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Propaganda da Assembleia provoca gestão de Pimentel e diz que utiliza melhor os recursos

Nas últimas semanas, tem sido veiculada nas mídias uma propaganda institucional da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que, de forma sutil, compara a gestão feita pela Casa com a administração do governador Fernando Pimentel (PT). Próximo do início da corrida eleitoral, em que o presidente da ALMG, o deputado estadual Adalclever Lopes (MDB), se coloca como pré-candidato ao Palácio Tiradentes, a peça publicitária destaca as boas realizações da administração da Assembleia e as contrapõe com uma gestão sem planejamento. 

“Existem dois jeitos de fazer as coisas: um é sem planejamento, gastando sem controle, as contas não fecham, e a casa cai. O outro é o jeito da Assembleia, uma gestão que respeita o dinheiro de todos os mineiros, com um Orçamento que cresceu abaixo da inflação, corte de gastos em transporte, eventos e muito mais. A Assembleia cuida do que realmente importa, construindo com responsabilidade a Minas que você quer”, diz a peça.

De acordo com um parlamentar próximo de Adalclever Lopes, que não quis se identificar, a campanha foi planejada com a intenção de divulgar o trabalho da Casa. “Nesse momento de crise pelo qual passamos é importante mostrar para a população mineira que a ALMG vem trabalhando com responsabilidade. Nós, junto do presidente Adalclever, estamos fazendo o nosso dever de casa”, contou. Quanto a ser uma alfinetada no governo de Minas, o parlamentar se limitou a dizer: “Quem não está fazendo o seu trabalho direito deve realmente ter se sentido incomodado”, disparou.

Outro parlamentar que pediu anonimato afirmou que o recado não é apenas para o governo estadual, mas para o federal também. “A crise é geral, tanto em Minas quanto no Brasil. Nosso trabalho na ALMG deveria servir de exemplo para todos”, afirmou.

O mais curioso é que a propaganda faz um contraponto com a campanha do governo de Minas, que faz um paralelo da gestão de uma casa com a administração pública, dizendo que é preciso fazer escolhas na hora de pagar as contas. Ao comparar as duas, fica mais claro o objetivo de exaltar o trabalho da Assembleia em relação à administração petista.

A relação entre Adalclever e Pimentel não está em seus melhores dias. Antes principal aliado do governador na ALMG, o presidente da Casa se afastou do petista. O motivo para o rompimento não é claro. Mas, nos bastidores, seria a entrada da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como pré-candidata ao Senado na chapa de Pimentel, posto que era almejado pelo emedebista.

Outra atitude de Pimentel que teria incomodado Adalclever, segundo alguns parlamentares, foi a pressão pela venda da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). A irritação de Adalclever teria se dado por conta do discurso do Executivo a prefeitos, apontando que repassaria os recursos atrasados aos entes apenas se a ALMG aprovasse a venda da companhia.

Essa insatisfação ficou ainda mais clara quando o presidente da Assembleia autorizou, em abril, a leitura do pedido de impeachment contra Pimentel no plenário da Casa. (Ana Luiza Faria)

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É o numero de Estados que aderiram ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica, proposto em maio pelo Ministério dos Direitos Humanos. O documento tem como objetivo unir os Estados na luta contra o preconceito e pelo respeito à diversidade. Ratificaram o acordo Acre, Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Nova tentativa de liberdade

FOTO: Sarah Torres / ALMG - 5.12.2017

A defesa do deputado estadual Cabo Júlio (MDB) impetrou nesta terça-feira (12) um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi preso a mando da Justiça pelo suposto envolvimento no esquema de corrupção que ficou conhecido como “Máfia das Sanguessugas”, em que ele teria desviado recursos públicos da saúde por meio de emendas parlamentares. Na época, Cabo Júlio era deputado federal. O parlamentar está preso, desde a noite da última sexta-feira, no 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no bairro São Francisco, na região Pampulha. A determinação de cumprimento da pena foi do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e se deu por meio de duas condenações - uma de seis anos de prisão em regime semiaberto e outra por quatro anos de prisão, sendo convertida em prestação de serviços à comunidade. Ele não precisa utilizar trajes da cor vermelha da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), além de também não ficar algemado. A condição especial, segundo a determinação do juiz federal, acontece por conta do mandato parlamentar e por Cabo Júlio ser reserva do Corpo de Bombeiros.

 

Loteamento contestado

FOTO: Cleia Viana/Câmara dos deputados

Servidores do Instituto Chico Mendes (ICMBio), responsável pela proteção de 335 unidades de conservação, e da Fundação Nacional do Índio (Funai) denunciaram nesta terça-feira (12) o loteamento político de cargos de confiança dos órgãos para partidos aliados do Palácio do Planalto. As declarações foram feitas em audiência pública na Câmara dos Deputados (<FI10>foto</FI>). “A gente sabe que é um cargo que tem componente político, mas nunca, nos dez anos de existência (do instituto), esse cargo foi ocupado por alguém que não tem nada a ver com o meio ambiente. A gente vê essa situação com grande preocupação. Os servidores são pessoas altamente comprometidas com uma causa e não vão aceitar facilmente essas coisas”, disse João Madeira, da Associação dos Servidores de Carreira de Especialistas de Meio Ambiente do DF.

“Talvez a fake news prospere porque alguém te diz o que você queria ouvir ou não precisa de pensar e ouve, portanto, sem criticar. Quem abre mão da sua liberdade não tem segurança, não tem capacidade crítica e está fadado ao efeito manada.”

Cármen Lúcia

Presidente do STF

Sátira

FOTO: TWITTER / REPRODUÇÃO

Michel Temer é o presidente mais impopular desde a redemocratização do país — ele é desaprovado por 82% da população, de acordo com o último Datafolha —, mas isso não parece abalar sua autoestima. Em pouco mais de dois anos de governo, tem sido recorrentes falas exaltando sua própria administração, fazendo com que a frase “queria ter a autoestima do Temer” se tornasse comum nas redes sociais. A piada evoluiu e deu origem a uma conta no Twitter dedicada apenas ao amor-próprio do presidente: “Autoestima Temer”. O perfil destaca uma foto do emedebista e também traz a declaração “Eu não sei como Deus me colocou aqui”, que Temer fez em um pronunciamento. O criador da conta é o estudante de letras Narcélio Lima, 32, que mora em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Ele conta que a ideia surgiu durante a paralisação dos caminhoneiros, ao ver Temer minimizando o impacto do movimento. “A gente estava no meio do caos, e ele falando que estava tudo bem. Isso me chamou atenção. Esse distanciamento dele da realidade é um fato curioso”, explica Lima.

Moro desiste

O juiz Sergio Moro abriu mão de conduzir o processo que envolve pagamentos de propina feitos pelo Grupo Triunfo, incluindo a concessionária Econorte, e intermediados pelos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Os valores teriam beneficiado Carlos Nasser, da Casa Civil do governo do Paraná, e o então diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná, Nelson Leal Júnior, entre outros. A decisão de Moro foi tomada na segunda-feira, e a ação foi redistribuída para a 23ª Vara Criminal de Curitiba. É a primeira vez que o juiz da Lava Jato abre mão de conduzir uma ação que envolve corrupção e pagamento de propinas. Moro argumentou no despacho que o caso não está relacionado à Petrobras, embora tenha vínculo com o departamento de propinas da Odebrecht. Ele justificou ainda que está sobrecarregado com as “persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao grupo Odebrecht”, que tem elevado número de casos e variadas complexidades.

Vaticano nega presente

Após o PT publicar em suas redes sociais imagens de um rosário que teria sido enviado pelo papa Francisco ao ex-presidente Lula, condenado e preso pela Lava Jato, o Vaticano manifestou-se nesta terça-feira (12) negando a versão do partido. O Vaticano esclareceu que o terço entregue na carceragem da Polícia Federal não era em nome do papa Francisco, mas sim um presente pessoal do advogado argentino Juan Grabois. “Como tantos outros, é um terço abençoado e distribuído em inúmeras ocasiões. A visita era pessoal, e não em nome do papa”, afirma o texto. Um pouco antes do comunicado do Vaticano, o PT havia corrigido o post no Facebook e dito que o rosário teria sido apenas abençoado pelo pontífice.

Nepomuceno nega

O ex-secretário municipal Daniel Nepomuceno negou que teria se reunido com o prefeito Alexandre Kalil (PHS) para viabilizar seu retorno ao secretariado de Belo Horizonte. Nepomuceno também disse que, apesar de estar desanimado com a política no país, ainda não bateu martelo quanto à possibilidade de se candidatar a algum cargo. “Ainda não decidi, até porque o cenário está muito indefinido. Quem vai ser candidato ao governo de Minas? Tá tudo indefinido, vou aguardar com calma”, disse.