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Ex-prefeito Marcio Lacerda divulga texto para negar mal-estar com vice-governador

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PUBLICADO EM 11/01/19 - 03h00

Ex-prefeito Marcio Lacerda divulga texto para negar mal-estar com vice-governador

Em uma publicação nas redes sociais, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda demonstrou que ainda se sente incomodado com a crítica de que, na eleição para a prefeitura da capital mineira, em 2016, teria passado uma “rasteira” ou “traído a confiança” do atual vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (Novo). Na época, Brant foi preterido, nos minutos finais para o registro de candidatura, para que Délio Malheiros (PSD), que acabou derrotado nas urnas, encabeçasse a chapa apoiada pelo então prefeito à sua sucessão.

Lacerda, que havia convencido Brant a concorrer, abandonou a candidatura dele para apoiar Délio. Naquele momento, o que estava em jogo era Lacerda fazer o seu sucessor para preservar o legado de sua administração. Délio ficou em quinto lugar, com 5,45% dos votos válidos.

O ex-prefeito disse que o episódio voltou à cena após Brant se candidatar para o segundo cargo mais importante do Estado, mas dessa vez contado “pelas metades”, o que classificou como “extremamente nocivo”.

Na publicação, Lacerda afirmou que órgãos de imprensa seriam os responsáveis por dar o tom pejorativo ao episódio. “A ‘meia verdade’ divulgada por alguns órgãos de imprensa insiste em dar ao fato a conotação pejorativa de ‘rasteira e traição’. É bom lembrar que a candidatura de Paulo Brant para a minha sucessão na Prefeitura, em 2016, surgiu a partir de um movimento liderado por mim. Na época, enxergava na trajetória de Brant as qualidades necessárias a um bom gestor, com exitosa experiência na área pública e no setor privado”, disse Lacerda.

Assim como em 2016, o ex-prefeito de Belo Horizonte reiterou na publicação que a decisão pela substituição de Brant “se deu em virtude da existência de um fato na carreira profissional do então pré-candidato que não era totalmente conhecida”. Na época, a cúpula do diretório mineiro do PSB temeu que uma condenação administrativa aplicada pelo Banco Central à Brant, enquanto presidente da Cenibra, fosse motivo de ataque por parte de adversários durante a campanha. Apesar disso, Lacerda admitiu que pode ter se equivocado diante da situação. “Reconheço que podemos ter cometido o equívoco em retirá-lo da disputa naquele momento. E até mesmo na forma de comunicar a ele essa desistência”, disse Lacerda. “Depois desse episódio, tive a oportunidade de conversar com Paulo Brant e, distante do calor das emoções, explicar a situação”, completou.

Ironia ou não do destino, Lacerda protagonizou situação semelhante à de Brant nas eleições do ano passado. Inicialmente escolhido pelo PSB como pré-candidato ao governo de Minas, travou uma batalha interna com a cúpula nacional de sua legenda, que decidiu firmar acordo com o PT, de Fernando Pimentel, para o governo do Estado. Embora Lacerda tenha conseguido reunir o apoio de outras seis legendas para a campanha, teve a sua candidatura judicializada. Ao perceber que não teria tempo hábil para defender na Justiça sua participação na eleição, desistiu da disputa e entregou ao partido um carta de desfiliação. A aposta do PSB em Pimentel também se revelou uma má opção, já que o ex-governador não chegou nem ao segundo turno. (Bruno Menezes) 

R$ 100 mil

É o valor da indenização que a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) foi condenada a pagar por danos morais ao desembargador Luiz Zveiter, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O motivo da condenação foi a reprodução de informações caluniosas em suas redes sociais contra o juiz.

Odebrecht quer sair de ação

O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, pediu a suspensão da processo contra ele na ação penal sobre supostas propinas da empreiteira para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluiriam um terreno para abrigar o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A medida, caso seja concedida, vale apenas para o empresário. Na petição juntada ao processo, a defesa de Odebrecht diz que seu acordo de colaboração determina a suspensão das ações penais contra ele após a superação de 30 anos de condenação. Conforme os advogados lembram no documento, o empresário já foi condenado a mais de 40 anos. Ele ficou preso em regime fechado entre 23 de junho de 2015 e dezembro de 2017, quando passou para regime domiciliar. A argumentação é a mesma usada pela defesa de Odebrecht nas alegações finais de outro processo da operação Lava Jato, sobre as reformas no sítio de Atibaia, do qual Lula também é réu. 

Fabinho confiante

FOTO: Fred Magno

Atual vice-presidente da Câmara, o deputado Fabinho Ramalho (MDB-MG) está confiante de que será eleito presidente da Casa na próxima eleição, a ser realizada em 1º de fevereiro. O emedebista diz já contabilizar mais de 200 votos dos mais diversos partidos e bancadas, deixando para trás Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta a reeleição. Ele afirma ter o apoio de boa parte do PSL, partido de Bolsonaro, e até mesmo de membros da oposição, e ainda estar confiante de que conseguirá, “sem toma lá dá cá”, aprovar as reformas pautadas pelo governo. Ramalho nega que exista a possibilidade de aceitar concorrer e ser reconduzido à vice. “Estou muito confiante em ser eleito, tenho recebido muitas ligações de apoio, muita gente que antes até pensava em se lançar também, mas que agora está vindo comigo. O Rodrigo perdeu apoio por não valorizar as bancadas, as demandas dos Estados, como deveria”, diz.

Frase do dia

“Um aviso ao ministro Marcos Pontes sobre a evolução. Se a teoria da evolução fosse verdade comprovada, se chamaria lei da evolução. As leis da ciência são verdades comprovadas que não mudam. As teorias são verdades relativas que podem mudar a qualquer hora.”
Silas Malafaia, pastor, no Twitter, defendendo as declarações na ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves

Bloqueio

FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil

A juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, concedeu liminar ao Ministério Público e autorizou o bloqueio de R$ 45 milhões das contas do ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB), preso em novembro do ano passado na operação Boca de Lobo, da Polícia Federal. A decisão é relativa à ação civil pública apresentada pela procuradoria por suposto recebimento de propinas de R$ 11,4 milhões da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). A magistrada também colocou sob indisponibilidade R$ 34,2 milhões da Fetranspor, além de bloquear um total de mais de R$ 68 milhões do ex-dirigente da entidade José Carlos Lavouras e de dois acusados de operacionalizar o suposto esquema ilegal, Luiz Carlos Vidal Barroso e Hudson Braga.

Correia versus Aécio

Parlamentares da bancada mineira estão receosos com uma situação inusitada para a próxima Legislatura: o relacionamento entre o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG), agora deputado federal eleito, e o deputado Rogério Correia (PT-MG). O petista costumava fazer oposição dura na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e chegou a dar fortes declarações contra o tucano durante as administrações do PSDB em Minas. Em 2017, um grampo telefônico da Polícia Federal mostrou Aécio pedindo ajuda a outros petistas para tentar “acalmar” os ânimos de Correia no plenário da ALMG. Na avaliação de alguns deputados, a “rusga” entre os dois pode acabar atrapalhando acordos e votações de projetos e emendas que possam beneficiar o Estado. Em mensagens pelas redes sociais, aliás, Correia já deu mostras de que também deve seguir o estilo de incessante oposição ao governo Bolsonaro.

Laudivio cotado

A equipe de articulação política do Ministério da Casa Civil, comandado por Onyx Lorenzoni, pode contar com mais um mineiro: o deputado federal Laudivio Carvalho (Podemos-MG). Bem relacionado com o ministro e com o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL), Carvalho foi colocado como um possível novo assessor da pasta para cuidar de questões relacionadas a projetos e pautas de interesse do Executivo que envolvam a segurança pública nos Estados. Durante o mandato, Laudivio Carvalho integrou a “bancada da bala” da Câmara, que defende penas mais duras a criminosos e mudanças no Estatuto do Desarmamento. Em dezembro, o deputado Leonardo Quintão (MDB-MG), que também não foi reeleito, foi escalado para integrar a equipe de transição do governo junto à equipe de Onyx Lorenzoni. Quintão, aliás, tem surpreendido alguns interlocutores por conta da alta participação nas decisões da equipe do ministro. 

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