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01/06/15

Nova sede da Cemig atrasa devido a “andar de Pimentel”

O novo prédio da Cemig custou cerca de R$ 290 milhões, e a previsão inicial de entrega era no último trimestre do ano passado

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PUBLICADO EM 01/06/15 - 03h00

Já em fase de acabamento, o novo prédio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), na avenida Barbacena, na região Centro-Sul da capital, ainda não recebeu os funcionários e diretores da estatal por conta de um curioso pedido do governador Fernando Pimentel (PT). De acordo com interlocutores ligados à Cemig ouvidos pelo Aparte, o 9º andar do edifício será inteiramente destinado ao governador. Com isso, o petista teria pedido que modificações fossem feitas na estrutura do local, atrasando a entrega.

“Não é certo, ainda, se ele despachará de lá, mas o andar está sendo praticamente reservado a ele”, diz uma fonte. Por conta da longa distância entre o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador, e a Cidade Administrativa, por algumas vezes Pimentel já despachou e exerceu ações diretamente de seu escritório particular, na zona sul da capital. É praxe, também, ver o petista fazendo importantes reuniões e encontros no Palácio da Liberdade, antiga sede do governo.

O novo prédio da Cemig custou cerca de R$ 290 milhões, e a previsão inicial de entrega era no último trimestre do ano passado. O prédio terá 30 andares, sendo cinco subterrâneos, com cerca de 480 vagas de garagem. Os andares possuem área média de 1.100 m² brutos. O prédio será ocupado pela Cemig e empresas do grupo.

Procurada pela coluna, a Cemig afirmou que não há previsão de que o governador tenha uma área no prédio e disse, por meio de nota, que a construção está “em fase de acabamento, após a qual ainda será necessário colocar todo o mobiliário, os cabos de telefonia e internet, entre outros”.

Primeira-dama lança site

A defesa de Carolina Oliveira lançou neste domingo um site para divulgar os documentos que comprovariam sua inocência. Mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), Carolina teve o apartamento que utilizava em Brasília alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal na última sexta-feira. O site foi criado após o jornal “O Globo” publicar a suspeita da PF sobre a empresa de Carolina. Segundo o jornal, a PF teria indícios que a firma da primeira-dama seria de “fachada”. No site há cópias de contratos e do CNPJ, numa tentativa de mostrar que a empresa existiu e funcionou normalmente, até ser encerrada no fim do ano passado. Ou seja, não teria relação com as empresas do suspeito preso, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto. As informações podem ser obtidas no site www.comunicadoimprensa.com.br.

Café com leite

A polêmica declaração do vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, feita na última semana, de que o partido não teria um “projeto de país”, dá corda aos boatos de que ele estaria insatisfeito com a presidência do mineiro Aécio Neves na sigla. Em fevereiro, o Aparte publicou que uma ala paulista da legenda se movimentava para erguer a tese de que é hora de o comando do maior partido de oposição no país voltar para São Paulo. Na época, a coluna disse, ainda, que Goldman estaria tentando convencer o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a não aguardar a convenção de 2017 e já pleitear a função neste ano. Isso fortaleceria nomes paulistas em 2018. Um importante tucano confirmou a situação, mas acreditava ser improvável que Aécio não seja reeleito no cargo.

FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)

Voto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou neste domingo, em passagem pela convenção municipal do PSDB na capital paulista, o projeto de sistema político chamado “distritão”, no qual são eleitos os mais votados em cada Estado ou município. “O ‘distritão’ é uma negação dos partidos e exacerba personalismos”, disse o governador. Segundo Alckmin, o modelo ideal é o do voto distrital. “Ele torna as campanhas mais baratas e autênticas”, afirmou.

R$ 109 mil É O VALOR que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) gastará para a instalação de uma blindagem arquitetônica com painéis e vidro blindado na sua sede, em Brasília.

Uma mão lava a outra

O secretário municipal de Governo Vítor Valverde realizou, na última semana, visitas de cortesia a vereadores que costumam fazer obstruções aos projetos do Executivo na Câmara de Belo Horizonte. De acordo com uma fonte do Aparte, realizar votações de propostas de interesse de Marcio Lacerda (PSB) em tempo mais hábil foi uma das promessas que Wellington Magalhães (PTN) fez em troca do apoio do chefe do Executivo para conseguir a presidência da Casa. Mas, somente agora, Magalhães está com condições de cumprir isso. Valverde tem ajudado.

Pediu o corte

Para evitar que reuniões extraordinárias, a mando do prefeito de Belo Horizonte, fossem realizadas na semana passada, os vereadores se comprometeram a votar projetos de interesse da prefeitura. Em troca, pessoas indicadas pelos parlamentares foram nomeadas no Executivo. Além disso, os vereadores – que, no início da Legislatura, pediram o posto de Luzia Ferreira, então secretária municipal de Governo, e foram atendidos com a nomeação de Vítor Valverde – agora pedem a saída de Marcello Abi Saber, secretário Municipal de Assuntos Institucionais, devido à “falta de habilidade com os vereadores”.

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