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Rede Minas contratou por R$ 201 mil empresa que entrou na mira da Lava Jato

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PUBLICADO EM 26/11/17 - 02h00

Rede Minas contratou por R$ 201 mil empresa que entrou na mira da Lava Jato

A Rede Minas contratou neste mês, por R$ 201 mil, uma empresa de informática que, no ano passado, foi envolvida na rede de investigações da operação Lava Jato. A CTIS Tecnologia, com sede em Brasília, prestará à TV pública serviços de impressão, com assistência técnica e manutenção corretiva, reposição de peças e insumos. O período de vigência é de 36 meses. Procurada, a Rede Minas disse desconhecer problemas com a empresa e que a CTIS constava no banco de dados da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), tendo seguido todos os critérios legais.

Entretanto, em 2016, a empresa em questão caiu no radar da operação Lava Jato, que passou a investigar o pagamento de propinas em cinco contratos do Banco do Brasil de fornecimento de softwares e serviços de informática que, somados, ultrapassam os R$ 150 milhões. Documentos obtidos pela Polícia Federal, em Curitiba, indicam que uma “empresa de fachada”, acusada de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras, recebeu “comissões” de até 10% sobre os negócios com o banco fechados entre 2008 e 2010.

De acordo com os investigadores, seriam quatro contratos e um aditivo contratual que estariam sob apuração desde junho do ano passado. As contratadas do banco seriam a Ação Informática Brasil, a PBTI Soluções e a CTIS Tecnologia. As três eram fornecedoras de serviços de tecnologia da instituição e atuam no Brasil como representantes de desenvolvedoras de softwares, como as norte-americanas Oracle Corporation e BMC Softwares.

A Ação, a PBTI e a CTIS passaram a ser investigadas depois da identificação, pela força-tarefa, de pagamentos feitos por elas para a Credencial Construtora, Representações e Participações – firma que estava na mira dos investigadores. Seus donos são acusados de corrupção em contratos da Petrobras, com repasses de valores comprovados para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – preso e condenado, em Curitiba.

Também em 2015, a CTIS passou a ser investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que instaurou processo administrativo contra empresas do ramo por suposta formação de cartel em licitações públicas e privadas para contratar serviços de tecnologia da informação pelo Ministério da Educação. As investigações do caso começaram em 2009. À época, a CTIS negou participação no cartel. Sobre a investigação na Lava Jato, a empresa disse que não foi incluída no inquérito na condição de investigada ou acusada, tendo comparecido tão somente para prestar esclarecimentos sobre fatos envolvendo terceiros que eram investigados. (Angélica Diniz)

FOTO: MAURILO CLARETO / ESTADÃO CONTEÚDO – 21.4.1998

Patrimônio. Em meio à estagnação econômica e crise política, parlamentares ainda acham espaço para contemplar um prosaico sanduíche. Coronel Augusto (PR), deputado federal por São Paulo, quer elevar a patrimônio cultural o Bauru – combinação de pão, carne, queijo e tomate, criada em 1937 em um tradicional restaurante da capital paulista. A julgar pela importância de seu projeto, em uma escala de 0 a 10, o deputado daria nota “5, para o povo de Bauru”, e “0” sob o ponto de vista, por exemplo, de um paulistano, para quem a lei federal, se aprovada, “não é relevante”. Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada ontem mostra que, de acordo com o Orçamento da Assembleia de SP, cada projeto aprovado na casa custa ao contribuinte R$ 700 mil.

Dívida de Betim terá urgência

O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou de “natureza urgente” e “tramitação preferencial” a auditoria para investigar a execução das obras de saneamento do projeto Cura, financiadas com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), feitas em Betim pela construtora Andrade Gutierrez no final do anos 70. Quase 40 anos depois, a empreiteira cobra da prefeitura o valor de R$ 500 milhões de uma suposta dívida, cuja existência está sendo questionada pelo prefeito Vittorio Medioli no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A atual administração de Betim encontrou no arquivo morto da prefeitura documentos comprobatórios de que a suposta dívida já foi paga ainda nos ano 80, em valor superior ao devido. A Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), remetida pela Câmara dos Deputados ao TCU, é de autoria do deputado federal Weliton Prado (PROS). 

“Ou Bolsonaro entra, de fato, no partido até a data definida pelo conselho, ou não será o candidato do Patriota (à Presidência). Não é admissível ele assinar uma ficha com uma data futura. Ele está, mais uma vez, querendo ser mais esperto do que todos nós.”

Walney Rocha, deputado federal e presidente do Conselho Nacional do PEN-Patriota 

Na contramão do fim do foro

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) discute limitar o foro privilegiado, o suplente que assumiu a vaga de deputado federal aberta pela saída de Alexandre Baldy (sem partido-GO) para o Ministério das Cidades, Sandes Júnior (PP-GO), pediu que o ministro Edson Fachin reveja uma decisão de enviar para a Justiça Federal do Paraná o caso em que é investigado por suposta organização criminosa formada por integrantes do PP na Câmara. Ele sustenta que, agora, como deputado federal, o STF é o local onde deve ser processado. Até semana passada secretário de Estado em Goiás, Sandes Júnior é um dos investigados no inquérito do quadrilhão do PP, mas não foi um dos alvos da denúncia apresentada pelo ex-procurador geral da República Rodrigo Janot.

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