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Ex-diretor da Codemig doa R$ 5.000 para a campanha do tucano Anastasia

O ex-diretor de Mineração da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) Marcelo Arruda Nassif, que ocupou o cargo durante praticamente todo o governo de Fernando Pimentel (PT), é um dos doadores da campanha de Antonio Anastasia (PSDB) na disputa ao Palácio da Liberdade. Nassif filiou-se ao partido tucano em 2009, mas atualmente não faz parte da sigla.

O ex-diretor doou a quantia de R$ 5.000 à campanha do senador, o que representa 0,09% de um montante de mais de R$ 5,4 milhões arrecadados e declarados à Justiça Eleitoral até a tarde desta terça-feira (11). Marcelo Nassif desligou-se da Codemig no meio deste ano ao se desentender com o alto escalão da empresa, após ter se iniciado o processo de venda dos 49% das ações do nióbio. A negociação foi barrada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), e a cisão da companhia terá que ser desfeita por determinação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Conforme informou o Aparte, em maio, Marcelo Nassif não teria concordado em chancelar a privatização da exploração do nióbio da forma como estava sendo feita e, por isso, teria sido afastado do cargo. Na ocasião, Nassif foi procurado, mas não atendeu as ligações, o que também aconteceu na terça-feira. Já a Codemig, por meio de sua assessoria de imprensa, informou apenas que “Marcelo Nassif se desligou da empresa ao aderir ao Programa de Desligamento Incentivado (PDI), após 39 anos de trabalhos prestados”, diz a nota.

A coluna procurou a equipe de imprensa de Anastasia nesta terça-feira. Apesar de afirmar que não comentaria a doação de Nassif, a assessoria do tucano disse que o ex-diretor não era homem de confiança de Pimentel e que, de acordo com o estatuto da Codemig, há cargos de confiança que precisam ser ocupados por funcionários de carreira, o que era o caso de Nassif.

A pessoa física que mais contribuiu para a campanha de Anastasia, até o momento, foi a diretora executiva-jurídica da MRV Engenharia, Maria Fernanda Nazareth Menin Teixeira de Souza Maia, que transferiu R$ 300 mil para a conta do tucano. O valor é o mesmo que a direção estadual do partido injetou para que Anastasia tentasse o governo do Estado.

Já a tradicional família Varella, de Muriaé, na Zona da Mata, fez doação de R$ 1 milhão à campanha. O ex-deputado federal Lael Varella doou R$ 126,8 mil, enquanto a mulher dele, Maria da Glória Dornelas Ferreira, contribuiu com R$ 152,2 mil. Já os três filhos do casal, o deputado federal Misael Varella, Luciano Varella e Lael Varella Filho, repassaram, cada um, R$ 240,2 mil para ajudar a candidatura. (Lucas Henrique Gomes)

Defesa dos salários

FOTO: Rosinei Coutinho/SCO/STF - 6.9.2018

Em sua última sessão como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia fez, nesta terça-feira (11), uma breve defesa dos salários recebidos por magistrados brasileiros. Ela disse que a transparência implantada pelo CNJ permitiu que o cidadão enxergasse que juízes “não ganham em excesso”. “A transparência aumentou até mesmo para que o cidadão soubesse, dentro disso que se tornou uma constante de afirmar que os juízes ganham em excesso. Não ganham. E está aí a comprovação pela transparência que foi dada às informações sobre a remuneração de todos nós, magistrados brasileiros, de forma permanente, sem qualquer dificuldade, cumprindo integralmente a Lei de Acesso à Informação”, disse a ministra.

Cunha mantém o poder

Preso desde outubro de 2016, o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ) não perdeu o poder, pelo menos em seu partido. Segundo o portal Congresso em Foco, ele prepara da cadeia sua sucessora em Brasília, a publicitária Danielle Dytz Cunha, sua filha mais velha. Estreante nas urnas, Danielle lidera a disputa pelos recursos públicos do Fundo Eleitoral entre os 19 candidatos a deputado federal pelo partido no Rio. Ela já recebeu R$ 2 milhões do MDB, conforme registros parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é próximo do teto de R$ 2,5 milhões que um candidato à Câmara pode gastar neste ano.