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Após ensaiar união por candidatura própria, MDB já está dividido em três correntes

Depois de pregar união, o MDB de Minas Gerais volta a mostrar que está dividido em, pelo menos, três vertentes. Diante desse quadro de racha interno, se um acordo não for fechado no próximo mês, os emedebistas vão ter que deliberar sobre o assunto em convenção, onde o que está em jogo são os votos de delegados de diretórios municipais. Com isso, já foi iniciada a corrida em busca desse apoio que vai definir o futuro da sigla no pleito estadual deste ano.

Um dos grupos defende o nome do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes, ao comando do Estado. Ele, inclusive, já lançou sua pré-candidatura nos últimos dias em Montes Claros. Quem também se lançou para a disputa foi o presidente estadual da legenda e vice-governador, Antônio Andrade. Contudo, há quem fale na agremiação que a intenção dele seria coligar depois com o pré-candidato do DEM ao Palácio da Liberdade, o deputado federal Rodrigo Pacheco.

Esses cenários são os que causam mais discórdia no partido, e sobram armas de ataque para ambos lados. E, ironicamente, isso ocorre após Andrade e Adalclever ficarem mais próximos. Eles tinham chegado até mesmo a ensaiar um acordo no último mês, em que o primeiro iria disputar o Senado e o presidente da Assembleia pleitearia o Estado. No entanto, emedebistas dizem que o combinado foi desfeito pelo vice-governador. É dito, que desde então, a intenção de Andrade é vencer as convenções para depois desistir do pleito e se aliar a Pacheco. A hipótese é negada por pessoas próximas do presidente da legenda. 

Do outro lado, a versão é que, mesmo rodando pelo interior, Adalclever vai desistir de disputar o governo de Minas e tentar a reeleição. Políticos próximos dele, no entanto, afirmam que essa é uma estratégia para tentar desestabilizar o nome do presidente da ALMG para o fortalecer o de Rodrigo Pacheco. “Isso é estratégia deles. Adalclever já está fazendo alianças, viajando pelo Estado, a candidatura é uma realidade”, afirmou uma fonte. Como O TEMPO mostrou, já estaria fechada uma coligação com PV e PRB e eles mantém conversas com o Podemos e com o PHS. 

A solução para esses dilemas dos emedebistas deve vir somente em agosto, quando vão ocorrer as convenções. Até lá, parlamentares dos dois lados têm feito campanha com os delegados com poder de voto. Enquanto isso, os grupos de Andrade e Adalclever têm garantido que possuem mais votos. O único ponto em comum entre eles é que a legenda não deve reeditar a aliança com o PT, em prol da reeleição do governador Fernando Pimentel. A avaliação é que os deputados federais, os que mais sonham com essa coligação porque conseguiriam se reeleger com mais facilidade, vão desistir desse caminho. “A conta é simples: quem defende ficar com os petistas não possui apoios na convenção. A base quer candidatura própria”, explicou um interlocutor. (Fransciny Alves)

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É quanto o governo federal anunciou de recursos para Plano Safra da Agricultura Familiar 2018- 2019. De acordo com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, o plano atende cerca de 40 milhões de agricultores familiares que são responsáveis por 70% dos alimentos produzidos no país.

FOTO: Moises Silva - 26.6.2017

“Alterar o entendimento sobre a prisão após segunda instância é dar um tiro mortal na luta contra o crime e contra a corrupção. Primeiro soltam presos condenados em segunda instância, depois cortam verbas.... A operação Lava Jato tem que ser uma prioridade nacional.”

Alvaro Dias

Senador (Podemos-PR) e pré-candidato ao Palácio do Planalto sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo que libertou José Dirceu

 

Apoio a Anastasia

FOTO: Uarlen Valerio - 12.3.2018

O Solidariedade (SD) vai anunciar, na manhã desta quinta-feira (28), apoio à pré-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. Com isso, a sigla vai ser a quinta legenda a declarar apoio formal ao tucano. Já formalizaram a aliança: PSD, PPS, PTB e PSC. No evento partidário, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Dinis Pinheiro (SD) (foto) também deve ser lançado como pré-candidato ao Senado na chapa tucana. É esperado ainda que o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PPS) seja anunciado como suplente de Pinheiro. Com essa composição, resta apenas uma vaga para senador na chapa de Anastasia – que pode ser ocupada por Carlos Viana (PHS) –, uma vez que ele já anunciou o deputado federal Marcos Montes (PSD) para o posto de vice.

Busca por representatividade

O PCdoB gaúcho vai lançar o vereador da cidade de Cruz Alta e ativista LGBT, Everlei Martins (<FI10>foto</FI>), como pré-candidato ao Senado nas eleições 2018. “Escolhemos Everlei porque ele buscará a eleição ao Senado defendendo os direitos do movimento LGBT e denunciando o preconceito e a violência, bandeiras que são também da Manuela (D’Ávila, pré-candidata à Presidência pelo PCdoB)”, afirmou o presidente estadual da sigla, Adalberto Frasson. Everlei Martins, 35, é pedagogo e está no segundo mandato como vereador. Antes do PCdoB, já foi filiado ao PT e ao PSB. Ele é o primeiro postulante ao Senado na chapa da pré-candidata ao governo do Estado Abigail Pereira (PCdoB). Conforme o partido, a segunda vaga ao Senado está reservada para a coligação, que ainda está sendo discutida com outras legendas.

Sumido

FOTO: Wilson Dias/Agência Brasil

Levantamento do site Congresso em Foco mostra que em todo o primeiro semestre deste ano, o senador Aécio Neves (PSDB) só fez dois pronunciamentos na tribuna do plenário – um foi em fevereiro, e o outro, no início deste mês. Parece um mero registro de participação no plenário do Senado, mas é mais do que isso. No caso do tucano, é uma das demonstrações de que o ex-presidenciável, antes protagonista da política nacional, passou a ocupar um patamar secundário no Congresso desde a revelação das gravações de conversas com Joesley Batista, dono da JBS, que transformaram o senador em réu no Supremo Tribunal Federal (STF). De lá para cá, Aécio só apresentou dois projetos. Em 2014, ano em que travou a disputa contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT), o senador mineiro fez 14 pronunciamentos na tribuna da Casa. No ano passado, foram oito pronunciamentos antes da gravação em que o tucano pede R$ 2 milhões ao empresário Joeley Batista.

Novo Plano Diretor

Depois de meses de espera, a Prefeitura de Belo Horizonte vai apresentar nesta sexta-feira (29), na Câmara Municipal, uma nova versão do Plano Diretor. A audiência pública de apresentação do documento, que foi convocada pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana, foi pedida pelo líder de governo, vereador Léo Burguês (PSL). Além de todos os vereadores da Casa, foram convidados a secretária de Política Urbana da capital mineira, Maria Fernandes Caldas, e o secretário de Governo e vice-prefeito, Paulo Lamac (Rede). O Plano Diretor é um conjunto de regras que orientam o uso e a ocupação do solo de uma cidade, e o Executivo pretende tornar mais simples a proposta de revisão dessas normas, já que, na visão do prefeito Alexandre Kalil (PHS), a atual redação do texto é muito complicada. Antes de ser enviada pela PBH para a Câmara, ainda na gestão do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB), a proposição passou por um extenso processo de consulta popular, que custou R$ 4,7 milhões aos cofres públicos.

Salgadinhos por um fio

FOTO: PCdoB/divulgação

A saúde dos estudantes das escolas públicas despertou a atenção do deputado federal Professor Victório Galli (PSL-MT). Ele apresentou na Câmara dos Deputados uma proposta que pretende proibir a venda de salgadinhos industrializados e de refrigerantes em escolas públicas. O parlamentar explica, na justificativa do texto, que, apesar de serem bastante consumidos, os salgadinhos não são alimentos saudáveis e, segundo especialistas, devem ser abolidos da alimentação das crianças. Sobre o refrigerante, ele diz que o produto tem componentes que agridem o corpo. “Esse projeto vai impactar positivamente na saúde pública dos brasileiros, principalmente na população menos favorecida, minimizando doenças e maximizando a frequência escolar”, argumentou.