Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Vereador de Belo Horizonte vai ao Ministério Público e faz pedido para ser investigado

O vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (PHS) foi ontem ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para pedir uma “autoinvestigação”. O parlamentar quer que a promotoria investigue o Instituto de Inteligência Política (IIP), do qual ele é sócio-proprietário. Na última sexta-feira, colegas de Azevedo utilizaram a tribuna da Câmara para acusar a entidade e o parlamentar. As acusações, segundo o vereador, seriam retaliação por ele ter denunciado suposta negociação entre o parlamentar Jair de Gregório (PP) e o prefeito Alexandre Kalil (PHS) para que Gregório fizesse parte da base do governo. Azevedo também rebateu declarações do prefeito.

“O líder Léo Burguês me acusa de campanha extemporânea e financiamento empresarial. Diz que estou distribuindo milhões de reais para políticos do Brasil. Eu poderia simplesmente dizer o óbvio. Isso é uma mentira. Agora, mais do que isso, vou manter a coerência. Como eu fui ‘denunciado’, fiz questão de pedir para ser investigado”, escreveu em uma rede social.

Na sexta, Azevedo denunciou que Gregório teria aceitado participar da base de governo de Kalil na Câmara Municipal em troca de uma vaga para seu filho na equipe júnior do Atlético.

Após a ida ao MP, Azevedo também publicou um texto sobre seu relacionamento com o prefeito Alexandre Kalil. Na sexta, o chefe do Executivo municipal reduziu a importância do parlamentar em sua campanha e disse que ele nem sequer possuía “currículo” para ser seu inimigo. “Eu realmente coordenei a campanha. Todo mundo sabe. E por qual razão? Por acreditar verdadeiramente nele (Kalil). Sempre disse isso”, escreveu o vereador, que depois completou: “Realmente não tenho idade para ser seu inimigo. Como o senhor sempre disse, e eu por várias vezes registrei, tenho idade para ser o seu filho. A ordem natural da vida é ver os filhos aprendendo com os pais. Vez ou outra, no entanto, os pais aprendem com os filhos”, postou.

Antes da eleição, os dois eram próximos. Azevedo foi assessor especial da presidência do Atlético na época em que Kalil dirigiu o clube. O rompimento entre os dois se deu no fim de 2016, antes mesmo da posse do prefeito, por conta de divergências políticas. Segundo interlocutores, Azevedo chegou a usar palavras pesadas ao se dirigir a Kalil por conta de articulações envolvendo a presidência da Câmara Municipal. No texto divulgado ontem, o vereador também abordou o desentendimento.

“Quando foi que rompemos nossa relação? Na noite de réveillon do dia 31 de dezembro de 2016, quando me chamaram no apartamento dele e vi ele apertando a mão de um vereador, fechando um acordo de chapa única para eleição da Câmara Municipal. Eu perdi ali um amigo, mas não perdi meus princípios. Trocamos mensagens pelo celular e não nos falamos mais”, escreveu o parlamentar.

Na publicação, o vereador também credita a ideia do IIP ao prefeito. “Na mesa da sala de jantar dele, acompanhando de várias pessoas que participaram da empreitada, o atual prefeito nos presenteou com uma boa ideia. Convencido de que tínhamos feito um bom trabalho, ele disse que deveríamos compartilhar esse novo modelo de eleição, de acordo com ele, bom, bonito e barato. Levou um tempinho, mas colocamos a ideia em prática. O Instituto de Inteligência Política, ora chamado de “fraudulento”, surgiu de uma cabeça genial: Alexandre Kalil”. (Lucas Ragazzi)

FOTO: reprodução de vídeo

Encarando a realidade. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou, no último domingo, um vídeo pelo Facebook em que falou pela primeira vez sobre a provável prisão do ex-presidente Lula, condenado pelo Tribunal Federal Regional (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão, no processo sobre o triplex do Guarujá. A senadora disse que a prisão do petista será o maior atentado à democracia no Brasil, conclamou militantes a fazer campanha contra e afirmou que o PT “vai com Lula até as últimas consequências”. “Vivemos tempos sombrios no Brasil. Não temos normalidade democrática, política e institucional. É nesse processo que a perseguição de Lula acontece”, disse a senadora. Ela convocou os petistas e militantes de movimentos sociais para uma campanha de “esclarecimento ao povo”. “A prisão de Lula é um dos maiores retrocessos à sociedade brasileira, a nossa democracia e às conquistas de direito”, reclamou.

Propaganda proibida II

Essa não foi a primeira vez que a Justiça determinou a suspensão de publicidade do governo petista por desvio de finalidade. Em setembro de 2015, em decisão sobre ação movida pelo PSDB mineiro, foi vetada a veiculação de propagandas usadas para atacar a administração anterior por motivações políticas. Em março de 2016, em processo movido pelos deputados do bloco de oposição Verdade e Coerência, a Justiça também constatou que o governo divulgava informes publicitários sobre o pagamento do piso nacional para os professores em Minas que não condiziam com a realidade. Na época, o juiz esclareceu que “milhões e milhões de reais são gastos com o único intuito de fazer publicidade sobre governos, sem qualquer caráter educativo, informativo ou de orientação social”.

Bota indesejada

O pré-candidato do Partido Novo ao Palácio do Planalto, João Amoêdo, chegou ontem a Belo Horizonte contundido. O empresário, que veio participar de evento da legenda na capital, estava usando uma bota ortopédica. A principal dificuldade, segundo ele, é se locomover nos aeroportos, já que a agenda está lotada de eventos em diversas partes do país. A lesão ocorreu após um jogo de vôlei com as filhas. Para evitar cirurgia, ele conta que está ficando mais quieto, movendo-se apenas para o necessário e permanecendo quase sempre sentado. Mas nem sempre dá para escapar dessas situações. Ontem, por exemplo, para chegar até o local em que concedeu entrevista, em um restaurante na região Centro-Sul da cidade, ele teve que enfrentar dois lances de escada. Amoêdo participou ontem de evento para lançar oficialmente Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas Gerais.

Propaganda proibida I

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o recurso apresentado pelo governo de Fernando Pimentel contra a decisão liminar do juiz Mauro Pena Rocha, da 4ª Vara da Fazenda Pública, que proibiu, em maio do ano passado, a veiculação de propaganda institucional para atacar as gestões anteriores à do PT em Minas. No acórdão proferido na última semana, o desembargador Marcelo Rodrigues reforçou que a propaganda extrapola seu dever informativo, devendo, portanto, sua divulgação permanecer proibida. Em 16 de maio de 2017, a Justiça acatou o pedido do líder da minoria na Assembleia Legislativa, Gustavo Valadares (PSDB), para que fosse retirada do ar a peça publicitária sobre os fóruns regionais do governo, que comparava a administração atual com a anterior. 

“Está em jogo o futuro de Minas e do país. O momento é delicado, e o senador Anastasia tem que fazer sacrifícios. Quem entra na vida pública entrega um quinhão da sua vida para a sociedade.”

Marcus Pestana (PSDB)

Deputado federal, sobre a posição do ex-governador de não disputar o Palácio da Liberdade nas eleições deste ano