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Como na Copa: o sonho da convocação e a honra de ser titular

A emoção de estar entre os escolhidos já começa na convocação, em que atletas e familiares vivem a ansiedade do anúncio

Se poucos conseguem realizar o sonho de ser jogador profissional, menos ainda são aqueles que têm o privilégio de disputar a maior competição do futebol. A emoção de estar entre os escolhidos já começa na convocação, em que atletas e familiares vivem a ansiedade do anúncio para a lista dos 23 convocados para uma Copa do Mundo.

 

O mesmo acontece no balé, em que um seleto grupo de selecionados integra a maior companhia do mundo. E, depois de entrar na lista, é preciso garantir a escalação para cada nova criação. Manter-se atuando é um desafio em um mundo em que a competitividade é grande e a exigência maior ainda.

 

“A concorrência é muito grande. Só de você fazer parte do corpo de baile já é um grande passo. Digamos que é como se existisse uma seleção mundial de futebol e você fosse convocado a fazer parte dessa seleção”, compara Erick. Ele e Bruna passaram por isso e hoje mostram diariamente por que merecem os lugares que conquistaram.

 

“Aqui no Bolshoi são mais de 200 bailarinos, então cada papel é muito disputado. E, quanto mais importante o papel, mas disputado ele é. O diretor decide quem dança, o que dança e quando dança. Nós temos um mural que olhamos em qual partes estamos escalados no espetáculo. Acredito que a emoção de ser escalado para uma Copa deva ser parecida com a de ser escolhida para um papel principal em um Teatro desse nível! E, graças a Deus, esse sonho eu já realizei”, comemora a bailarina. 

 

Os grandes nomes

Formando craques: a “escolinha” no Brasil

Vanderleia Macalossi

Assim como fazem os grandes clubes por meio de suas “escolinhas de futebol”, o Bolshoi foi ao Brasil montar seu centro de formação na cidade de Joinville. Por lá passaram Bruna Gaglianone e Erick Swolkin, onde realizaram sua formação.

 

Em 1995, para que outras nações tivessem oportunidade de conhecer a metodologia aplicada na Rússia, o diretor artístico do Teatro Bolshoi, Alexander Bogatyrev, idealizou um projeto que reproduzia as mesmas características da Escola Coreográfica de Moscou.

 

Em 1996, a Cia. do Teatro Bolshoi realizou uma turnê no Brasil e Joinville foi incluída no programa. O espetáculo ocorreu no 14º Festival de Dança de Joinville. Os russos ficaram impressionados com a receptividade do público e a reverência da cidade diante da arte. Depois disso, o russo Bogatyrev esboçou propostas para montar uma unidade da escola no país, contemplando questões como a aplicação da metodologia, seleção de professores e alunos, estrutura física necessária.

 

Em 1998 o idealizador Bogatyrev faleceu, mas, em 1999, na abertura do 17º Festival de Dança de Joinville, Alla Mikhalchenko, primeira bailarina do Teatro Bolshoi, assinou o protocolo de intenções com o prefeito da cidade na época.

 

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil foi inaugurada em 15 de março de 2000, com a presença do diretor da matriz russa, Vladimir Vasiliev. Pela primeira vez, nos seus 224 anos de história, a companhia de Moscou transferiu a outro país o método de ensinou que a tornou uma das mais respeitadas do mundo. 

Expediente

Diretor Executivo: Heron Guimarães | Superintendente de Jornalismo: Ana Weiss | Secretaria de Redação: Murilo Rocha e Renata Nunnes | Chefe de Reportagem: Flaviane Paixão | Edição Portal O TEMPO: Cândido Henrique | Reportagem: Soraya Belusi, direto de Moscou | Imagens: Douglas Magno | Web-Design: Larissa Ferreira | Desenvolvimento Web: Isabela Ansaloni e Raquel Andrade |
Data de Publicação: 15/07/2018