Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Crise financeira ameaça pesquisas científicas de bolsistas bancados pelo governo de Minas

A crise financeira no governo de Minas faz novas vítimas pela falta de repasses de recursos: as pesquisas científicas no Estado. Bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) denunciaram que a falta de dinheiro vem se agravando desde 2016, o que ameaça a conclusão de estudos desenvolvidos nas universidades, principalmente os da área da saúde. “As bolsas, que são pagas pelo governo do Estado, estão atrasando de forma recorrente. Antes, recebíamos até o quinto dia útil, mas agora, principalmente de dezembro para cá, não estamos tendo data pra receber”, reclamou um doutorando de uma universidade pública.

Até a última sexta-feira, os pesquisadores não haviam recebido as mensalidades deste mês. Diante das inúmeras queixas, a Fapemig soltou, no último dia 20, uma nota informando que recursos para pagamento das mensalidades de bolsas referentes a janeiro ainda não haviam sido repassados pela Secretaria de Fazenda (SEF). “Essa situação é reflexo da crise financeira do Estado. A Fapemig está em contato permanente com a referida secretaria na expectativa de receber os recursos o mais breve possível. Existe a previsão de que isso aconteça até amanhã (quarta-feira passada)”, diz o comunicado. Somente na sexta, a atualização foi publicada para conhecimento da comunidade científica. “A Fapemig informa que o pagamento das bolsas referente a janeiro já foi iniciado. Os repasses estão acontecendo desde a manhã do dia 23. A previsão é que a transferência dos valores para os bolsistas aconteça na segunda (26) e na terça-feira (27)”, avisa a nota. O valor das bolsas varia entre R$ 500 a R$ 2.200.

A Fapemig informou que apoia, em média, 10 mil bolsistas, entre todas as suas modalidades. As bolsas em atraso são as conhecidas como “bolsas de cotas” (para iniciação científica e pós-graduação, basicamente), sendo que 7.000 bolsistas estão nessa categoria. Em 2017, as bolsas de cotas receberam investimento de cerca de R$ 58,6 milhões.

Em dezembro, diante da falta de recursos, os pesquisadores enviaram ao governo uma carta mostrando a indignação da classe. “A situação é muito difícil, pois temos compromissos financeiros a cumprir que dependem deste pagamento. Nosso contrato com a Fapemig requer dedicação exclusiva, o que nos impede de exercer outras atividades remuneradas. Além disso, é difícil fazer trabalhos e pesquisas acadêmicas com qualidade e dedicação com preocupações desta ordem. Entendemos que se nos dedicamos às obrigações que nos são colocadas enquanto bolsistas (boas notas, publicações de artigos, participação em eventos acadêmicos, cumprimento de prazos para entrega de nossas dissertações e teses), o mínimo que deve ocorrer é as instituições se mobilizarem para nos pagar na data correta como contrapartida contratual”, diz o documento.

No bloco dos insatisfeitos estão pesquisadores que desenvolvem importantes estudos sobre dengue e zika. “A situação é complicada, porque a última vez que reajustaram o valor dessas bolsas foi em 2013, ou seja, estamos completamente defasados e, agora, tendo que arcar com custos devido ao atraso”, disse um bolsista que pediu anonimato. (Angélica Diniz) 

R$ 30,1 mi

Segundo levantamento do site Contas Abertas, é quanto custam os três contratos que a Câmara dos Deputados têm com empresas de limpeza. Enquanto dois termos compreendem a manutenção das dependências da Casa, um foi celebrado para manter limpos os apartamentos funcionais.

Patrimônio oculto

O senador Romário (Podemos-RJ) ocultou uma parcela milionária do seu patrimônio nos últimos anos para evitar o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça. As informações foram publicadas ontem pelo jornal “O Globo”. Dois apartamentos na Barra da Tijuca, no Rio, já foram identificados em juízo e vão ser usados para amortizar parte do que é devido pelo ex-jogador. Uma casa em um condomínio de luxo e um carro importado deverão ser os próximos da lista. Os bens mapeados, que estão oficialmente registrados em nome de terceiros, são avaliados em R$ 9,6 milhões. Segundo o levantamento, Romário e duas de suas empresas são cobrados por pelo menos R$ 36,7 milhões em dívidas com a União, outras empresas e pessoas físicas. O ex-jogador negou as acusações, ressaltando que seu patrimônio está dentro da legalidade.

Classificando terroristas

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) apresentou um projeto que visa classificar o Movimento dos Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) como grupos terroristas. O projeto, apresentado no início de fevereiro e entregue ao plenário da Câmara dos Deputados no dia 21, altera o artigo 2º da Lei 13.260, de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo. O parlamentar disse que é preciso “colocar um limite” nas ações dos movimentos que lutam por terra e afirma que as organizações sociais agem como grupos terroristas e podem ameaçar vidas. A proposta do deputado acrescenta mais um parágrafo ao artigo da lei sob a justificativa de que é necessário promover a evolução da lei antiterrorismo “a fim de se colocar um paradeiro no clima de guerrilha que, não raro, instala-se em nosso território”. 

FOTO: LÉO FONTES - 23.1.2013

Adeus a Veré. O ex-vereador de Belo Horizonte Verenildo dos Santos, o Veré da Farmácia (PSDC), morreu ontem, aos 57 anos. Veré estava internado no Hospital Júlia Kubitschek, na capital, há mais de 30 dias, em função de uma meningite viral. No início deste mês, ele chegou a apresentar melhora, mas, de acordo com o filho dele, Rafael Duarte, o ex-vereador adquiriu uma infecção que afetou o sistema imunológico. Veré foi eleito vereador em Belo Horizonte em 2012 com 4.945 votos e tentou a reeleição em 2016, mas não venceu. Pelas redes sociais, familiares, amigos e eleitores lamentaram a morte do ex-parlamentar. “Quem te conheceu, sabe de sua índole. Médico do Barreiro. Obrigado por tudo. O Barreiro tem orgulho de você”, escreveu um internauta no Facebook. “Pessoa humilde e honesta, deixa um vazio na região do Barreiro”, comentou outro amigo. Veré da Farmácia será velado na manhã de hoje, na capela do Velório Municipal do Barreiro.

“Não tem um projeto nacional, da direita ou da esquerda. Tem pessoas. Infelizmente continuamos tendo (só) pessoas. Hoje está uma tremenda dificuldade de entender quem é quem. Hoje, qual o projeto do PT, do DEM, do PSDB?”

Dias Toffoli

Ministro do Supremo Tribunal Federal