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Dona de empresa credenciada pelo Detran-MG foi detida acusada de fraude na Paraíba

A primeira empresa credenciada pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), para fornecer sistema informatizado para vistoria veicular, a Himni Sistemas e Soluções Eirelli, tem como proprietária Daniela Cristiane Nunes Sobral. Ela foi detida pela Polícia Civil da Paraíba, em dezembro de 2015, por ser sócia de outra companhia, que fazia parte de esquema de fraude de vistorias em automóveis naquele Estado. O prejuízo aos cofres públicos teria sido de R$ 5 milhões.

Foi publicado no “Diário Oficial de Minas Gerais”, em 20 de março de 2018, que a Himni Sistemas e Soluções Eirelli seria uma das responsáveis por atuar como Empresa Operadora de Tecnologia da Informação (ETI). Ela foi credenciada para fornecer e homologar sistema informatizado para realização de vistoria de identificação veicular a ser utilizado pelas Empresas Credenciadas de Vistorias (ECVs). A Himni somente foi habilitada pelo Estado para prestar esse serviço após o governo de Minas Gerais publicar, em fevereiro deste ano, o Decreto 47.368, que terceiriza a vistoria veicular em território mineiro.

Essa empresa foi aberta em novembro de 2017 por Daniela Cristiane Nunes Sobral, que responde por falsidade ideológica e outros crimes no Tribunal de Justiça da Paraíba. Antes disso, ela era sócia da Registro Nacional de Vistorias e Inspeções Ltda. (Renavin), que foi alvo da operação Espectro, em 2015. Na época, a Polícia Civil da Paraíba prendeu a empresária em um condomínio de luxo em Natal (RN). As investigações apontaram que ela era a laranja da Renavin e esposa do mentor do esquema. A quadrilha foi acusada de fraudar o processo de credenciamento de empresas para vistorias de veículos na Paraíba. A Renavin teria sido criada somente para participar do edital do Detran do Estado, e os requisitos do certame teriam privilegiado a companhia, conforme a operação.

E o decreto do governo de Minas tem causado polêmica. A pedido do deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), a norma vai ser tema de debate em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas. A legislação tem gerado discussões porque segmentos da área de segurança entendem que, pela Constituição do Estado, a função caberia exclusivamente à Polícia Civil, e não a empresas. “É parecido com o que aconteceu na BHTrans, que foi proibida de multar por decisão judicial”, explicou.

Além disso, empresários mineiros do setor dizem que o decreto é dirigido, uma vez que limitaria o credenciamento a alguns poucos privilegiados. “Houve um direcionamento na escolha das ECVs que pode gerar um cartel no preço cobrado do contribuinte”, disse Rodrigues. Ainda segundo o deputado, em São Paulo houve a terceirização da vistoria, mas, conforme ele, no Estado vizinho é cobrada uma taxa de R$ 40, enquanto em Minas esse valor deve chegar a R$ 150: “Estamos falando de 3 milhões de carros, o que pode gerar R$ 500 milhões em receita”.

Procurada, a Polícia Civil, por meio do Detran, informou que, em relação às denúncias apresentadas pelo Aparte, vai abrir uma sindicância administrativa para apurar os fatos. A coluna não conseguiu localizar Daniela Nunes. (Bernardo Miranda / Fransciny Alves)

FOTO: ROBERTO BARROSO / AGÊNCIA BRASIL - 6.12.2011

Luto. Paul Singer, economista e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), morreu ontem aos 86 anos. Ele havia sido internado no Hospital Sírio-Libanês e teve septicemia. Na década de 80, foi um dos responsáveis pela formulação do programa de desenvolvimento a partir do mercado interno por meio da distribuição de renda. Na área acadêmica, escreveu diversos livros didáticos e de pesquisa econômica, tornando-se uma referência na divulgação do pensamento de esquerda não-marxista. Aos 20 anos, trabalhou como eletrotécnico e, filiado ao Partido dos Metalúrgicos de São Paulo, ajudou a organizar a greve dos 300 mil, que paralisou a indústria do Estado por mais de um mês em 1953. Ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da USP em 1956 e participou do grupo que daria origem ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que reuniu intelectuais de oposição à ditadura militar. Foi preso em 1974. Sua militância político-partidária só teve início com a fundação do PT, do qual também foi crítico. Em 2015, afirmou que a sigla havia se afastado de suas bases. Viúvo, deixa os filhos André (também ligado ao partido), Helena e Suzana.

“O meu maior erro político foi não ter me envolvido antes na política. Ter entendido que a política era algo que a gente devia estar ausente, delegar para terceiros, e o resultado está aí.”

João Amoêdo

pré-candidato do Partido Novo à Presidência

Nely responde II

“A servidora foi orientada a procurar o pronto-socorro por causa da forma hostil em que foi tratada. A única coisa que fiz foi exigir respeito não só dele, mas de todos os meus colegas com qualquer funcionário da Câmara”, disse Nely. Ela acrescentou que não existe nenhuma disputa. “O Parlamento é feito de diálogo, a gente não impõe as coisas. E o vereador quer impor que as pessoas o cumprimentem. A minha servidora nem percebeu que era ele, estava de cabeça baixa porque estava passando mal. Agora, não é porque ele é vereador que as pessoas são obrigadas a ovacioná-lo”, declarou.

 

Nomeação na ALMG

O Aparte publicou erroneamente, na edição de ontem, que o ex-prefeito de Bocaiuva Ricardo Afonso Veloso (PSDB) foi nomeado, na última semana, para ocupar um cargo no gabinete do líder da minoria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB). O ex-chefe do Executivo da cidade, localizada no Norte do Estado, realmente foi designado para ocupar um posto na Casa, mas no gabinete do deputado Anselmo José Domingos (PTC), conforme foi publicado no “Diário do Legislativo”, da Assembleia de Minas.

Nely responde I

A vereadora de Belo Horizonte Nely Aquino (PRTB) rebateu ontem as declarações do vereador Cláudio Duarte (PSL) ao Aparte e disse que vai protocolar uma ação administrativa pedindo para que ele se retrate. Como a coluna mostrou na última semana, a parlamentar afirmou no plenário que o político teria sido desrespeitoso com sua chefe de gabinete, que está grávida e precisou ser levada ao serviço médico da Casa após o episódio. Duarte declarou que a vereadora fez “estardalhaço” por uma questão de disputa política e confirmou que questionou a chefe de gabinete por sempre fazer “careta” para ele. Nely afirmou que não fez estardalhaço e que sempre evita polêmicas.