Recuperar Senha
Fechar
Entrar

De volta ao Brasil, Cláudio Beato assume pasta de Desenvolvimento Econômico de BH

De volta ao Brasil após passar quase um ano lecionando na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, sobre Justiça Criminal e Polícia na América Latina, o sociólogo Cláudio Beato também retornou para um cargo do primeira escalão da Prefeitura de Belo Horizonte. Antes secretário municipal de Segurança Pública, Beato, agora, passa a comandar a pasta de Desenvolvimento Econômico da gestão de Alexandre Kalil (PHS).

Apesar de ser um pesquisador da área de segurança pública, o setor econômico não é uma novidade para Beato. Coube a ele mesmo, na eleição municipal de 2016, coordenar o programa de governo do prefeito eleito Kalil para o desenvolvimento econômico da capital. 

Em conversa com a coluna Aparte, Beato ratificou que ambas as áreas estão sempre alinhadas. “A agenda de desenvolvimento econômico está sempre muito conectada com a segurança pública e social. Não há desenvolvimento sem segurança e políticas públicas efetivas. Há uma vinculação clara e que precisa ser reforçada sempre”, argumentou. 

O novo secretário também disse que há outras agendas que precisam de atenção na pasta. “Não é só com essa vinculação da segurança que vamos tratar. A área de desenvolvimento econômico, ainda mais em uma cidade mundial como Belo Horizonte, possui muitas pautas. Há, por exemplo, o fomento às redes de inovação na cidade”, frisou o sociólogo. 

Beato também relata que a oportunidade na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, também trouxe experiências para agregar no trabalho da prefeitura. “Eu posso afirmar que aprendi muito sobre essas conexões entre a segurança social e o desenvolvimento econômico por lá. Há uma linha de relação clara entre as áreas. Mas, óbvio, Nova Iorque está em um outro contexto, uma outra realidade econômica, a escala é muito diferente”.

Antes de Beato, a pasta vinha sendo comandada de forma interina pelo secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Bruno Miranda, desde a saída de Daniel Nepomuceno do cargo, em março último. Já a Subsecretaria de Assuntos e Investimentos Estratégicos está momentaneamente vaga e terá equipe indicada exclusivamente por Cláudio Beato. (Lucas Ragazzi)

Emedebistas

FOTO: Divulgação/MDB

O diretório mineiro do MDB realizou, na noite de sábado, um encontro de lideranças em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A novidade ficou por conta da presença do ex-ministro da Fazenda e presidenciável emedebista Henrique Meirelles, que ainda tenta construir viabilidade política para sua candidatura – até o momento, ele não decolou nas pesquisas de intenções de voto. Além de Meirelles, estiveram presentes o vice-governador de Minas e pré-candidato ao governo estadual, Antônio Andrade. Anfitrião do evento, o ex-prefeito de Juiz de Fora Bruno Siqueira também fez o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo partido. Além deles, esteve presente o deputado estadual Isauro Calais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de 35 cidades mineiras. Nesta semana, o partido realiza outros dois encontros regionais pelo Estado: um em Janaúba e outro em Montes Claros, na região Norte de Minas. Atualmente, a legenda ainda discute internamente qual posição tomar quanto à corrida eleitoral mineira. Há três pré-candidatos para a sucessão de Fernando Pimentel: além de Andrade, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Adalclever Lopes, e o deputado federal Leonardo Quintão, que possui apoio de parte da bancada federal. 

 

Fuga das clínicas

A reportagem de O TEMPO que mostrou a prática ilegal do vereador Jair di Gregório (PP), da Câmara Municipal de Belo Horizonte, em realizar convênio médico com uma clínica de saúde para, depois, cadastrar eleitores, despertou preocupação e correria na Casa. Segundo um parlamentar, vários colegas realizariam a mesma tática para “ficar bem” com as comunidades e bases eleitorais. Após a publicação da reportagem, houve uma corrida dos vereadores para apagar das redes sociais publicações que mostravam supostas parcerias com clínicas. As próprias empresas, aliás, têm o costume de entrar em contato direto com os parlamentares para a realização dessa parceria. Segundo a Comissão de Saúde da OAB, esse tipo de ação pode ser interpretada como improbidade administrativa, abuso de poder econômico, de poder político e captação ilícita de sufrágio. 

Equipe enxuta

Liderando a construção de sua própria campanha ao governo de Minas, o senador Antonio Anastasia (PSDB) tem dito a interlocutores que pretende criar uma equipe enxuta para não deixar dívidas após a corrida eleitoral. A preocupação se deve, principalmente pela dificuldade na arrecadação de recursos e pela campanha deficitária de João Leite (PSDB) à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2016. Até hoje, empresas que trabalharam na parte de comunicação da campanha do tucano reclamam de não terem recebido os valores acertados previamente. Aliás, membros do PSDB mineiro, principalmente militantes da juventude, estariam insatisfeitos com Anastasia por conta da pouca aceitação do senador aos nomes indicados para a equipe de campanha. O tucano teria, inclusive, rejeitado nomes indicados por Andrea Neves para dar prioridade a pessoas de confiança da área.

Frase do dia

“A melhor que eu ouvi essa semana: Lula é o primeiro ‘presodenciável’ da história. É preciso separar o joio do trigo, a verdade da verossimilhança. Aguardem, que a verdade vai aparecer”.
Roberto Jefferson (PTB), ex-deputado