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Paulo Brant ainda não digeriu a decisão de Márcio Lacerda não apoiá-lo

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PUBLICADO EM 15/08/16 - 03h00

Desabafo

Antigo pré-candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte, o economista Paulo Brant ainda não digeriu a decisão do prefeito Marcio Lacerda de abandonar sua candidatura e apoiar Délio Malheiros (PSD). Nesse domingo (14), em mensagem do Dia dos Pais no Facebook, ele agradeceu aos que o “confortaram nesse momento tão traumático”. “Nesses poucos meses, conheci muito mais Belo Horizonte e sua gente, conheci as muitas coisas boas que a atual gestão honradamente realizou, os desafios enormes de nossa cidade, mas, sobretudo, conheci de perto a política como ela é. Não saio descrente nem amargo desse processo. Continuo tendo fé e esperança. Conheci de perto pessoas de bem, gente sincera, gente elevada, alguns que já conhecia um pouco, outros que tive contato só agora. Para eles dedico uns versos do poeta Ronaldo Bastos, que com Beto Guedes cantou: ‘Que será de nós, se estivermos cansados da verdade e do amor?’”.

Duro

Ainda em seu post, ele voltou a reclamar de acordos que acabaram minando e eliminando sua candidatura ao comando da cidade. “Conheci também um pouquinho da podridão humana. Há meses senti dia a dia o peso da ação daqueles que fazem o diabo para ganhar as eleições, para os quais os fins justificam os meios, todos e quaisquer meios. São a negação da política. Para eles, dedico um poema de Raul de Leoni, com a certeza de que eles são uma pequenina minoria desse mundo de meu Deus”, disse Paulo Brant, para em seguida incluir o texto citado, cheio de recados: “Almas desoladoramente frias/De uma aridez tristíssima de areia,/Nelas não vingam essas suaves poesias/Que a alma das cousas, ao passar, semeia…/Desesperadamente estéreis e sombrias,/Onde passam (triste aura que as rodeia!)/Deixam uma atmosfera amarga, cheia/De desencantos e melancolia...”

Desistência ecoa na Câmara

A desistência do prefeito Marcio Lacerda (PSB) da candidatura do economista Paulo Brant para a disputa da PBH continua rendendo. Desta vez, a insatisfação é na Câmara Municipal. Alguns vereadores socialistas estão com receio de que esse gesto de Lacerda seja usado por adversários durante a campanha e “respingue”contra eles. O prefeito nega que isso possa afetar a busca pelas cadeiras no legislativo municipal. “O tempo de televisão (com o Brant) era muito pequeno e isso iria prejudicá-los. Ninguém saiu da chapa. Está tudo bem”, garantiu Lacerda.

Contas para garantir a cadeira

Ainda nos bastidores da Câmara Municipal de Belo Horizonte, alguns vereadores não se cansam se fazer e refazer contas. A estimativa é a de que entre 16 e 19 parlamentares não conseguirão se reeleger. As incertezas, aliadas as novas regras eleitorais, deixam o clima tenso nos corredores da Casa. Alguns líderes reclamam que nenhum dos pré-candidatos que disputam o Executivo procuraram ainda os vereadores para discutir eleições ou propostas para a cidade. “Se algum candidato achar que pode governar sem a Câmara está muito enganado. Somos fundamentais”, diz um deles.

Congestionamento

Colegas de Câmara Federal, Reginaldo Lopes (PT) e Jô Moraes (PCdoB) registraram na última sexta-feira suas candidaturas para a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte. Mas a chapa esqueceu de levar os documentos que seriam protocolados, o que gerou um congestionamento de candidatos na porta do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG). Estavam esperando para registrar, Alexandre Kalil (PHS), o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) e o deputado federal Luis Tibé (PTdoB). Quem também teve que esperar e não gostou muito foram alguns funcionários da Justiça Eleitoral. “É um absurdo. Onde já se viu, vem registrar as coisas e não trazem os papeis. Aí fica esse monte de gente aqui esperando”, disse um.

Guia do eleitor

Lista de bens. Cada um dos candidatos a prefeito, a vice ou a vereador precisa apresentar à Justiça Eleitoral, no momento do registro da chapa que irá concorrer, a relação de seus bens com valores estimados. Os dados podem ser acessados por qualquer pessoa. Se o eleitor quiser conferir a relação de bens de seu candidato, basta acessar o site do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), no endereço www.tre-mg.jus.br, ou no do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no endereço www.tse.jus.br, clicar no menu “Eleições”, buscar a guia “Eleições 2016” e escolher a opção “Divulgação de candidaturas e contas eleitorais”.

Busca. Os nomes estão divididos por região, Estado e cidade, sendo necessário ir acompanhando os menus para encontrar cada um dos concorrentes. Já no perfil de candidato, há a opção “Lista de Bens” que detalha tudo que o candidato declarou possuir.

126.723 registros de candidaturas a prefeito, vice e vereador já estavam disponíveis no início da tarde desse domingo (14) na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Balanço. Em todo o Brasil, foram registradas até nesse domingo (14) 4.500 candidaturas a prefeito. As chapas já haviam registrado também 4.459 vices para a disputa. O número de brasileiros buscando uma vaga a vereador já estava em 117.764. Em Minas Gerais, eram 660 candidaturas a prefeito já disponibilizadas na página do TSE, além de 651 a vice e 16.537 a vagas em Câmaras Municipais em todo o Estado. O prazo de registro prossegue até o fim do expediente desta segunda-feira (15) no TSE.

FOTO: ALESSANDRO BUZAS / FUTURA PRESS – 14.8.2016
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Atos. Após a concessão de uma liminar por um juiz federal liberando as manifestações políticas nas olimpíadas, o número de protestos durante os jogos aumentou. Nesse domingo (14), pelas ruas do Rio de Janeiro, onde foi disputada a maratona feminina, diversos cartazes contra o presidente interino Michel Temer e a favor do retorno da afastada Dilma Rousseff foram registrados. Um manifestante chegou a invadir a pista nos metros finais da prova, mas foi contido por policiais.

Frase

“Hoje não existe (órgão para fiscalização adequada), você teria que criar, como criar um ‘Banco Central dos jogos’, uma entidade nova, forte, blindada, que tivesse mecanismos para evitar que virasse farra.” 
Antonio Gustavo Rodrigues, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Ministério da Fazenda, sobre a possível legalização dos jogos

 

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