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Apesar de dizer que está unida, base de Kalil na Câmara pode ‘rachar’ com eleição

A eleição para presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que ocorre no próximo dia 12, pode gerar problemas para a base do prefeito Alexandre Kalil (PHS). A exatamente uma semana do pleito e sem definir um nome entre os membros do grupo, parlamentares de várias frentes têm dito nos bastidores da Câmara que a base pode “rachar” dependendo da eleição. Os aliados do prefeito negam veementemente e afirmam que estão unidos.

Atualmente, quatro nomes ligados a Alexandre Kalil se colocam como candidatos: Autair Gomes (PSC), Catatau (PHS), Irlan Melo (PR) e Juliano Lopes (PTC). Gomes e Melo são os nomes que estão mais cotados para representar o grupo.

Outra possibilidade especulada é a do líder de governo na Casa, o vereador Léo Burguês (PSL), ser o candidato da base de Kalil. Burguês já afirmou que o prefeito não o liberou para a disputa. Por sua experiência, o líder é visto pelo prefeito como a pessoa adequada para comandar a articulação entre seus pares na Casa.

Em entrevista ao Aparte, Irlan Melo disse que há chance de ele abrir mão da candidatura em detrimento de outra escolhida pelos colegas, mas desde que ele seja convencido disso. “Existe essa possibilidade, mas somente no dia e se realmente eu for convencido de que essa pessoa vai abarcar parte das minhas propostas. Não abro mão, por exemplo, de ter uma Câmara com transparência, acessibilidade e com processo digital. Se o candidato abarcar, posso até conversar, mas, senão, pretendo continuar com a minha candidatura até o final”, disse o candidato, que tem feito um esforço considerável para tentar angariar votos dentro do grupo, dizendo estar disponível dia e noite para presidir a Câmara, até por não poder advogar mais, caso seja eleito.

Ele afirmou também que é “natural a situação momentânea” de desentendimentos, mas que “depois tudo se encaixa” e que não racharia com os aliados. O vereador Autair Gomes ratificou a afirmação do colega e disse que a base está unida e que não existe a ideia de divisão no grupo, independentemente de quem for o escolhido para a disputa.

Apesar das afirmações, a conversa nos corredores da Casa é a de que a situação estaria perto da insustentabilidade. “É 100% certo que está rachado. Tem grandes chances de explodirem agora e terem que juntar os cacos depois”, afirmou um parlamentar, que pediu anonimato.

Outro vereador ouvido pela coluna confirmou o assunto de bastidores e disse que parte dos políticos já tem ciência dos problemas enfrentados pelo grupo capitaneado por Léo Burguês.

Nos próximos dias, o prefeito Alexandre Kalil deve se reunir com alguns vereadores para alinhar a questão. (Lucas Henrique Gomes)

Desistência

FOTO: Facebook Ana Paula Henkel/Reprodução

Sempre polêmica nas redes sociais, a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel foi convidada pelo governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), a ocupar a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude. Apesar de dois assessores do tucano confirmarem que ela tinha aceitado a empreitada e que o anúncio estava previsto para o início da tarde desta terça-feira (4), Ana Paula negou. “Não procede a informação de que vou assumir a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo. Fiz uma visita ao governador e ao novo secretário da Cultura para conversarmos sobre ideias que funcionam e unem educação, esporte e cultura tanto no Brasil quanto nos EUA”, escreveu a ex-jogadora no Twitter. Na internet, ficou conhecida por postar comentários políticos nas redes sociais. Sua identificação com o campo da direita política fez com que conquistasse seguidores. Em 2017, ganhou um blog no jornal “O Estado de S. Paulo”.

“Se for contra o Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, no Podemos, no DEM. Aliás, essa hipótese dificilmente se viabilizará. Primeiro, porque as urnas deram ao MDB o direito de indicar o candidato. Segundo, porque Tasso continua patrimonialista.”

Renan Calheiros (MDB-AL)

Senador, sobre a disputa pelo comando do Senado

Sanidade de Adélio II

Caso o laudo indique que Adélio é parcialmente incapacitado, o juiz deve reconhecer a semi-imputabilidade do réu e reduzir sua pena. Se os peritos avaliarem que Adélio não sofre de distúrbios mentais, ele pode cumprir até 20 anos de prisão. Caso seja considerado totalmente incapacitado, ele pode ser transferido para uma instituição para tratamento psiquiátrico. “Acredito que algo deve contar nesse exame, porque para mim foge da normalidade uma pessoa cometer um ato desses e dizer que agiu em nome de Deus”, diz Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados de Adélio. Desde que a defesa pediu para que Adélio passasse por uma perícia médica para avaliar sua saúde mental, o processo está suspenso na Justiça.

Salário e 13° sem datas

Circula pelas redes sociais um áudio do governador Fernando Pimentel (PT) em que ele marca as datas de 9 de dezembro para o pagamento do salário de novembro e de 22 de dezembro para a quitação do 13° dos servidores estaduais. No entanto, a mensagem é de 2015. Segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão, ainda não há previsão para o pagamento dos dois benefícios. A pasta informa que serão necessárias reuniões para que a data e o modo de pagamento sejam definidos. No ano passado, o governo anunciou o pagamento do salário, em três parcelas, no dia 7 de dezembro. Já o anúncio da quitação do 13° foi no dia 18. O benefício foi pago em duas parcelas para servidores da segurança pública e da área da saúde. O restante do funcionalismo recebeu em quatro parcelas.

Sanidade de Adélio I

Três meses depois de ser preso como o responsável por dar uma facada em Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira foi examinado por dois psiquiatras, que analisaram sua sanidade mental. A perícia foi realizada na última segunda-feira por médicos selecionados pela Justiça Federal de Juiz de Fora (MG), no presídio federal de Campo Grande, onde Adélio está preso. O juiz Bruno Savino, que conduz o caso na 3ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora, concedeu dez dias para que os psiquiatras apresentem o resultado do exame. A defesa acredita que Adélio pode ter sua pena reduzida em até dois terços caso os médicos atestem que ele é parcialmente incapacitado de discernir o que é certo do que é errado.