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Em Minas, cúpula da Segurança Pública cria hora cívica com hino nacional e rotina militar

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PUBLICADO EM 12/01/19 - 03h00

Em Minas, cúpula da Segurança Pública cria hora cívica com hino nacional e rotina militar

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), comandada pelo general da reserva do Exército Mario Lucio Alves de Araujo, implantou, dentre outros costumes militares, a “hora cívica” na pasta. Agora, servidores terão que dedicar parte do tempo de trabalho para ouvir o hino nacional.

Segundo um servidor da área de segurança pública, que pediu para não ter seu nome divulgado, a “hora cívica” é criação de um coronel que está trabalhando na pasta. A estreia da “hora cívica” se dará na próxima segunda-feira, na reunião de integração das forças de segurança. O encontro é para que integrantes das polícias Civil e Militar, bombeiros e agentes prisionais discutam a segurança pública no Estado. O servidor se disse surpreso com a determinação. A ideia seria que os servidores interrompessem seus afazeres diariamente, às 11h, para participar do momento. O coronel que propôs a “hora cívica” é fã da rotina e rigores militares. Servidores contam que ele costuma cumprimentar as pessoas com a palavra “montanha”, em vez de “bom dia” ou “boa tarde”. O termo “montanha” era, originalmente, um grito de motivação entre os integrantes do 11º Batalhão de Infantaria de Montanha do Exército. Com o tempo, foi popularizado e, agora, é utilizado entre turmas de crossfit ou rapel.

Mas não é só o coronel que tem predileção pelo rigor militar. Servidores da pasta contam que o secretário Mario Araujo também preza pela disciplina. De acordo com os funcionários, ele é muito rigoroso com o horário, sem contar que é bem exigente com os servidores “civis”, sempre cobrando o cumprimento das tarefas “para ontem”. Colaboradores da pasta também afirmam que Araujo é mais duro que o secretário anterior, Sérgio Barboza Menezes, oriundo da Polícia Federal.

Rondas pelos setores, especialmente entre o terceiro e o quarto andares, além de indiferença a policiais militares e civis subalternos, também fariam parte do modo de agir do secretário. “Estamos nos sentindo vigiados, como se estivéssemos fazendo corpo mole. Ele se dá bem só com quem é da hierarquia dele”, afirmou um servidor público.

Ainda de acordo com trabalhadores da secretaria, diariamente, às 9h15, o general Mario Araujo se reúne com assessores e subsecretários. Batizado de “bom dia, tropa”, o encontro matinal trata de assuntos de agenda e repasses da rotina. “Todos que participam têm que ficar de pé durante uns 20 minutos, até que ele acabe de falar”, disse um colaborador. O general também teria dito que o nome correto da pasta deveria ser Secretaria de Segurança Pública e Justiça.

Questionada, a assessoria de imprensa da pasta informou, por meio de nota, que o trabalho realizado pela nova gestão “cumpre todos os requisitos legais e éticos de coordenação e busca de um ambiente de trabalho saudável e produtivo”. Afirmou ainda que “a reunião ‘bom dia’ (e não ‘bom dia, tropa’), realizada diariamente pelo secretário, general Mario Araujo, apenas com os responsáveis pelas principais áreas executoras da pasta e com duração de 15 minutos, é uma medida de gestão que busca alinhamento institucional diário”. Ainda no documento, a assessoria afirmou que “é improcedente a informação de que existirá hora cívica na pasta”. O que estaria previsto para todas as manhãs seria uma “alinhamento dos trabalhos da Subsecretaria de Inteligência e Integração da Sesp, de modo a horizontalizar informações e tornar o trabalho mais produtivo”. Sobre a possível troca de nome da pasta, a secretaria informou que “as tratativas sobre a reforma administrativa continuam sendo discutidas pelo governo do Estado”. (Humberto Santos, Bruno Menezes e Michelyne Kubitschek)

Tucanos colidindo

FOTO: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou na manhã dessa sexta-feira (11) de “bizarra” a ligação existente entre a linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos. A obra foi entregue por Geraldo Alckmin (PSDB) antes de o tucano deixar o Palácio dos Bandeirantes para disputar a Presidência da República nas eleições de 2018. “Não faz sentido transporte público que não leva até o aeroporto. É tão bizarro que é difícil acreditar que isso tenha sido feito no Estado de São Paulo”, disse Doria. Para o governador, entre as possibilidades estudadas para melhorar a integração entre a linha da CPTM e o aeroporto estão a construção de uma espécie de monotrilho denominado “people mover” e até uma passarela com esteira de 1.400 metros.

Germano na Abema

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Germano Vieira, comanda desde o início do mês a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), entidade da qual era vice-presidente até o ano passado. Em nota enviada pela secretaria que cuida do tema em Minas, Germano Vieira “ressaltou que os associados atuarão firmemente para a modernização dos instrumentos de gestão e da legislação ambiental, iniciativas que já desenvolve em Minas e que agora serão tratadas em aspecto nacional”. A pasta lembra que, no Congresso Nacional, “haverá discussões da Nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, enquanto no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) vão ocorrer discussões de padrões de qualidade ambiental para o Brasil”. Germano é advogado, mestre em direito público, professor, especialista em educação ambiental e autor livros e artigos na área ambiental.

Campanha

O senador eleito Rodrigo Pacheco (DEM-MG) antecipou seu retorno a Brasília, na última semana, para participar de articulações visando à eleição do correligionário Davi Alcolumbre (DEM-AP) à presidência do Senado. O parlamentar mineiro tem conversado pessoalmente com colegas de vários partidos na tentativa de angariar apoio a Alcolumbre. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) também faz parte do grupo de articulação e acompanhou Pacheco nas tratativas. Já Antonio Anastasia (PSDB-MG) divulgou seu apoio ao nome de Tasso Jereissati (PSDB-CE) na eleição, mas ainda não participa ativamente das articulações. Ele deve retornar a Brasília no fim do mês, após um breve descanso. Já Carlos Viana (PHS) ainda estuda as candidaturas postas. Ele diz estar mais preocupado que o voto seja aberto e a população tenha acesso à escolha de cada senador. Com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de que a eleição da Casa continue sendo realizada de forma fechada, ou seja, sem a publicação de como votou cada senador, o nome de Renan Calheiros (MDB-AL) ganhou força no pleito – uma vez que parte do Senado pretende apoiar o emedebista, mas teme a vinculação com seu nome.

 

Frase do dia

“Recebi do excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, a honrosa missão de presidir a Apex-Brasil, ofício que cumpri até o último instante, sem abandonar meu posto.”
Alex Carreiro, após ser demitido da Apex e resistir no cargo por algumas horas

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