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03/04/15

Disputa política atrasa nomeação de direção da Fundação Helena

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Escolhido. O desembargador Reynaldo Soares da Fonseca, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi nomeado ontem pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Fonseca era um dos nomes da listra tríplice entregue pelo STJ a presidente, ao lado dos também desembargadores federais João Batista Pinto Silveira e Joel Ilan Paciornik. Ele ocupará a vaga que pertencia ao ministro Arnaldo Esteves Lima, que se aposentou em julho. Maranhense, o novo ministro já havia aparecido na lista de indicados ao STJ e era apoiado por José Sarney (PMDB).
PUBLICADO EM 03/04/15 - 03h00

Uma das mais prestigiadas instituições de educação do Estado, a Fundação Helena Antipoff, de Ibirité, que cuida do ensino de mais de 2.000 alunos, está “sem rumo”. Mesmo após quatro meses da nova administração estadual, a entidade pública permanece sem um presidente que organize e trace objetivos e metas. A explicação para a demora é política. De acordo com um interlocutor local, partidos como o PTdoB e o PMDB têm o interesse de “abocanhar” a fundação, que abriga diversos profissionais e cargos comissionados. Assim, diversas negociações ocorrem, mas um consenso nunca é alcançado.

“A fundação já foi referência nacional na educação, mas hoje está sucateada. E agora queremos reerguê-la, mas o interesse político é muito grande”, diz. De acordo com o interlocutor, quem lidera as conversas para indicar o novo presidente da entidade é o deputado federal Luís Tibé (PTdoB), que é muito próximo do secretário Miguel Corrêa (PT) e, inclusive, teria liberdade até para “circular tranquilamente” pela Secretaria de Ciência e Tecnologia. Ele pretende colocar um aliado político da região para comandar a instituição.

Outra negociação que ocorre é com setores do PMDB ligados ao deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB) e ao vice-governador Antonio Andrade (PMDB), fato que irrita o PT e o PMDB municipal, que alegam estar sendo “deixados de lado” no acordo. “Tivemos um candidato a deputado federal com mais de 15 mil votos na última eleição. Fizemos uma forte campanha para o governador Pimentel, mas nada disso vem sendo reconhecido. Se algum nome do PMDB ou do PT for escolhido para a fundação, terá sido por acordos que não tiveram a nossa intervenção”, diz um dirigente do PT de Ibirité.

Os nomes sugeridos pelos grupos políticos da cidade para dirigir a entidade foram o do ex-prefeito de Ibirité Paulo Telles (PMDB) e do líder local Ricardo Bernadão (PT). Questionados, no entanto, ambos negaram a possibilidade. “Por enquanto, não tem nada. Deixamos tudo nas mãos do secretário e do governador”, diz o petista. Internamente, o desejo dos trabalhadores da Fundação Helena Antipoff é que um nome de carreira da instituição assuma o comando. De acordo com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a nomeação do novo presidente da fundação já está “em tramitação”.

Lacerda presidente

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, compareceu à sede da Associação Mineira de Municípios no começo na última terça-feira para votar na eleição que define o novo presidente da instituição. Lacerda aproveitou a oportunidade para falar sobre a eleição da diretoria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para o biênio 2015-2016, em que ele deve ser formalizado como presidente. Em seus 25 anos de existência, a entidade sempre escolheu os membros de sua secretaria executiva por consenso. Além de Lacerda, que vai substituir o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, a futura diretoria terá Fernando Haddad como primeiro vice-presidente e Eduardo Paes como segundo vice-presidente. Lacerda destacou a busca por um novo pacto federativo como um dos objetivos de sua gestão.

FOTO: AJUFE / Divulgação
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Escolhido. O desembargador Reynaldo Soares da Fonseca, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi nomeado ontem pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Fonseca era um dos nomes da listra tríplice entregue pelo STJ a presidente, ao lado dos também desembargadores federais João Batista Pinto Silveira e Joel Ilan Paciornik. Ele ocupará a vaga que pertencia ao ministro Arnaldo Esteves Lima, que se aposentou em julho. Maranhense, o novo ministro já havia aparecido na lista de indicados ao STJ e era apoiado por José Sarney (PMDB).

Pensando na imagem

O governador Fernando Pimentel (PT) vem ficando irritado com as frequentes nomeações polêmicas. Interlocutores ligados ao petista dizem que ele teme que as indicações de políticos e pessoas sem um “perfil limpo” possam arranhar a reputação de seu mandato. Recentemente, o Aparte divulgou que um criminoso foragido fora nomeado para trabalhar em uma secretaria de Estado. Outras nomeações questionáveis foram mostradas pela coluna, como as dos ex-prefeitos de Virgem da Lapa Averaldo, Moreira Martins (PT), que responde por improbidade administrativa, e de Janaúba, José Benedito, e do ex-vice-prefeito de São Romão Herbert Levi.

Cotado no STF
 
Especialista na Teoria do Domínio do Fato, o jurista cearense Luiz Moreira seria um dos nomes favoritos da presidente Dilma Rousseff para herdar o posto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele, que já foi escolhido por duas vezes como o representante do Congresso no Conselho Nacional do Ministério Público, foi um grande crítico do julgamento do mensalão. Se for o escolhido, Moreira se tornaria a primeira pessoa com deficiência a fazer parte do Supremo. Aos 2 anos de idade, o jurista teve paralisia infantil.

 

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