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Em cinco meses, Segov gasta R$ 242 mil em diárias, valor maior do que nos anos anteriores

A Secretaria de Estado de Governo (Segov) gastou, só nos primeiros cinco meses deste ano, mais de R$ 242 mil com diárias de seus servidores. O valor é bem superior ao que a pasta usou nos anos de 2015 e 2016 para custear despesas de funcionários em viagens oficiais. No primeiro ano do governo petista, a Segov gastou R$ 90,6 mil. No ano passado, foram quase R$ 123 mil em diárias. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Para explicar o aumento, o órgão informou que o desembolso com diárias no período de janeiro a maio deste ano foi devido à incorporação da Subsecretaria de Cerimonial e Eventos e da Assessoria de Relações Internacionais na estrutura da Segov, setores que antes eram vinculados à Secretaria Geral da Governadoria. “As mudanças foram empreendidas a partir da reforma administrativa e, portanto, não representam um aumento de gastos, apenas uma transferência de pessoal e Orçamento”, complementa a nota enviada à reportagem de O TEMPO.

Também integra o organograma da Segov, chefiada pelo deputado federal licenciado Odair Cunha (PT), a Subsecretaria de Comunicação. Juntas, as equipes de imprensa, cerimonial e eventos acompanham o governador Fernando Pimentel (PT) nas agendas oficiais pelos municípios mineiros.

Até o último dia 13, o chefe do Executivo já havia realizado pelo menos 26 viagens pelo interior do Estado, sendo que, em cada uma, o governador mobilizou entre 20 e 40 assessores de diferentes áreas. O valor das diárias está relacionado ao salário de cada assessor, mas varia entre R$ 150 e R$ 350. Ao final de cada ano, um assessor com cargo maior pode receber entre R$ 4.000 e R$ 7.000. Para os cargos comissionados, não é necessária a apresentação de comprovantes de gastos com hospedagem e alimentação.

Se Fernando Pimentel mantiver essa média de viagens, tudo indica que as despesas com as diárias de assessores devem saltar ainda mais até o fim do ano. E o mais provável é que a agenda fora de Belo Horizonte se intensifique ainda mais a partir do segundo semestre, de acordo com interlocutores do governo. Com a proximidade do ano eleitoral, a estratégia do petista para conseguir a reeleição em 2018 é manter as sucessivas visitas às cidades, com inaugurações e entregas de equipamentos. Um afago para o eleitorado do interior de Minas.

Em 2015, após tomar posse, Pimentel viajou pelo menos 40 vezes para agendas longe da capital, sendo 32 para o interior mineiro. No primeiro ano de sua gestão, as agendas por Minas foram intensas por causa da implantação dos Fóruns Regionais, uma das principais bandeiras do governador durante a campanha eleitoral. Nesse período, além dos R$ 90,6 mil gastos pela Secretaria de Governo com as diárias, a Secretaria Geral da Governadoria usou R$ 308 mil para essa despesa, segundo o Portal da Transparência do Governo de Minas. Durante todo o ano passado, o governador fez 28 viagens, tendo sido 25 por municípios mineiros. Em 2016, além dos R$ 123 mil executados com as diárias dos assessores da Segov, outros R$ 108 mil foram custeados pela Secretaria Geral.

Entre as viagens oficiais de Pimentel em 2015, duas foram para o exterior: Portugal e Itália. Naquele ano, segundo o Portal da Transparência, R$ 9.400 foram gastos nas diárias do próprio governador. No ano passado, o petista incluiu na agenda Uruguai e novamente Portugal. O gasto, no entanto, foi de R$ 2.600, menor que o ano anterior. Neste ano, Pimentel ainda não fez nenhuma viagem ao exterior. (Angélica Diniz)

Frase do dia

“As declarações de Fernando Henrique Cardoso e de Geraldo Alckmin a favor da antecipação das eleições para a Presidência da República são um sinal positivo de que o anseio da população pelas ‘diretas já’ está cada vez mais forte no país.”
Eduardo Suplicy,
vereador (PT-SP)

Cautela petista

Segundo deputados de Minas do Partido dos Trabalhadores (PT), a sigla somente deve deliberar em outubro deste ano sobre como vai ser a chapa de candidatos a deputado estadual e federal nas eleições de 2018. Essa decisão somente vai ocorrer após uma possível definição do Congresso Nacional sobre o sistema eleitoral que vai valer no pleito. A reforma política continua em discussão na Câmara. O receio de membros da legenda é que o sistema “distritão” passe na Casa. Por essa regra, os mais votados são eleitos e não existem “puxadores” de votos. “No atual momento que se encontra o PT, é difícil elegermos muitos deputados com os mais votados. Por isso, estamos esperando para ver se vai ocorrer a definição de um sistema eleitoral antes de tomar qualquer decisão. A única certeza é que (Fernando) Pimentel vai ser candidato à reeleição ao governo de Minas”, disse um deputado.

Súplica

FOTO: Marco Antônio Teixeira/WWF/Divulgação

A organização não-governamental de proteção à natureza WWF ergueu nesse domingo (18) um balão em frente ao Congresso Nacional, para cobrar que o presidente Michel Temer vete integralmente as medidas provisórias 756 e 758. Segundo a ONG, as MPs colocam em risco avanços na área ambiental, por reduzirem áreas de preservação no Pará e em Santa Catarina. De acordo com a WWF, o pedido também é endossado por 25 mil assinaturas, protocoladas no Palácio do Planalto na última sexta-feira. O prazo para o presidente decidir se sanciona as MPs ou se veta parcial ou totalmente os textos termina nesta segunda-feira (19).

Fugindo de eleição

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo foi uma das figuras mais “tietadas”, na última sexta-feira, durante o ato Minas pelas Diretas, que ocorreu na região central de Belo Horizonte. A cada passo, várias pessoas pediam selfies com o ex-ministro e amigo pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em conversa com o Aparte, Cardozo negou que estaria em seus planos uma possível candidatura a um cargo público, nas eleições de 2018. “Nem para deputado nem para Senado, nada, nada. Não vou me candidatar”, declarou em tom bem-humorado. Cardozo disse ainda que Dilma, assim como ele, apoia totalmente o movimento de pedido de eleições diretas no país.