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Weliton Prado entra com ação para deixar o PT 

Procurado, o deputado disse que prefere não comentar a ação, mas confirma o pedido, que já está no site do Tribunal Superior Eleitoral

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PUBLICADO EM 21/08/15 - 03h00

O deputado federal Weliton Prado entrou com uma ação de justa causa para desfiliação do PT, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Insatisfeito no partido, o parlamentar espera, com o processo, conseguir sair da legenda sem perder o mandato. Nas últimas votações na Câmara, Weliton Prado tem se comportado de forma contrária à orientação da sigla na maior parte das matérias, o que tem aumentado o desgaste da relação com os correligionários.

Na defesa que apresentou ao tribunal, conforme apurou a coluna, o deputado tenta provar que o partido cometeu desvio do programa partidário em relação às questões que antes defendia, como o fator previdenciário. O deputado apresentou relatório de um recente congresso do PT em que o partido se posicionava pelo fim do fator previdenciário, contrariando orientação da bancada petista, que, neste ano, determinou que os seus membros votariam pela manutenção do fator previdenciário na Câmara Federal.

Prado também anexou à ação uma cópia do documento que registrou em cartório antes das eleições do ano passado e que já havia sido entregue ao PT. Nele, o deputado diz que não vota a favor de projetos que atinjam os direitos dos servidores públicos e dos aposentados, e também daqueles que possam representar aumento de tributos para a classe pobre. Além disso, ele se posicionou também, previamente, a favor da redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos. E votou dessa forma nesta quarta, mais uma vez contrariando o PT.

Procurado, o deputado disse que prefere não comentar a ação, mas confirma o pedido, que já está no site do Tribunal Superior Eleitoral. No órgão, o relator responsável pelo caso será o ministro João Otávio de Noronha. Weliton Prado garante que não sabe do seu destino. “Não é minha preocupação agora”. Fontes próximas revelam que ele tem conversado com líderes de diferentes partidos.

Os colegas da bancada federal confirmam que a postura independente teve o seu preço e que o clima com o deputado azedou de vez. “Tem gente que nem conversa mais com ele”, diz um deles.

A direção do partido não foi comunicada. O PT nacional chegou a ameaçar entrar com uma ação de expulsão do parlamentar, mas o pedido de desligamento não foi levado adiante pela sigla. 

Só no Galo

O vereador e presidente do Atlético Daniel Nepomuceno (PSB) pediu licença de 47 dias, por motivos particulares, da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Durante esse período, o parlamentar não receberá remuneração. Com isso, até 2 de outubro, a Casa contará com a presença de 40 vereadores. Segundo a assessoria da CMBH, cada parlamentar tem o direito de 60 dias de licença não remunerada. Curiosamente, Nepomuceno irá se afastar do cargo no momento em que o time que preside perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro. Depois de um empate e duas derrotas, o alvinegro passou a ser vice, atrás do Corinthians. Na última quarta, a equipe apenas empatou com o Figueirense, pela Copa do Brasil. Com isso, a pressão em cima do cartola tem crescido.

Negativa

Em maio, o Aparte noticiou que Daniel Nepomuceno pretendia deixar o posto de vereador para se dedicar exclusivamente à presidência do Atlético. Conforme interlocutores próximos do parlamentar, Nepomuceno não iria nem mesmo tentar a reeleição no próximo ano, já que estaria com muito trabalho no Galo, “desmotivado” para participar das discussões na Câmara e não tinha mais ligações com o grupo do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Na época, o cartola negou que poderia renunciar ao mandato. Procurada, a assessoria de Nepomuceno negou, novamente, que ele vá se desligar da CMBH e não quis entrar em detalhes sobre que motivo particular o afastou da Casa.

FOTO: Geraldo Magela/Agência Senado
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Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)

Debate. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado realizou nesta quinta audiência pública interativa para debater o direito do trabalho na rede de lanchonetes McDonald’s. O encontro foi definido pelos parlamentares após reclamações de sindicalistas sobre as formas de terceirização e abusos trabalhistas nos diferentes países nos quais a rede atua.

R$ 3.969 É o valor que a Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) empenhou para a compra de 70 guarda-chuvas. Eles são de cor cinza e possuem o logotipo da ALMG.

Pimentel x “Isto É”

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou a Editora Três, que publica a revista “IstoÉ”, e um jornalista da empresa a indenizarem o governador Fernando Pimentel em R$ 60 mil, por danos morais, por terem, segundo a decisão, “noticiado seu falso envolvimento no escândalo do mensalão”. A decisão, que confirma sentença do juiz Geraldo David Camargo, da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte, determina ainda a publicação da decisão em edição impressa da revista “IstoÉ” e no site da publicação.

Muniz na mira

O prefeito de Montes Claros, no Norte de Minas, Ruy Muniz (PRB), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por repassar R$ 20 milhões de recursos federais e estaduais do SUS a um hospital privado, do qual é dono. Conforme a auditoria do MPF, o montante seria destinado, entre 2013 e 2015, aos hospitais filantrópicos e públicos da região. Também foram denunciados o atual chefe de Gabinete do prefeito Geraldo Guerra e a secretária de Saúde, Ana Paula de Oliveira Nascimento. A denúncia aguarda recebimento do Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1).

Rádio Super

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