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Bob Esponja, Cascão, Neymar, bichos e comidas ‘disputam’ as eleições deste ano

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Bob Esponja, o já folclórico personagem que se destaca com sua calça quadrada em um desenho da TV, vai marcar presença nas eleições de 2018. Ao menos na urna, onde tal nome estará representando Uallas Brahiam da Fonseca, candidato à Câmara Federal pelo PSOL de Sergipe. Como ele, há outros nomes de urna inspirados na ficção. Cascão disputará pelo PDT de Mato Grosso do Sul, enquanto Ana de Tandera, que nada tem a ver com a terra natal dos Thundercats, tentará chegar a Brasília pelo PSB gaúcho.

Entre os mais de 1.300 candidatos já registrados na Justiça Eleitoral até esta quinta-feira (9), incluem-se diversas denominações curiosas. Nas assembleias legislativas, por exemplo, podemos ter ainda Edson Pantera Negra e Hilder Ligeirinho, ambos do PP fluminense.

As inspirações para a escolha dos nomes de urna vão longe. Há, por exemplo, os que representam comidas que vendem ou que têm como apelido. O banquete eleitoral inclui, por exemplo, Jefferson Café (Novo-BA), que, curiosamente, chama-se Jefferson Leite. Ele faz companhia nestas eleições a Misael do Ovo (PSOL-PB), Gelsinon Sukinho (PSD-RJ), Marcelo do Brigadeiro (PTC-RR), Pereira Bombom (Avante-AC) e Nazaré do Tacacá (PROS-AC). No Rio, por exemplo, ainda haverá a disputa entre a Loura do Coco (PSD) e a Morena do Açaí (PSD). Aos menos saudáveis naquele Estado resta ainda a opção de Tia Danda da Caipirinha (PP).

Bichos também vão aparecer aos montes nas urnas para tentar repetir o sucesso dos hoje deputados Junior Marreca (Patri-MA) e Abel Galinha (DEM-RR) – este último agora na briga para ser vice-governador de seu Estado. Nessa lista estão Irmão do Peixe (PROS-CE), Rafael Leitoa (PDT-MA), Ivan Monteiro Carcará (Novo-RJ), Passo Preto (PSOL-SE), Cuiú-Cuiú (PSOL-AM), Cachorrão (PTB-AC) e Genilson Truta (PRB-AC).

Nomes famosos também estarão nas urnas. Neymar (PSD-RJ) foi o nome escolhido por Rudneimar Matias de Vasconcellos Dias, candidato a deputado federal. No Rio Grande do Norte, Wagner Moura foi a alcunha escolhida por Cleydson Wagner Bezerra de Moura, outro que busca uma vaga na Assembleia. Há também os que batem na trave no quesito nome conhecido. Ailton Freitas dos Santos aparecerá na urna como Ailton Sena (quase o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna), embora não tenha esse sobrenome. 

Além das categorias citadas, há inúmeros nomes que podem provocar risadas nos eleitores. No Rio, pela vaga de deputado federal pelo PSOL, Babá e Baby. No Rio Grande do Sul, na mesma legenda, há o Mala da Pizzaria. À Assembleia de lá o eleitor poderá votar em Maristela Baú (PSD-RR).

Entre as escolhas bizarras, destacam-se ainda: Desmantelado (PROS-CE), Toca Serra (Patri-MA), Kleber Tratorzão (PP-MA), Alceu Dispor (PSOL-RJ), Orelha do Povo (PSD-RJ), Sabá Kateretê (PTC-RR), Cacique Saci (PSOL-RS), Major Adilston “O Manga Lisa” (PSOL-SE) e Marcos Alvará (Rede–SE). Outros nomes podem ser conferidos no blog Olho Neles.

Pobre Jucá

FOTO: Pedro França/Agência Senado

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), empobreceu na política nos últimos oito anos. É o que diz a declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral pelo senador, que tenta a reeleição neste ano. Jucá ainda responde a outros dez inquéritos na Corte por crimes variados. Ao TSE, o presidente do MDB disse ter hoje um patrimônio total de R$ 194,8 mil em dinheiro vivo e depósitos bancários. Em 2010, quando se elegeu para o mandato atual, o senador declarou patrimônio de R$ 607,9 mil. Há oito anos, o senador disse que guardava R$ 545 mil em dinheiro vivo. Na atual declaração, ele diz manter em sua posse R$ 150 mil.

Horário de votação

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter os horários de votação na próxima eleição considerando o fuso horário de cada região. Dessa forma, está mantida a previsão do calendário eleitoral de iniciar a votação às 8h e encerrá-la às 17h, de acordo com o horário local. O primeiro turno das eleições será no dia 7 de outubro e o segundo turno está marcado 28 de outubro. Dessa forma, pesquisas de intenções de voto para o cargo de presidente da República realizadas no dia da eleição só deverão ser divulgadas depois do encerramento do pleito em todo o território nacional, ou seja, com o fechamento das urnas no Acre, previsto para ocorrer duas horas após fim da votação em Brasília. Uma preocupação de integrantes do tribunal era com a possibilidade de a votação no Acre começar às 6h, caso o horário de Brasília tivesse de ser cumprido nacionalmente.