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Membros e candidatos do PSB reclamam que o partido está privilegiando Júlio Delgado

O clima de conflito que reinou no PSB em Minas Gerais na disputa para manter ou não a candidatura de Marcio Lacerda ao governo do Estado permanece na sigla, mas agora com outros personagens. O deputado federal Júlio Delgado (PSB) tem sido acusado por membros e candidatos do partido de ser privilegiado pela direção da legenda.

“O Júlio não é uma pessoa que apoia a candidatura do PT (Fernando Pimentel), a prioridade dele é o apoio ao PSDB, e isso está causando um mal-estar entre alguns candidatos que não foram beneficiados com o repasse do Fundo Eleitoral até o momento”, disse um interlocutor do partido.

Uma das fontes ligadas à sigla e ouvida pelo Aparte afirmou que, apesar de Delgado ter alguns “benefícios” por já ser deputado federal, isso causa desconforto aos demais postulantes devido ao curto prazo de campanha e que alguns ficam até “impedidos de buscar votos” pela escassez de recursos. “O Júlio tem o acordo do maior repasse, mas a direção que faz esse repasse hoje prioriza as pessoas ligadas a ele, que o apoiaram durante a divisão do partido e que compraram a briga”, afirmou.

Júlio Delgado, que busca seu quinto mandato, recebeu R$ 1,3 milhão da direção nacional para financiar a campanha. O valor é mais que o dobro do recebido pelo deputado estadual Emidinho Madeira e por Vilson da Fetaemg, que receberam R$ 500 mil cada e são nomes que o partido aposta que serão eleitos para uma das 53 cadeiras que o Estado tem na Câmara dos Deputados. Delgado descarta estar sendo privilegiado pelo partido. “Eu não recebi benefício. O que foi repassado é o que foi acordado pelo diretório nacional de quanto cada deputado com mandato iria receber”, afirmou.

Segundo René Vilela, novo presidente da legenda em Minas Gerais, o deputado não está sendo beneficiado. “A destinação de recursos para deputado federal é definida por resolução do diretório nacional. Foi definido um percentual para as chapas majoritárias e para os deputados (estaduais e federais) que já têm mandato. Até acho que, pelo mandato que ele exerce, ele merecia mais, mas os recursos são escassos”, disse Vilela à coluna na tarde desta quarta-feira (12).

De acordo com a definição do diretório nacional da sigla, cada deputado federal que buscasse a reeleição receberia o valor de R$ 1,3 milhão. Dos 26 deputados federais do PSB no país, 22 tentam novo mandato. A coluna apurou que, destes, 19 já prestaram contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e receberam essa mesma quantia. O partido tem 31 candidatos a deputado federal registrados no TSE por Minas.

“Candidatos que são reconhecidos como fortes e que possuem grande chance de eleição são priorizados pelo partido. Em Minas, até o momento, algumas mulheres e oito homens foram priorizados. Os outros estão ainda tratando com a direção nacional. Segunda-feira estarei com o presidente (Carlos Siqueira) para definir sobre essa distribuição. Alguns receberam R$ 400 mil, outros R$ 500 mil porque já têm trajetória, têm eleições e estão sendo apoiados mais pela nacional”, afirmou Vilela. Segundo ele, a perspectiva é que a sigla consiga eleger de três a quatro deputados federais. Atualmente, apenas Delgado representa o partido mineiro na Câmara. (Lucas Henrique Gomes)

Posse

FOTO: Nelson Jr./SCO/STF - 11.9.2018

O ministro Dias Toffoli, que assume nesta quinta-feira (13) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), já definiu a pauta de julgamentos do plenário para a segunda quinzena deste mês. Toffoli decidiu priorizar temas de impacto social e ambiental, evitando assuntos polêmicos. Toffoli não pretende pautar neste ano ações que discutem a possibilidade de execução provisória de pena, como a prisão após condenação em segunda instância. O ministro avalia que isso provocaria um desgaste à imagem do tribunal em pleno período eleitoral. O tema deve retornar ao plenário no primeiro semestre de 2019, já que o STF ainda não julgou definitivamente as ações, o que tem levado a críticas dentro e fora da Corte. A primeira sessão de julgamentos do plenário na gestão Toffoli está marcada para a próxima quarta-feira. Está pautada uma ação da Procuradoria Geral da República (PGR) que questiona o uso de aeronaves para o lançamento de substâncias químicas no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Violação da lei trabalhista

Dos 43 deputados federais que são sócios ou administradores de empresas rurais, 11 já foram autuados por violar a lei trabalhista. Todos concorrem na eleição – dez para a Câmara e um para o Senado. Dois deles foram flagrados com trabalhadores em situação análoga à escravidão e outros cinco com funcionários sem carteira assinada. As infrações dos 11 deputados somam um total de 286 autos, que incluem o não pagamento do FGTS, o desrespeito ao tempo de descanso, falhas na prevenção de acidentes, entre outros. Os dados são da Receita Federal e do Ministério do Trabalho e foram divulgados pela ONG Repórter Brasil. Dos 11 deputados infratores, dez são da bancada ruralista.

500 mil eleitores no exterior

FOTO: Elza Fiuza/ABR – 3.9.2010

Estados Unidos, Japão e Portugal concentram mais da metade (51,9%) dos brasileiros aptos a votar no exterior nas eleições deste ano. Eles podem votar apenas para presidente. No total, 500.727 eleitores estão inscritos nas 1.790 seções eleitorais fora do Brasil. Apenas 13 países têm mais de 5.000 eleitores cadastrados e reúnem 86,5% do eleitorado inscrito no exterior, segundo a Justiça Eleitoral. Nas eleições de 2014, 354,2 mil eleitores estavam aptos a votar fora do Brasil. Isso significa que houve um aumento de 41,4% no eleitorado do exterior na comparação de 2014 com 2018. Os Estados Unidos concentram o maior número desse público, com 160.035 eleitores. Em seguida, vêm Japão (60.720) e Portugal (39.246). As cidades com mais eleitores são Boston (35.051) e Miami (34.347), ambas nos EUA.