Borges. Já o clássico modelo Maria Antonieta é tido como um dos piores.

Nada de estourar

Com cuidado

A tradição de abrir a garrafa à moda dos pilotos de Fórmula-1 é um erro. “Eles sabem correr, mas de abrir espumante, não entendem nada”, brinca a especialista Gabriela Dias. “Chacoalhar a garrafa é um erro: quanto mais borbulhas na taça, melhor.”

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