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Governo do Estado contrata consultoria por R$ 3,5 milhões para aprender a otimizar gastos

Em meio a uma crise econômica, o governo de Minas contratou consultoria especializada, no valor de cerca de R$ 3,5 milhões, para tentar solucionar o problema fiscal do Estado. Conforme extrato de contrato publicado no “Minas Gerais”, o “Diário Oficial do Estado”, o termo firmado entre a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e a empresa Ernest & Young Assessoria Empresarial tem como objetivo a elaboração de um “diagnóstico da situação orçamentária e fiscal do Estado visando à otimização de gastos, à melhoria na arrecadação e nos mecanismos de controle, à gestão da dívida pública e ao levantamento de fontes alternativas de geração de recursos”. 

Como motivação para a contratação da consultoria, o texto explicita os problemas enfrentados em decorrência da atual situação econômica do Estado e afirma que “Minas Gerais vive com uma taxa de Produto Interno Bruto (PIB) estagnada, taxa de desemprego superior à dos Estados assemelhados da Federação, baixa capacidade de resposta aos problemas de saúde, segurança pública e educação, com um Orçamento irrealista e deficitário, com custeio da máquina pública crescente e sem controle da folha de pagamentos do Estado, com a presença pífia de políticas públicas voltadas às regiões que mais dependem de ação firme do Estado no seu papel de indutor do desenvolvimento”.

A vigência do contrato é de quatro meses, a partir da publicação. Sendo assim, termina no dia 25 de setembro, duas semanas antes do pleito em que o governador Fernando Pimentel (PT) tentará a reeleição.

Em nota, o governo de Minas informou que o contrato com a consultoria Ernest & Young foi assinado após longo processo licitatório público. De acordo com a gestão, após concluído, o trabalho será um instrumento que permitirá definir medidas prioritárias para o equilíbrio fiscal e orçamentário.

Desde que assumiu a cadeira de chefe do Executivo, o petista enfrenta problemas econômicos e fiscais. Já em seu segundo ano de mandato, Pimentel começou a pagar o salário dos servidores escalonado e até hoje não conseguiu regularizar a folha.

No final do ano passado, o governo de Minas começou a atrasar o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para os municípios, causando problemas para as prefeituras do interior. O governo também deve recursos da saúde e do transporte escolar para os municípios.

A grande expectativa do governador para melhorar a situação do fiscal de Minas é a venda de parte da Codemig, no entanto o projeto está parado na ALMG. (Ana Luiza Faria) 

R$ 515 mi

É quanto os partidos terão que destinar do Fundo Eleitoral, de R$ 1,716 bilhão, para as candidaturas de mulheres nas eleições deste ano. Esse montante representa quatro vezes o recebido pelas mulheres em 2014 (R$ 130,4 milhões de um total de R$ 1,043 bilhão para as candidaturas proporcionais).

“Nada contra atualizar uma lei sobre abuso de autoridade. Agora, os senhores congressistas se especializaram em falsificar projetos de lei. Eles disfarçam o projeto para que as pessoas não percebam as intenções nele contidas. O objetivo é vingança.”

Roberto Livianu

Promotor

FOTO: REPRODUÇÃO DE VIDEO

“Governo coloca multinacionais petroleiras no conselho da Petrobras e o Exército contra caminhoneiros desesperados com o roubo nos (preços dos) combustíveis.”

Roberto Requião

Senador (MDB-PR)

Parentesco

FOTO: reprodução/Instagram

Cunhada do presidente Michel Temer, Fernanda Tedeschi, ironizou em uma rede social o desabastecimento causado pela greve dos caminhoneiros. Na manhã desta sexta-feira (25), Fernanda – que é irmã mais nova da primeira-dama Marcela Temer – publicou no Instagram uma foto mostrando o tanque cheio de um carro. “Ostentação”, escreveu. A irmã de Marcela Temer não chegou a informar o público sobre onde conseguiu abastecer o carro que aparece na gravação. No ano passado, outra publicação de Fernanda na rede social chamou atenção: ela manifestou apoio a uma campanha de boicote aos produtos da JBS, após executivos da empresa firmarem um acordo de delação premiada. O presidente Michel Temer foi o principal alvo das denúncias dos executivos da empresa.

Desaprovação estável

A pouco mais de quatro meses da eleição presidencial, a desaprovação aos principais candidatos permanece estável e em níveis elevados. Isso é o que revela a pesquisa de maio do Barômetro Político Estadão-Ipsos, que todos os meses analisa a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico. Com exceção de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e não deverá concorrer, as menores taxas de desaprovação são as de Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB). Ainda assim, os índices estão em patamar elevado, próximo a 60%. No caso de Bolsonaro, seis em cada dez eleitores não aprovam seu desempenho, segundo a pesquisa. A taxa de aprovação é de apenas 23%. Os números são os mesmos do levantamento anterior, feito em abril. Marina Silva tem desaprovação de 61% e aprovação de 30%. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles tem 61% de reprovação e apenas 7% de apoio. No PSDB, a desaprovação ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é de 69%, o quádruplo de sua aprovação, de 17%.