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Deputados do MDB se unem e devem derrubar Antônio Andrade da presidência da legenda

As bancadas federal e estadual do MDB de Minas Gerais estão prestes a assumir o controle do partido no Estado e afastar o atual presidente da legenda, o vice-governador Antônio Andrade. Uma carta assinada por todos os deputados da sigla foi encaminhada à executiva nacional. No documento, eles reivindicam a retirada de Andrade do cargo sob a alegação de que o político atua de forma isolada, prejudicando a formação de chapas competitivas para a eleição, motivado por “ódio e vingança pessoal”. O comando deve ficar com o deputado federal Saraiva Felipe.

Os parlamentares se reuniram na última segunda-feira e elaboraram o texto, que foi entregue às lideranças nacionais. De acordo com a apuração do Aparte, o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), deu carta branca para alteração do comando da sigla em Minas. Para viabilizar a retirada de Antônio Andrade do posto, é preciso que dois terços dos atuais delegados estaduais do partido renunciem. Os parlamentares ouvidos pela coluna confirmaram que já conseguiram as assinaturas dos 54 delegados necessários para viabilizar a mudança de comando no MDB. A expectativa é que a lista seja entregue nesta sexta-feira (13).



Após ser efetivada a dissolução do diretório estadual, já há um acordo firmado com Jucá para que seja imediatamente criada um comissão provisória responsável por conduzir a sigla durante as eleições. Esse grupo será formado por três deputados federais e quatro estaduais. Ainda há discussões sobre quem será indicado para assumir a presidência no lugar de Andrade. O preferido, por tempo de mandato, é Saraiva Felipe.

Na carta enviada à executiva nacional do MDB, os deputados afirmam que tentaram por várias vezes entrar em um acordo com o vice-governador na condução do partido no processo eleitoral de 2018. “Inúmeras tentativas – isoladas ou coletivas – foram feitas no sentido de assegurar uma condução partidária plural e garantidora dos interesses da maior bancada, todas elas frustradas”, diz o texto, assinado pelos 13 deputados estaduais e cinco federais.

Hoje, há dois pré-candidatos do MDB ao governo: Antônio Andrade e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes. A movimentação foi feita pelos parlamentares por um temor de que a agremiação não tivesse candidatura própria. O nome preferido para o pleito era o de Adalclever, mas o entendimento de bastidores era que já havia um acordo fechado pelo vice-governador de que, se ele fosse escolhido durante a convenção para ser o nome do partido na disputa, iria “entregar” o MDB para se coligar com o pré-candidato do DEM ao Palácio da Liberdade, o deputado federal Rodrigo Pacheco.

O deputado estadual Vanderlei Miranda explica que a ação ocorreu devido à proximidade do período eleitoral, sendo que o partido “não apontou rumos até agora”. “O presidente parece não ter interesse em proteger o partido, está agindo de uma forma que está levando o MDB para o isolamento e a destruição. Ele próprio já está isolado no partido, então é preciso que seja tomada uma providência urgente, e o único caminho objetivo que encontramos foi esse”, declarou.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Fábio Ramalho (MDB), disse que, da forma como Andrade está conduzindo o partido, é impossível enfrentar o processo eleitoral. “Ele passou a tomar as atitudes motivado por ódio, inviabilizando completamente as articulações eleitorais”, disse.

Internamente, os deputados já dão como certa a saída do atual presidente e acreditam que essa articulação fortalecerá o nome de Adalclever Lopes na corrida pelo governo de Minas. “O terrorismo de Antônio Andrade vai acabar. Agora esse é um grande passo para a pré-candidatura de Adalclever. A partir da semana que vem, já poderemos fechar acordos”, disse um político emedebista. (Fransciny Alves/Bernardo Miranda) 

Reação

Por meio de nota, o vice-governador disse que sua gestão realiza “um trabalho coletivo e transparente, buscando o fortalecimento do partido”, que, segundo ele, foi o que mais cresceu no Estado nas últimas eleições e se consolidou como o maior diretório do MDB do país. Andrade diz ainda que, “em nenhum momento, as decisões foram tomadas de forma isolada” e que por trás deste documento “existem interesses particulares de quem só pensa no melhor para si”. 

O texto insinua que a manobra feita pelas bancadas é para reeditar a aliança do partido com o PT, do governador Fernando Pimentel. O presidente do MDB de Minas fala também que eles assinam o documento “de forma desesperada, para destituir um diretório eleito democraticamente”. “Para finalizar, me coloco à disposição da direção nacional, como sempre estive, e afirmo não acreditar que tal pleito será atendido, o que violentaria a história de luta pela democracia do MDB”, disse.

Confira a nota na íntegra:

Em virtude da nota assinada pelas bancadas estadual e federal do MDB-MG, venho esclarecer e refutar a TOTALIDADE das falsas alegações apresentadas à executiva nacional.

Primeiramente, se faz necessário ressaltar que, durante a nossa gestão, sempre realizamos um trabalho coletivo e transparente, buscando o fortalecimento do partido, realizando diversas reuniões da executiva estadual, sempre de portas abertas, com a participação de todos os membros, deputados estaduais, federas e lideranças emedebistas. Sempre buscamos também fortalecer as bases da legenda, realizando encontros em todas as regiões do Estado, o que fez com que o MDB ampliasse a sua representatividade. Hoje, a sigla possui 167 prefeitos, 118 vice-prefeitos, 1060 vereadores, 46 coordenadorias regionais eleitas, tendo sido o partido que mais cresceu em Minas nas últimas eleições e se consolidou como maior MDB do País.

Ressalto que, em nenhum momento, as decisões foram tomadas de forma isolada. A direção do partido sempre buscou representar os anseios do Estado, priorizando assim a candidatura própria para tirar Minas Gerais da pior crise da sua história.

É importante destacar ainda que a maioria dos parlamentares que assinaram tal documento direcionado à Executiva Nacional defendia, até o último sábado, a candidatura própria encabeçada pelo deputado estadual Adalclever Lopes. O que causa estranheza é que hoje tais membros do partido assinem o documento, de forma desesperada, para destituir um diretório eleito democraticamente.  A consulta realizada junto aos delegados, em que 95% dos delegados defendem a candidatura própria e 92% rejeitam uma coligação com o PT demonstra desejo das bases emedebistas.

Tais fatos deixam claro que esta ação isolada, destoando do desejo das bases do partido, possui algum interesse oculto. E, mais do que isso, que a gestão do MDB sempre atendeu os pedidos da Executiva Nacional, inclusive realizando encontros com o pré-candidato à presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles.

A presidência do MDB de Minas entende que a uma nova aliança com o PT em Minas Gerais e no Brasil, como defendem as bancadas estadual e federal em Minas Gerais do partido, já se exauriu e é prejudicial aos mineiros e brasileiros. Apesar disso, em momento algum deixou de se colocar à disposição para discutir se o melhor caminho seria a candidatura própria ou realizar outras coligações. O que se percebe é que por trás deste documento existem interesses particulares de quem só pensa no melhor para si e não nos anseios das bases e, sobretudo, dos mineiros.
Para finalizar, me coloco à disposição da Direção Nacional, como sempre estive, e afirmo não acreditar que tal pleito será atendido, o que violentaria a história de luta pela democracia do MDB.

Antônio Andrade

Postulante

FOTO: Instagram/reprodução

O deputado federal Renzo Braz (PP-MG) foi confirmado, na noite da última segunda-feira, como um dos pré-candidatos ao Senado na chapa de Rodrigo Pacheco (DEM), que é pré-candidato ao governo de Minas. Em fevereiro deste ano, o PP mudou a direção do partido para apoiar a candidatura de Pacheco. Desde então, Braz assumiu o comando da sigla. A princípio, com o ex-governador Alberto Pinto Coelho na direção do PP, a legenda trabalhava pela candidatura do ex-deputado estadual Dinis Pinheiro (SD) e também mantinha conversas com o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo do Estado Marcio Lacerda (PSB). Pinto Coelho foi retirado do comando da sigla para que o apoio ao deputado se concretizasse. Com o nome de Braz confirmado, o PP detém metade da chapa majoritária de Pacheco, já que a pré-candidata a vice, Ana Paula Junqueira, também é da legenda. Agora, só resta uma vaga na disputa pelo Senado na chapa.

Aprovação

Na edição dessa quarta-feira (11), publicamos parte do resultado de uma pesquisa da Sempre Editora sobre a avaliação da gestão do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS). Seguem outros dados: conforme a pesquisa, Kalil conta com a aprovação de 64% dos entrevistados. A rejeição cresceu, saindo de 19% e chegando a 25%, o que acende um “alerta”, mas que ainda não incomoda a administração municipal. A principal responsável pelo alto nível de aprovação do governo é a própria personalidade do prefeito.

Educação

Já a maioria dos que desaprovam o governo (cerca de 50%) diz que tem essa opinião porque Kalil faz uma administração ruim e com poucas percepções de melhoria. Em seguida, vem justamente a avaliação da educação. Cerca de 12% dos entrevistados consideram que falta comprometimento de Kalil com essa área. Somente 3% dos que reprovam a gestão Kalil citam o transporte coletivo como causa da desaprovação.

Hábitos de mídia

A pesquisa ainda quis saber os hábitos de mídia dos entrevistados. Entre os jornais da capital, O TEMPO e Super Notícia, editados pela Sempre Editora, foram citados por mais de 50% dos entrevistados. O segundo concorrente foi citado por 8%, e o terceiro, por 2%. Já a rádio Super Notícia FM, com apenas um ano de funcionamento, já aparece entre as dez emissoras citadas. As redes sociais, pelo que aponta a pesquisa, não são uma boa opção de publicidade para a prefeitura. 

Fim da Bancoop

Responsável pelo lançamento do edifício Solaris, no Guarujá, onde fica o triplex que levou à prisão o ex-presidente Lula, a Bancoop, cooperativa habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, vai acabar. Num documento aos cooperados, a diretoria informa que iniciou o processo de dissolução e marcou para 31 de julho a assembleia geral para a votação. No dia 26 de julho, os cooperados poderão tirar dúvidas.

À espera de Magalhães

Nos bastidores, a Câmara de Belo Horizonte já se prepara para o próximo dia 24, data em que está marcado o depoimento do ex-presidente da Casa Wellington Magalhães (PSDC) na comissão processante que investiga uma suposta quebra de decoro do parlamentar. Enquanto na última semana alguns funcionários do Legislativo diziam que “mudariam de nome” se Magalhães aparecesse por lá, nos últimos dias a conversa é que ele comparecerá e vai levar o “pessoal da favela” no dia de seu depoimento e também no dia da votação do parecer em plenário, que deve ocorrer após 7 de agosto. A comunidade a que algumas pessoas têm se referido de forma pejorativa é a Pedreira Prado Lopes. Muitos moradores do local recorriam a Magalhães para solicitar melhorias no aglomerado. Alguns, inclusive, faziam parte do gabinete do vereador afastado.

Figura pessoal

De acordo com o levantamento, cerca de 30% dos que aprovam a gestão têm essa opinião por causa da figura de Alexandre Kalil, seguido pela noção de gestão (29%) e pelo desempenho na saúde (12%). Uma das principais bandeiras de Kalil, o transporte coletivo, é apontado somente por 9% dos entrevistados como causa da aprovação.

Fechamento de avenida

Em meio à greve de professores, Kalil e o sindicato da categoria são responsabilizados igualmente pela paralisação. Ainda relativo a esse assunto, a pesquisa quis saber se a população de Belo Horizonte é a favor ou contra a interdição da avenida Afonso Pena em protestos: 57% são contrários a esse tipo de manifestação.

Comando tucano

O pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, senador Antonio Anastasia, divulgou nessa quarta-feira (11) sua equipe de campanha. O deputado federal e pré-candidato a vice-governador na chapa tucana, Marcos Montes (PSD), será o coordenador. O tucano também terá um conselho político que vai auxiliar na estratégia de campanha. O grupo terá os presidentes das siglas na composição de sua chapa: Domingos Sávio (PSDB), Diego Andrade (PSD), Noraldino Júnior (PSC), Raimundo Benoni (PPS), Dilzon Melo (PTB) e Zé Silva (SD). 

Frase do dia

“É óbvio e ululante que o mero anúncio de intenção de réu preso de ser candidato não tem o condão de reabrir a discussão acerca da legalidade do encarceramento, mormente quando, como no caso, a questão já foi examinada e decidida em todas as instâncias do Poder Judiciário.”
Laurita Vaz, presidente do STJ, ao negar habeas corpus a Lula