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Eleições 2016

Trânsito é um dos principais desafios para Belo Horizonte

Prefeito eleito neste ano terá de traçar planos de longo prazo, para 20 a 30 anos; veja a opinião de especialistas na coluna A.PARTE

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PUBLICADO EM 18/07/16 - 03h00

Em outubro deste ano, Belo Horizonte vai escolher seu 52º prefeito. A cidade, construída especialmente para ser a capital do Estado, passou de 2,5 milhões de habitantes e enfrenta problemas de uma metrópole. Um dos principais, segundo o arquiteto e urbanista Roberto Luiz Monte-Mór, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, é o trânsito. “As questões urbanas são inúmeras, mas a questão do transporte público é uma das grandes. Não apenas o investimento, mas a gestão desse sistema”, diz o especialista, ouvido pelo Aparte em uma série que será publicada semanalmente neste espaço e que analisa as prioridades dos pretendentes aos cargos públicos em algumas das maiores cidades do Estado.

De acordo com Monte-Mór, hoje as necessidades da população não são atendidas nesse quesito. “Deveríamos ter vários modais, metrô, uma boa rede de ônibus, variações de modos de transporte públicos que se integrassem entre si. Hoje nem integração tarifária temos”, critica ele, referindo-se ao sistema em que o cidadão usa o mesmo cartão para pegar vários meios de transporte e tem desconto se pega um ônibus depois do metrô, por exemplo.

Isso se reflete na preferência do belo-horizontino pelo carro. Em dez anos, de 2005 a 2015, a frota de veículos da cidade praticamente dobrou, passando de 626 mil para 1,17 milhão. Enquanto isso, no mesmo período, a frota de ônibus aumentou apenas 39%, de acordo com dados do IBGE. Nesse setor, o Move, sistema de corredores de ônibus, tem sido citado pela atual administração como um bom exemplo.

Monte-Mór afirma que o sistema é fundamental, se for “bem gerido”. “Hoje a questão é como a pessoa vai sair de casa e chegar até o Move. Tem que ser implementado por outras formas”, diz.

O cientista econômico Edson Paulo Domingues, da UFMG, afirma que é preciso ficar atento à verticalização da cidade e ao encarecimento dos imóveis. “O custo de vida de BH sempre foi menor do que o de São Paulo, mas nos últimos anos essa diferença diminuiu. Uma das coisas que mais pesa nisso é o preço da moradia. Isso valoriza o espaço urbano, mas cria problemas de habitação”, diz.

Outro problema citado pelos economistas é a questão da sustentabilidade. Monte-Mór relembra que, no final de junho, o índice de gases do efeito estufa chegou a 1,76 toneladas de gás carbônico por habitante (tCO²/hab), quase dobrando nos últimos 14 anos. As medidas já são maiores do que as de São Paulo. “E 70% disso vem do transporte”, aponta Monte-Mór.

Domingues aponta que é preciso que a cidade tenha planos de longo prazo, para 20, 30 anos. “O que se imagina para a cidade daqui a esse tempo? Poderia se fazer uma meta de longo prazo para uma cidade mais sustentável, por exemplo”, explica. (Larissa Veloso)

“Meu nome é completamente desconhecido da população. Esse número de 1,4% é até muito. Só tenho 4.000 amigos no Facebook. Estamos em um processo de conhecimento.” Paulo Brant (PSB), comentando a pesquisa DataTempo publicada há uma semana.

FOTO: TV GLOBO / REPRODUÇÃO
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Filho de peixe. Com sobrenome de família política tradicional e salário de R$ 8.100 como chefe de gabinete do governo de Pernambuco, o filho mais velho do governador Eduardo Campos, morto em acidente de avião em 2014, João Campos, 22, tem sido preparado pelo PSB para ser vitrine do partido copiando a trajetória do pai. Há cinco meses, ele assumiu o cargo na gestão do governador Paulo Câmara (PSB) e lida diariamente com demandas de prefeitos e políticos do Estado. Em eventos e no gabinete, é alvo de selfies de pernambucanos saudosos do ex-governador e de jovens, que até montaram um fã-clube.

Disputa nas regiões

Dados da pesquisa DataTempo/CP2 divulgada na última semana por O TEMPO dão bons indicativos das regiões que devem merecer maior atenção dos pré-candidatos ao comando de Belo Horizonte. O maior número de indecisos, por exemplo, está na Pampulha (12,2%, contra 7,1% do total da cidade). A regional que parece mais insatisfeita com os nomes apresentados é a Norte, onde 28,4% apontam tendência atual de votar em branco, nulo ou de não ir às urnas. Em relação aos líderes, João Leite (PSDB) tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde somou 30,2%, mas tem quase dez pontos percentuais a menos na Leste (20,5%). Alexandre Kalil (PHS), por outro lado, alcança expressivo número de 11,8% na região Oeste e apenas 5,6% na regional Norte. A pesquisa registrada no TSE sob o número 02528/2016 ouviu 1.800 eleitores entre os dias 1º e 6 de julho, tem intervalo de confiança de 95% e erro amostral possível de 2,31%.

Guia do eleitor

Brancos e nulos. Ao contrário do que muita gente diz por aí, votos em branco (apertando a tecla respectiva na urna eletrônica) ou nulos (digitando um número inexistente) não ajudam a invalidar uma eleição nem vão para o primeiro colocado no pleito. Ambas as opções não configuram votos válidos e, por isso, não são contabilizados nas urnas. É como se os votos não fossem dados. Há, no entanto, uma implicação clara em cidades nas quais há possibilidade de eleição em dois turnos – municípios com mais de 200 mil eleitores. Quanto mais votos brancos e nulos houver, menos votos serão necessários para que um candidato vença a disputa já no primeiro turno, já que isso reduz o número de votos válidos e, para vencer sem a necessidade de uma segunda votação, o critério é a obtenção de 50% mais um destes votos.

76 DIAS faltam para a abertura das urnas no primeiro turno das eleições que escolherão prefeitos e vereadores em todas as cidades do Brasil.

Atrasado. Pré-candidato da Rede à Prefeitura de Belo Horizonte, o deputado estadual Paulo Lamac anda com o site desatualizado. Quando se clica no logotipo com o nome do parlamentar, abre-se um vídeo de sua campanha a deputado estadual em 2014, com o número antigo e a logomarca do PT. Nem mesmo sua pré-candidatura é noticiada.

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