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17/06/18

Dilma Rousseff vai percorrer o Estado para reforçar seu nome para a eleição ao Senado

A ex-presidente da República e pré-candidata ao Senado Dilma Rousseff (PT) vai colocar sua campanha nas ruas a partir do mês de julho. Segundo fonte ligada à cúpula petista, Dilma vai começar a percorrer o interior do Estado no próximo mês, e a primeira região a ser visitada será o Norte de Minas. 

Segundo o interlocutor, o mote do discurso da ex-presidente serão as realizações dela e de Lula no Palácio do Planalto. “Ela vai relembrar os feitos do governo petista, destacando, principalmente como a vida das pessoas mais pobres melhorou”, contou. De acordo com a fonte, Dilma defenderá a tese de que em Minas haverá, mais uma vez, uma polarização entre PT e PSDB, e, sendo assim, ela discutirá as duas gestões, mostrando as vantagens da administração petista em relação ao período dos tucanos no poder – tanto no Estado quanto no governo federal. Outra bandeira presente na campanha da ex-presidente, segundo o interlocutor, será o papel da mulher na política.

A agenda eleitoral de Dilma em Minas deve ser montada nas próximas semanas, após ela retornar da Inglaterra, para onde irá nesta segunda-feira (18) para participar de eventos. 

Apesar de a ex-presidente não ter colocado sua pré-candidatura oficialmente, nos bastidores da legenda, a participação de Dilma é dada como certa. Em pesquisa realizada pelo partido no último mês, a petista apareceria na frente nas intenções de voto. Isso animou a legenda a investir e insistir no nome dela para o Senado. 

Na semana passada, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República em Contagem, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jacques Wagner fizeram pronunciamentos já em clima de pré-campanha de Dilma ao Senado. “Na terra de seu algoz (Aécio Neves), Dilma vai pisar em seu adversário e será eleita para o Senado”, declarou Haddad. 

O senador Aécio Neves (PSDB), no entanto, ainda não se posicionou sobre uma possível candidatura à reeleição. 

Ao final do evento petista, Dilma, em rápida e descontraída conversa com a reportagem de O TEMPO, evitou falar sobre a pré-candidatura. “O Carnaval já chegou? Não, né? Quando o Carnaval chegar, a gente conversa direito sobre isso”, contou, aos risos, a ex-presidente, mantendo tom misterioso sobre o futuro.

Em abril, no último dia permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a mudança de domicílio eleitoral, Dilma transferiu seu título para Minas Gerais, podendo, assim, se candidatar para cargos eletivos pelo Estado. Na ocasião, ela afirmou que a mudança era por motivos pessoais e familiares.

A vinda de Dilma para a chapa de Pimentel pode ter sido um dos motivos do fim da aliança entre o PT e o MDB. A vaga na chapa de reeleição de Pimentel era prometida para o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes. Apesar dos rumores, nessa semana, em entrevista à rádio Super Notícia FM, Adalclever negou que tenha se incomodado com a possível candidatura de Dilma ao Senado na chapa petista. (Ana Luiza Faria)

 

Pode atrapalhar

FOTO: AFP PHOTO / EVARISTO SA - 4.4.2018

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, entende que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve conceder habeas corpus apresentado por terceiros em favor do ex-presidente Lula. O posicionamento foi encaminhado ao STF na sexta-feira, em contrarrazão ao agravo regimental no HC 155.595. No recurso, dois advogados que não integram a defesa técnica do ex-presidente pedem para que o petista aguarde em liberdade o trânsito em julgado de sua sentença condenatória. Inicialmente, o pedido foi negado pelo relator Edson Fachin, mas os advogados apresentaram agravo regimental. O pedido em favor de Lula leva em consideração que habeas corpus pode ser apresentado por qualquer pessoa, mesmo que não seja advogado, em favor próprio ou de outro. Raquel observa que o regimento interno e a jurisprudência consolidada do STF não admitem o pedido de habeas corpus desautorizado pelo beneficiado. Ela argumenta que “o recurso apresentado por terceiros não pode prejudicar ou ser contrário à estratégia eventualmente estabelecida pela defesa técnica constituída”.

Pré-candidatas nos Estados são apenas 15%

Se há uma coisa que o MDB, de Michel Temer, o PSDB, de Geraldo Alckmin e o PSL, de Jair Bolsonaro, podem ter em comum nas eleições deste ano é o fato de apresentarem apenas uma mulher como candidata para a disputa aos governos estaduais. Nessas siglas, que até o momento somam 42 pré-candidaturas para o cargo, o número de mulheres não chega a 10% dos postulantes. A representatividade nos outros partidos, porém, também está longe de um cenário de igualdade. Segundo levantamento feito pelo jornal “Folha de S.Paulo”, das 175 pré-candidaturas cogitadas pelos partidos até o momento para os governos dos Estados e do Distrito Federal, apenas 15%, ou seja, 27, são de mulheres. Comparado às duas últimas eleições, o percentual de candidatas mulheres cresceu pouco. Em 2014, elas eram 12% dos 162 candidatos a governos nas eleições. Já em 2010, esse percentual era de 10% de 150 candidaturas.

Câmara gasta R$ 9,9 mi com aeronaves

Levantamento feito pelo jornal “O Globo” mostra que, desde fevereiro de 2015 até hoje, os deputados federais já gastaram R$ 9,9 milhões dos cofres públicos com o aluguel de aviões e helicópteros. Na atual legislatura, o campeão absoluto é Átila Lins (PP-AM), que usou R$ 923 mil com o fretamento de aeronaves para se deslocar no Amazonas. O vice-líder é Paes Landim (PTB-PI), com gasto de R$ 536 mil e, em terceiro, Giacobo (PR-PR), com despesa total de R$ 440 mil. Os parlamentares podem usar a cota para pagar despesas de passagem aérea, telefonia, serviços postais, alimentação, hospedagem, locação de automóveis e aeronaves, entre outros. Deputados possuem um teto de gasto para a cota. O valor é diferente para cada Estado, porque leva em consideração o preço das passagens aéreas de Brasília até a capital do Estado pelo qual o deputado foi eleito.

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 27.2.2013

“O direito ao silêncio foi instituído para impedir a mentira, as falsas versões. Não significa dizer que se erige o direito à mentira. O direito ao silêncio é o direito de ficar calado. Agora, o Estado tem o direito de evitar que determinado investigado combine versões que possam frustrar a atividade estatal.”

Luiz Fux

Ministro do Supremo ao votar a favor da condução coercitiva