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Moradores de Formiga pressionam, e vereadores revogam reajuste em menos de duas horas

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PUBLICADO EM 24/02/17 - 03h00

Moradores de Formiga pressionam, e vereadores revogam reajuste em menos de duas horas

Foi sancionada nessa quinta-feira (23) pelo prefeito Eugênio Vilela (PP) a revogação do aumento de 6,58% nos salários dos vereadores de Formiga, no Centro-Oeste de Minas. Após sofrerem uma forte pressão popular, os parlamentares decidiram cancelar, durante reunião plenária realizada na última segunda-feira, o reajuste que havia elevado seus vencimentos de R$ 6.491,28 para R$ 6.918,41. Como o Aparte informou, esse aumento na remuneração havia sido concedido aos parlamentares, por 7 votos a 2, na última semana.

Do início ao fim, a sessão ordinária contou com clamores de centenas de populares, que pediram que a revogação ocorresse. Adrimara Duarte, uma das representantes do movimento Todos por Formiga – que fiscaliza o mandato dos parlamentares –, fez uso do microfone do plenário e cobrou que os vereadores tivessem responsabilidade. Ela afirmou que o país está em crise e que a prefeitura está quebrada para conceder reajuste aos servidores públicos, que ganham um salário mínimo, mas não para elevar a remuneração dos políticos.

“O valor de R$ 5.000 não dá para vocês sobreviverem, senhores? R$ 5.000 é muito pouco para vocês, queridos? E se não tivesse salário?”, questionou Adrimara Duarte. Vários outros eleitores de Formiga tomaram conta do plenário da Câmara e exerceram forte pressão nos parlamentares, gritando palavras de ordem, como “revoga, revoga” e “vergonha, vergonha”.

Diante dos pedidos dos moradores, algo inusitado ocorreu. Em menos de duas horas, na própria segunda-feira, um projeto de lei pedindo a revogação do aumento acabou sendo aprovado em três comissões e aprovado em primeiro e em segundo turno por unanimidade.

Resultado diferente da última semana, quando somente Cabo Cunha (PMN) e Joice Alvarenga (PT) haviam se posicionado contrários ao reajuste de 6,58%. Os parlamentares que mudaram de opinião foram: Piruca (PSL), Mauro César (SD), Flávio Couto (PSC), Marcelo Fernandes (PCdoB), Flávio Martins (PSC), Sidney Ferreira (PDT) e Sandrinho da Looping (PDT). A presidente da Câmara, Wilse Marques (PP), não vota.

Com esse resultado, os moradores presentes em plenário comemoraram entoando o hino de Formiga e com os gritos de “o povo unido jamais será vencido”. Mas, mesmo com essa celebração, o movimento Todos por Formiga dá indicativos de que novas mudanças precisam ocorrer no Legislativo. Nos próximos dias, eles devem pedir ainda mais a diminuição dos salários dos vereadores dos atuais R$ 6.491,28 para R$ 2.000. Além disso, os populares querem pedir a redução das diárias de viagens da Câmara. (Fransciny Alves)

Nadadora no PSOL

Uma das vozes mais críticas do esporte brasileiro, Joanna Maranhão resolveu se envolver de vez com a política nacional. Após apoiar publicamente as candidaturas de Marcelo Freixo no Rio e Luiza Erundina em São Paulo, ela recentemente assinou sua filiação ao PSOL, tendo sido recebida por militantes do partido em Belo Horizonte, onde mora agora. Nas redes sociais, ela negou que a filiação, comemorada inclusive pelo presidente do PSOL nacional, Luiz Araújo, seja motivada por uma candidatura futura. “(Eu me filiei,) mas sem intenção de me candidatar. Acredito nas pautas do partido e milito por isso”, garantiu. Em agosto passado, durante as Olimpíadas do Rio, ela foi envolvida em uma polêmica depois de fazer comentários contrários ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Pacheco freguês

Com a escolha do deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) para comandar o Ministério da Justiça, o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) – outro postulante à vaga – terá um prêmio de consolação: a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. É a segunda vez que Pacheco perde um cargo para Serraglio. No ano passado, o parlamentar mineiro articulou sua candidatura para presidir a CCJ, buscou apoios e vislumbrou um acordo tranquilo para a votação. Só faltou combinar com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Aliado de Serraglio, Cunha manobrou para que o amigo fosse eleito, e Pacheco ficou de mãos abanando. No Ministério da Justiça, a movimentação foi parecida, já que o mineiro seria o “favorito” diante do paranaense. Mas ficou para a próxima. 

Perdendo força

A presidência do PMDB de Minas caminha definitivamente para ficar nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes. Como o Aparte adiantou, o vice-governador do Estado e presidente da sigla, Antônio Andrade, tem perdido espaço dentro da legenda e está intercedendo à cúpula nacional do PMDB para que não seja realizada, em outubro, uma eleição para a escolha da nova executiva do partido para que ele seja reconduzido ao cargo automaticamente. Porém, é dito nos bastidores que a insatisfação com Andrade não está mais restrita aos peemedebistas da Assembleia. A bancada do partido na Câmara Federal está preocupada com as eleições em 2018, e alguns políticos têm avaliado que, neste momento, Adalclever tem mais capital político.

R$ 19.625 é quanto a Prefeitura de Cataguases, na Zona da Mata do Estado, vai pagar para a empresa Forte Juiz de Fora Vigilância & Segurança. A firma prestará serviços de segurança durante o Carnaval na cidade.

Na folia

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

Enquanto muitos trabalhadores esperam a noite de sexta-feira de Carnaval para começar seus festejos, deputados e senadores não perderam tempo. Nessa quinta-feira (23), dia normal de sessões na Câmara e no Senado, eram pouquíssimos os deputados e senadores que estavam no Congresso. Na Câmara, o sistema de presença mostrava que 15 dos 513 deputados estavam presentes. No Senado, a situação era um pouco diferente. Por volta das 11h, a sessão foi aberta com a presença de sete dos 81 senadores. O senador Edison Lobão (PMDB-MA), que era um dos presentes, defendeu os colegas que vão ficar mais de dez dias de “recesso”. “O Congresso brasileiro é um dos que mais trabalham no mundo. Ele tem (atividade) de segunda a sexta-feira, os parlamentares trabalham muito. Não tenho nenhuma crítica ao funcionamento do Senado Federal”, disse.

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