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Após briga com Lamac, Kalil ‘extingue’ pasta de Governo e vai economizar R$ 4 mi por ano

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou nesta quarta-feira (10) a desativação da Secretaria de Governo. A decisão ocorreu três dias após a demissão do vice-prefeito Paulo Lamac (Rede) do comando da pasta. Segundo a administração municipal, o fim da secretaria vai gerar uma economia de R$ 4 milhões por ano aos cofres públicos.

A decisão foi tomada pelo prefeito Alexandre Kalil (PHS) após analisar o impacto das 106 demissões na folha de pagamento da administração municipal. Na quarta-feira, o Aparte mostrou que o prefeito exonerou todos os indicados de Lamac na Secretaria de Governo. Diante da economia, o prefeito preferiu encerrar as atividades da principal pasta de articulação política do município. “As competências serão divididas entre as secretarias já existentes, sem a necessidade de novas nomeações”, informou o comunicado da PBH.

Como o prefeito não tem o poder de extinguir a secretaria sem o aval da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), a decisão foi tomada por meio de decreto, que vai ser publicado nesta quinta-feira (11) no “Diário Oficial do Município”. O documento deve indicar a paralisação de atividades da pasta. Kalil ainda vai avaliar se envia ou não a decisão para a análise dos vereadores, já que cabe a eles aprovar ou vetar alterações na estrutura de secretarias da administração municipal. A medida não tem prazo nem obrigatoriedade de ser enviada para a CMBH. Dessa forma, Kalil pode chegar ao fim do mandato com a pasta apenas desativada.

De acordo com fontes da prefeitura, não houve, em momento algum, uma negociação em torno de um novo nome para ocupar o cargo após a demissão de Paulo Lamac. Conforme mostrou a coluna nsta quarta-feira, chegou-se a cogitar o nome do deputado estadual Iran Barbosa (MDB) ou algum indicado dele para comandar a secretaria.

Na Câmara Municipal, a decisão de Kalil foi bem vista pelos vereadores. Gabriel Azevedo (PHS), oposição ao prefeito, disse que a medida é um recado para os parlamentares. “O prefeito está trazendo para si o relacionamento político com os vereadores, sem intermédio do Paulo Lamac. A decisão é algo que manda uma mensagem: mudança na administração pública geralmente depende de processo legislativo. A criação ou superação de secretarias depende dos vereadores. A prefeitura quis fazer sem o Poder Legislativo. Por fim, é uma ação que deixa claro que o prefeito eliminou do seu convívio todos aqueles que o cercavam durante a sua campanha. O primeiro fui eu, em seguida foi Daniel Nepomuceno, depois foi Paulo Lamac, e agora é Iran Barbosa. Aliar-se a Alexandre Kalil é mesmo uma atitude de risco”, ironizou.

Apesar de ser da oposição, Azevedo elogiou a atitude do chefe do Executivo. “Ele falou que iria acabar com os penduricalhos na campanha. Levou dois anos... E ainda há muitos! Todavia, começou. O maior penduricalho chamava-se Paulo Lamac. Tenho certeza de que Adriana Branco vai dar conta das três secretarias. Aliás, eu próprio sugeri isso no início do ano passado. É sempre bom ver o Poder Executivo escutando o que se fala no Poder Legislativo. A gente quer o bem da cidade”, disse.

Já o líder de Kalil no Legislativo municipal, Léo Burguês (PSL), citou a economia que vai ser gerada com a extinção da pasta. “O que aconteceu foi o fim da atividade da Secretaria de Governo, ou seja, existem os cargos e secretários, e o prefeito deixou todos eles vagos e repartiu essas atribuições para outras secretarias. Ele entendeu que outros secretários poderiam absorver essas funções ”, disse o vereador. 

A reportagem tentou contato com Paulo Lamac, que não atendeu as ligações. (Lucas Henrique Gomes)

Louvor

FOTO: Marcos Correa/PR

O presidente Michel Temer comemorou o fato de que os dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), recuaram e descartaram a ideia de fazer uma nova Constituição para o país. “Graças a Deus vejo que eles abandonaram essa tese de nova Constituinte e querem seguir texto constitucional”, disse. Temer avaliou que “a única coisa que traz estabilidade para o país é seguir o texto constitucional”. O presidente discursou durante cerimônia de posse do novo presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, no Palácio do Planalto. “Que todos possamos pregar a necessidade do que diz a Constituição. Vejo gente muitas vezes dizendo em convocar Constituinte, como se fosse solução. Ao contrário, ela é perturbação das questões nacionais. Toda Constituição significa ruptura com sistema posto, então você tem instabilidade”, afirmou o presidente.

Inferno

Em publicação nas redes sociais, o ex-procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, que se afastou da força-tarefa em setembro, sinalizou voto no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “O velho Brizola disse uma vez que, na disputa entre o diabo e o coisa-ruim, quem sempre vence é o inferno. A questão é, agora, escolhermos o menos pior. Devemos escolher não voltar para a corrupção sistêmica”, escreveu. A força-tarefa da operação tem feito uma campanha pelo voto consciente, defendendo a importância de votar em candidatos sem histórico de corrupção.

Cabo Daciolo pede anulação

FOTO: Reprodução de vídeo

O deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) pediu nesta quarta-feira (10) à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a anulação do primeiro turno das eleições e a adoção do sistema de cédulas. O parlamentar, que concorreu à Presidência da República, aponta que, no último domingo, “inúmeras denúncias de mau funcionamento” e de “adulteração de grande contingente de urnas” surgiram em todas as regiões do país. Ao chegar ao TSE para protocolar o pedido, Daciolo provocou um frenesi entre servidores da Corte Eleitoral, que largaram o trabalho para tirar fotos com o parlamentar. Ele atendeu os pedidos de cada servidor e repetiu diversas vezes “Glória a Deus”, conforme vídeos gravados dos celulares dos funcionários do TSE. Indagado sobre a neutralidade no segundo turno, Daciolo disparou: “Um prega o comunismo. O outro quer liberar tudo, quer colocar arma na mão de todo mundo. Eu não voto no menos pior”.